Marinho protesta contra racismo e aponta 'sociedade preconceituosa'
Foto: Ivan Storti/Santos FC

O atacante Marinho, do Santos, aproveitou o dia da Consciência Negra para fazer um desabafo em suas redes sociais, nesta sexta-feira (20). Em tom crítico, o camisa 11 do peixe citou a morte de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, de 40 anos, espancado até a morte por dois seguranças brancos, no Supermercado Carrefour, em Porto Alegre, na noite da última quinta-feira (19).

Marinho indicou que são necessárias mais ações, e não só engajamento nas redes sociais, para combater o racismo, e cobrou das autoridades punição severa para os seguranças que mataram João Alberto. Os dois tiveram prisão preventiva decretada. Um deles, Giovani Gaspar, é policial militar, e ambos são funcionários de uma empresa terceirizada, a Vector Segurança.

"Dia da Consciência Negra. Talvez eu fique pensando que só existe no calendário, e para postar fotos dizendo que Vidas Negras importam. Na prática, sabemos que é tudo ao contrário", criticou o atacante santista, em publicação em seu perfil no Instagram.

"Notícia absurda que temos da morte do seu João Alberto ontem no estacionamento do Carrefour em Porto Alegre. Aí eu pergunto, vai ter punição severa, os bandidos vão ser presos? Ou vão pagar fiança e serem soltos para cometer outro crime? Reflexo de uma sociedade preconceituosa para cara***", desabafou Marinho

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