Richarlison diz não ver maldade em expulsão de Cavani e analisa funções diferentes na Seleção
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Única seleção a conquistar quatro vitórias nas Eliminatórias Sul-americanas para a Copa do Mundo de 2022, o Brasil encerrou 2020 com 2 a 0 sobre o Uruguai em Montevidéu. Arthur e Richarlison marcaram os gols.

A vitória foi construída no primeiro tempo e, na reta final da partida, o Uruguai ainda perdeu o atacante Cavani, expulso após pisar na perna de Richarlison. "Foi uma disputa de bola, lance normal de jogo. Ele foi por cima e seu meu pé tivesse preso no chão talvez teria quebrado meu tornozelo, mas acho que não foi na maldade, ele foi pegar a bola e errou o bote", analisou o brasileiro.

Assim como na última sexta-feira, a vitória por 1 a 0 sobre a Venezuela, Richarlison formou um trio ofensivo com Roberto Firmino e Gabriel Jesus. Apesar de repetir as peças, o atacante admitiu uma orientação diferente do técnico Tite.

"Depende das circunstâncias. Contra a Venezuela, que foi uma equipe fechada, o Tite quis um homem que fizesse o facão e achasse espaço. Contra o Uruguai pude jogar pela beirada, que é como jogo no Everton. Não vejo diferença e estarei disponível para atuar onde o Tite preferir para poder ajudar a seleção", explicou Richarlison.

A postura do atacante rendeu elogios de Tite na coletiva após a partida. "A história em Montevidéu foi diferente. Sabíamos que seríamos mais exigidos defensivamente, mas ao mesmo tempo teríamos mais espaços ofensivamente. Precisávamos de um auxílio maior no lado esquerdo e o Richarlison fez isso, deixando o outro lado na posição de ser mais agressivo".

Richarlison recebeu cruzamento de Renan Lodi e marcou gol de cabeça contra o Uruguai (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Richarlison recebeu cruzamento de Renan Lodi e marcou gol de cabeça contra o Uruguai (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

 

"A partir do momento que entro em campo, é para honrar a camisa. Nesses grandes jogos costumamos crescer mais. Ali nem era minha função, meu posicionamento é no primeiro pau, mas gente trabalhou isso no treinamento em São Paulo e como vi que a bola estava vindo fui por ali e consegui fazer o gol. Espero estar fazendo um bom trabalho, mas ainda tenho muito a evoluir e sei que tenho tudo para fazer uma bela história com a camisa da seleção", completou.

"A gente procura sempre um equilíbrio quando projeta os adversários, Everton e Arthur fizeram um grande jogo, precisamos que cada um dê o seu melhor sempre, porque uma outra ou outra alguém vai se sobressair", finalizou o auxiliar técnico Matheus Bachi.

Ex-companheiros de PSG, Cavani e Marquinhos se reencontraram nas Eliminatórias (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)
Ex-companheiros de PSG, Cavani e Marquinhos se reencontraram nas Eliminatórias (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)


 

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