Fragilidade, postura e dúvida: três conclusões da goleada do Brasil sobre a Bolívia
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

Foi um passeio! O "sextou" da Seleção Brasileira foi em grande estilo: goleada de 5 a 0 sobre a Bolívia na Neo Química Arena, com gols de Marquinhos, Coutinho, dois de Firmino e um contra, feito por Carrasco. Demonstrando grande diferença técnica contra o adversário, o Brasil confirmou os três pontos logo na primeira rodada em busca da classificação para a Copa do Mundo no Catar, em 2022.

Em campo após 11 meses, a Seleção conquistou sua vitória de número 35 sob comando do técnico Tite, que tem agora 49 jogos à frente do Brasil — também estão na conta dez empates e quatro derrotas. Ao todo, são 105 gols marcados e 17 sofridos. Assim, o aproveitamento do líder gaúcho está em 78,2% com a camisa amarelinha.

Adversário frágil demais

Foto: Lucas Figueiredo / CBF
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Golear sempre é bom, mas a noite de sexta-feira (9) não pode, de jeito nenhum, servir de parâmetro para avaliações. A Bolívia que esteve em São Paulo era a alternativa. Os principais jogadores do nosso país vizinho foram poupados para a partida contra a Argentina, que será em La Paz.

Boa postura do Brasil

Foto: Lucas Figueiredo / CBF
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Além do resultado de 5 a 0, a melhor coisa da atuação brasileira foi a postura em campo. Diferentemente de alguns jogos anteriores no comando de Tite, o time não foi preguiçoso e burocrático. Não foi o time cansado como se viu muitas vezes ano passado. Tudo bem que o adversário era a Bolívia, mas é isso que tem que fazer contra a Bolívia, se impor veemente e dominar as ações.

Já houve períodos em que Brasil sofria bastante contra adversários inferiores que jogavam apenas na defesa. Obviamente, a Seleção foi pouco exigida nesta primeira rodada de Eliminatórias, mas fez o que tinha de fazer: dominou, pressionou e manteve a concentração alta o tempo todo num jogo sem torcida.

Mesmo após goleada, dúvida segue

Foto: Lucas Figueiredo / CBF
Foto: Lucas Figueiredo / CBF

É claro que ainda há questionamentos a serem feitos sobre a Seleção de Tite: alternativa e repertório. A última vez que o Brasil fez algo diferente em sua forma de jogo foi a movimentação do Willian contra o México na Copa do Mundo na Rússia, lá em 2018. De lá para cá, muito do mesmo padrão, sem variações. A Seleção é bem treinada, porém o repertório para sair de dificuldades ainda está curto. Adiante haverá mais testes.

Sequência da Seleção

Depois da goleada em casa, os brasileiros vão ao Peru reeditar a final da Copa América do ano passado. Com certeza será uma partida mais complicada que contra a Bolívia. Em seguida, já em novembro, recebe a Venezuela antes de fazer o clássico contra o Uruguai.

  • 13/10: Peru x Brasil (Nacional de Lima)
  • 12/11: Brasil x Venezuela (Morumbi) 
  • 17/11: Uruguai x Brasil (Centenario)
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