Pós-Domènec: quem tem perfil ideal para assumir o Flamengo?
Foto: Reprodução redes sociais

O Flamengo confirma em suas redes sociais, o desligamento do treinador Catalão Domènec Torrent e sua comissão técnica. A crise motivada pelas recentes goleadas diante de São Paulo e Atlético-MG abre uma lacuna na gestão do atual campeão continental: qual técnico tem a melhor bagagem para assumir o clube atualmente?

No mês em que duas decisões de mata-mata, envolvendo Copa do Brasil e Libertadores da América, ditarão o rumo do Flamengo na temporada, o clube buscará seu terceiro comandante em 2020. Depois da saída de Jorge Jesus com o título estadual e a curta passagem de Domènec neste 1º turno do brasileirão, Marcos Braz e Bruno Spindel estarão encarregados de buscarem uma nova alternativa para o time.

Bola da vez

Atualmente o nome mais cogitado internamente no Flamengo é o de Rogério Ceni. Destaque no Fortaleza - que tem a melhor defesa da série A - o treinador em tese, tem grande aceitação dentre os dirigentes do clube.

Grande ídolo São Paulino, Ceni se consolidou como treinador no Leão Tricolor. Em duas passagens pelo Fortaleza (2017-2019 e 2019-20), ele soma 59 vitórias, 23 empates e 29 derrotas no cargo. Seu atual contrato com o clube encerra-se ao fim da temporada. Aos 47 anos de idade, são 141 jogos oficiais como treinador e acumula títulos significativos, como: Copa do Nordeste (2019), Brasileirão série B (2018) e Estadual cearense (2019 e 2020).

Gabriel Heinze, de 42 anos é mais um nome popular dentre os flamenguistas. Cogitado no futebol brasileiro pelo Palmeiras anteriormente, o argentino certifica-se de um sólido trabalho no Vélez Sarsfield, por onde venceu 31 jogos, de 70 totais.

Dono também de uma curta carreira como treinador, desde 2015 já geriu o Godoy Cruz, Argentinos Jrs e por último o citado Vélez. Somando 124 partidas, Heinze tem 58 vitórias, 36 empates e 30 derrotas na carreira. O ex-lateral esquerdo e zagueiro tem contrato até o fim de março de 2021 com o time argentino e também é visto como opção acessível ao Flamengo.

Eduardo Coudet é outro argentino que se tornou popular para os Rubro-Negros, porém a missão "Coudet" é a mais difícil de todas. De malas prontas para deixar o Internacional, o treinador está apalavrado com o Celta de Vigo e para contratar o técnico, o Fla precisaria trabalhar contra o tempo e atravessar a negociação dos espanhóis. 

Coudet se destacou no comando do Racing, durante 2017 até 2019. Pelo Internacional chegou para a temporada 2020 e venceu 16 jogos de 33. Mais uma coincidência, o argentino é outro treinador de carreira curta, pois começou sua trajetória na beira dos gramados em meados de 2014, no Rosário Central.

Mais rumores

Enquanto cabe ao Maurício de Souza, estancar a crise e motivar o atual elenco para o confronto da Copa do Brasil, diante do São Paulo, na quarta-feira, a diretoria do Flamengo discutirá mais opções ao cargo. Tudo indica que desta vez o nome pode não vir do futebol europeu, ao contrário das duas últimas vezes, com Jorge Jesus e Torrent. 

Ainda sem qualquer confirmação de início de conversa ou até mesmo um contato prévio, Miguel Angel Ramírez (Independiente Del Valle) e Sebástian Beccacece (Racing) são opções consideradas de baixo custo para o mercado sul-americano. Apesar das expectativas, tanto Ramírez quanto Beccacece teriam descartados o Palmeiras recentemente, para priorizar seus atuais contratos vigentes.

Ambos estão envolvidos nas oitavas-de-final da Libertadores, inclusive Beccacece será rival do Flamengo no mata-mata. Por fora, grande parte da torcida sonha com um retorno de Jorge Jesus, que tem tido dificuldades no Benfica. Mesmo com este desejo, atualmente é improvável essa reconciliação, cabendo ao Braz e Spindel, optarem pela nova cara do clube.

O perfil

Com base nos nomes citados, tudo indica que o Flamengo optará por um treinador promissor, de baixo custo financeiro e que tenha ao menos uma passagem consolidada em sua carreira. Nomes estrangeiros tendem a ser prioridade, mas a grande interrogação é o estancamento da crise, em curto prazo, podendo enfim, reabrir uma brecha do mercado brasileiro de técnicos para o clube voltar aos trilhos.

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