#EntrevistaVAVEL: André Jardine cita história e projeções no comando da Seleção Brasileira Sub-20 e Olímpica
Foto: Divulgação / CBF

André Jardine é um treinador de futebol, que atualmente comanda a Seleção Brasileira Sub-20 e Olímpica. Iniciou como técnico de futsal no Rio Grande do Sul, mas logo foi treinar as categorias de base do Internacional. Além disso, o treinador trabalhou na base do São Paulo, e comandou também, no ano passado, comandou a equipe profissional do clube paulista.

O técnico, natural de Porto Alegre, concedeu uma entrevista exclusiva para a VAVEL Brasil. Jardine respondeu perguntas sobre o início de sua carreira e obstáculos que ultrapassou. Além disso, falou sobre os objetivos no comando da Seleção Brasileira, seja no Sul-Americano ou nas Olímpiadas.

VAVEL Brasil: Você sempre teve o sonho de ser treinador de futebol? Como foi o início de sua trajetória no Internacional?

André Jardine: O futebol sempre fez parte da minha vida. Joguei futebol na base Grêmio. Me tornar treinador foi uma consequência natural da minha carreira como esportista. Comecei como treinador no futsal no Grêmio Náutico Gaúcho. Entrei para o futsal do Internacional e depois migrei para o futebol de campo. Ao todo, foram 10 anos no clube. Passei por todas as categorias no Inter. Em cada uma delas, muitos aprendizados diferentes. 

Quais as principais diferenças que você notou na sua transição da base ao profissional do São Paulo?

Acho que a principal foi a falta de tempo para trabalhar a equipe como eu gostaria. Na base, consegui levar minhas equipes aos títulos porque trabalhávamos muito, tínhamos tempo para imprimir o estilo, dar padrão de jogo, passar os conceitos e treinar. 

Qual o seu maior objetivo que deseja obter na Seleção Sub-20 e Olímpica?

Fui contratado com a missão de recolocar o Brasil na Copa do Mundo Sub-20. Estamos fazendo uma boa preparação, convocando os melhores jogadores e conseguindo colocar as ideias e filosofia de jogo em prática. Já o projeto Olímpico visa a defesa da nossa medalha de ouro. Temos uma geração muito forte de atletas e vínhamos fazendo uma ótima montagem de grupo até a pausa da pandemia. Agora vamos retomar o projeto. No entanto, não vamos começar do zero.

Explique sobre seus critérios utilizados nas convocações da seleção, especificamente na dos jogos preparatórios.

Nós temos que fazer justiça nas convocações. A CBF exige a convocação dos melhores jogadores em cada categoria. Temos um trabalho de observação muito bem realizado. Eu tento ao máximo ser assertivo nas minhas escolhas. Quero dar oportunidade para quem está em bom momento. Ser muito justo, mas também dar conjunto e entrosamento dentro do meu sistema de jogo nas preparações.

O que você sentiu quando as Olimpíada de Tóquio foi adiada? Acha que o Brasil terá consequências?

Nós lamentamos as circunstâncias. Após a classificação para os Jogos Olímpicos, a gente tinha o planejamento de dar sequência ao nosso trabalho, seguir crescendo como equipe, fazer jogos com bons níveis. Tivemos que pausar tudo. Agora a gente recomeça. O Comitê foi muito correto em deixar que os atletas sub-24 pudessem participar. Acho que todas as seleções sofrem de alguma forma. Nossa preparação vai seguir. Vamos chegar com muita força para defender nosso ouro.

Qual sua expectativa para o Sul-Americano de 2021?

Só quem sente na pele o que é enfrentar uma seleção sul-americana sabe o quanto é difícil encarar essas equipes. São competições curtas e que todos dão a vida e jogam com muita entrega e disposição. Ainda mais contra o Brasil. São equipes que testam as nossas defesas, alongam as bolas, brigam, vão no corpo. O futebol sul-americano é o de nível competitivo mais alto no mundo. Por conta da paralisação devido a Covid-19, de certa forma, o Sul-Americano será um tanto imprevisível pois afetou muito a preparação dos times. Mas essa característica de guerra a cada partida não vai mudar. Por isso a importância dessa nossa preparação de outubro. A quarta etapa para o Sul-Americano. Tentar, de alguma forma, ficar à frente dos outros nesse sentido. 

Qual sua sensação de comandar a Seleção Brasileira?

É uma sensação de orgulho representar nosso país e defender essa marca mundial que é a Seleção Brasileira. Somos o país do futebol. Os melhores nascem aqui. É uma responsabilidade muito grande dar sequência a esse legado vencedor que nós, aficionados por futebol, crescemos aplaudindo e admirando.

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