Com defesa primordial de Santos, Athletico-PR vence Bahia e sobe na tabela
Foto: Divulgação/Athletico-PR

Na noite deste sábado (26), o Athletico-PR venceu por 1 a 0 o Bahia, na Arena da Baixada, com gol de cabeça do meia Christian após cruzamento do lateral-esquerdo Abner, pela décima segunda rodada do Campeonato Brasileiro da Série A. Com três derrotas seguidas, o técnico Mano Menezes precisa aperfeiçoar o sistema ofensivo do Esquadrão de Aço.

O Furacão abriu largada com 14 pontos em onze jogos, se encaminhando para a décima posição na tabela. Enquanto o Esquadrão de Aço, com a terceira derrota seguida, permaneceu na vice-lanterna com nove pontos em onze jogos.

Estrutura defensiva

A compactação do Bahia com o tripé de volantes, composta por Gregore, Ronaldo e Eric Ramires um pouco mais solto foi o suficiente para armar um paredão a fim de não permitir a entrada do Athletico-PR na sua área. Pela formação em 4-4-2, Mano Menezes plantou os dois volantes, Gregore e Ronaldo, para não deixarem o meio-campo ofensivo do Furacão postado por Léo Cittadini e Christian avançarem, sendo assim, o time paranaense não conseguiu ter amplitude, mesmo jogando na mesma formação que a do visitante, porém, com dois volantes e dois armadores.

Foto: Divulgação/Athletico-PR
Foto: Divulgação/Athletico-PR

O equilíbrio foi o ápice do primeiro tempo, com as duas equipes se estudando e não querendo cometer nenhum erro, sabendo que qualquer um deles poderia ser fatal. A partir do momento que o Esquadrão de Aço resolveu provocar mais a defesa do Furacão, apareceram mais espaços, e com espaços, o mandante não abdicou da posse de bola tendo condições de sair com qualidade durante o contra-ataque.

Intensidade

Em breves lances, especificamente dois, o Athletico-PR ameaçou duas vezes com perigo o gol de Douglas Friedrich. Na primeira, com o meia Erick arriscando de fora da área com uma finalização que pegou efeito durante a trajetória, mas para a sorte do goleiro, a bola saiu um pouco acima do travessão. E na segunda chance, com uma bela troca de passes, o ataque do Furacão deixou Fabinho cara a cara com o gol de Douglas que imediatamente fechou o campo de visão do atacante à queima-roupa.

A manutenção da posse com 60% para o Athletico-PR e 40% para o Bahia foi um dos reflexos aparentes no jogo que demonstrou o que as duas equipes se propuseram a fazer. Além da compactação, o Esquadrão de Aço priorizou o setor de marcação em bloco médio defensivo pronto para dar o bote no momento que roubasse a bola, seja pelos volantes ou até mesmo com o seu meia ofensivo, Rodriguinho. O centroavante Gilberto, não suportou jogar na primeira etapa após ter saltado em cima da zaga do Furacão para recuperar a bola e no mesmo momento caindo em falso machucando a perna esquerda.

Foto: Divulgação/E.C Bahia
Foto: Divulgação/E.C Bahia

As ações do Athletico-PR na grama sintética demonstram o poderio ofensivo da equipe com passes verticais e armações de jogadas em velocidade, o que difere quando joga fora de casa, mas neste caso, o jogo direto imposto pelo auxiliar técnico Eduardo Barros emplaca a intensidade da equipe. Com a entrada do estreante Renato Kayzer, o Furacão obteve um homem de referência, apesar do responsável pelo gol ter sido o meio-campista Christian, que invadiu a área do Bahia com o cruzamento por elevação do lateral-esquerdo Abner.

O técnico do Bahia, Mano Menezes, avisou o atacante Matheus Saldanha que os dois times no segundo tempo estavam em equilíbrio e que qualquer quebra de linha seria fatal para uma das equipes abrirem o placar. Minutos depois, o Bahia teve a chance de empatar a partida com gol de pênalti, após o atacante Rossi ter sofrido uma dividida com o goleiro Santos que tocou o suficiente no pé de apoio do adversário para o juiz, que em primeira impressão não marcou o pênalti, porém, após a chamada e consulta no VAR, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro não teve mais nenhuma dúvida ao marcar a penalidade.

No momento da conversão do pênalti, o atacante Clayson viu que o goleiro Santos indicou o lado esquerdo na batida e mesmo assim o jogador não mudou de opinião e finalizou para o mesmo lado. Para o azar do camisa 25, o goleiro defendeu o pênalti com autoridade, encaminhando a vitória e os três pontos para o Athletico-PR.

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