Botafogo pressiona, para em Tadeu e acumula novo empate no Brasileiro diante do Goiás
Foto: Vitor Silva/BFR

Na noite desta segunda-feira (19), o Botafogo empatou por 0 a 0 contra o Goiás, no Engenhão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com 69% de posse de bola alvinegra, contra 31% do alviverde, a equipe mandante teve mais chance e menos criatividade para fazer o gol.

Formação tática

Bruno Lazaroni, técnico do Botafogo, escalou a equipe no 4-3-3, em bloco médio defensivo, com duas linhas de quatro jogadores cada, formando a compactação através de Cavalieri no gol, Benevenuto, Kanu, Kevin e Victor Luís. O meio-campo tinha o zagueiro Rafael Forster improvisado mais uma vez como primeiro volante, seguido por Caio Alexandre subindo pela esquerda e Honda pela direita. O ataque ficou por conta de Bruno Nazário, Pedro Raul e Rhuan, o último jogador bem postado pela esquerda que incomodou bastante a zaga alviverde.

Luís Flores, o técnico interino do Goiás, substituindo Enderson Moreira que havia sido expulso na rodada anterior contra o Bahia, escalou a equipe no 4-3-3, em bloco baixo, com a mesma linha de jogadores do mandante, com Tadeu no gol, Fábio Sanches, David Duarte, Edilson e Cajú. O meio-campo contou com Breno, Ariel Cabral e Daniel Bessa, enquanto o ataque foi formado por Keko, Vinícius Lopes e Shaylon. Porém, com a equipe recuada e bastante próxima do próprio gol, a proposta do Verdão do Serra era de ficar resguardado na defesa, pronta para dar o bote no contra-ataque após recuperar a posse de bola em compactação desde a linha defensiva.

A linha de meio e do ataque alvinegro, forma um 3-3, ou seja, com seis jogadores por cima do adversário, enquanto a linha de quatro jogadores defensivos ficam postadas na intermediária fechando o corredor esquerdo, direito e central. A intenção do Botafogo foi de manter o Goiás na linha defensiva, mas que a qualquer momento estaria pronto para o contra-ataque.

O Goiás, em bloco baixo, formou um 4-3, ou seja, com sete jogadores na defesa fechando os espaços a fim de não permitir a entrada do adversário, com os três atacantes na intermediária para receberem a bola e partir para o contra-ataque. A defesa alviverde marcou por encaixe para induzir o adversário ao erro e sair com vantagem numérica.

Intenso, mas ineficiente

O primeiro tempo se resumiu em bastante posse de bola para o Botafogo, especificamente 69% para o mandante e 31% para o visitante. O alvinegro trocou passes, inverteu as jogadas, manteve a bola no chão e tentou acionar bastante os pontas, principalmente pela esquerda com o velocista Rhuan. Postura diferente dos últimos jogos, apresentando uma equipe treinada e com vontade de vencer a partida desde o início.

Entretanto, faltou a eficiência no ataque alvinegro, principalmente no primeiro tempo, quando finalizou 14 vezes contra 3 do Goiás, algumas delas em chances claras que foram impedidas pelo goleiro Tadeu, mais uma vez, fazendo defesas excepcionais que salvaram o Verdão na maior parte do jogo. Pedro Raul deixou de marcar dois gols graças ao belo desempenho do arqueiro alviverde, o mesmo para Honda e Rhuan.

Para o lado do Goiás, a equipe visitante se encontrou pouco com o goleiro Cavalieri, mas quando o fez, colocou o arqueiro alvinegro para trabalhar em três oportunidades, uma delas à queima-roupa com o atacante Vinícius Lopes que finalizou em cima do goleiro. Daniel Bessa e Shaylon tiveram boas oportunidades no primeiro tempo, mas não estavam com a eficiência em dia também.

Final premeditado

Os argentinos Keko e Shaylon, destaques do Goiás, criaram bastantes chances de perigo contra a defesa do Botafogo, mas não conseguiram concluir o último passe. A falta de brilho nas jogadas individuais e também pelo espaço que a equipe criou entre os próprios jogadores prejudicaram o esquema tático durante o primeiro tempo não dando opção para a criação.

O segundo tempo virou do avesso, quando o Verdão teve mais vontade e saiu para o jogo com intensidade, porém, com a mesma ineficiência, enquanto o Botafogo diminuiu o ritmo e acabou deixando a desejar na segunda etapa. A entrada do atacante Matheus Babi no lugar do lateral-esquerdo Victor Luis, foi uma das formas do técnico dar mais poder de fogo ao ataque.

No entanto, a partida se encaminhou ao empate, com mais chances produzidas para o Botafogo, que somou apenas um ponto, estando com 19 pontos na 14ª colocação, enquanto o Goiás permaneceu na lanterna com 11 pontos.

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