Clássico morno com poucas chances de gol dá o tom no Athletiba
Foto: Divulgação/Coritiba FC

O último Atletiba da temporada e o primeiro de 2021 terminou com placar zerado. Apesar da expectativa que ronda o clássico, o confronto deste sábado (9) no Alto da Glória válido pela 29ª rodada do Brasileirão teve poucas oportunidades.

O Athletico-PR precisava da vitória para espantar de vez a ameaça de rebaixamento e sonhar com a Libertadores, enquanto o lanterna Coritiba disputava a primeira das 10 finais que tem na tentativa de permanecer na elite do Brasileirão.

Apesar dos objetivos claros, o clássico deixou a desejar. O Coritiba foi melhor e criou a chance mais perigosa da partida, um chute de fora da área de Robson que explodiu na trave.

Faltou emoção

Sem Nikão nem Renato Kayser, suspensos, o técnico Paulo Autuori escalou um ataque com Bissoli mais enfiado e Lucho González mais perto dele. A estratégia, porém, não funcionou, tanto que no intervalo o argentino cedeu a vaga para Christian.

Além deles, o Athletico-PR tinha o apagado Carlos Eduardo na direita, Abner e Canesin do outro lado. Pedro Henrique e Thiago Heleno formaram a dupla de zaga com Richard responsável pela saída de bola. Nas laterais, Abner avançava mais e Khellven teve trabalho com Robson.

O Coritiba entrou com Maílton e Guilherme Biro nas laterais, Rhodolfo e Sabino na zaga, um meio de campo formado por Nathan, mais recuado e Hugo Moura, que às vezes aparecia no setor ofensivo. Sarrafiore se movimentava mais do que Ricardo Oliveira, substituído na etapa final.

Novidade no time na vaga de Neilton, Sarrafiore foi um dos mais participativos do Coritiba. Ele arriscou de fora da área duas vezes, assustando o goleiro Santos. No final o argentino sentiu câimbras e foi substituído. 

O recém-contratado técnico Gustavo Morinigo orientou dos camarotes o auxiliar Júlio Sérgio, que estava à beira do gramado. Apesar do novo técnico, a ideia era semelhante a de seus antecessores, ou seja, investindo em bolas para Robson. Ele era acionado tanto por ligação direta em lançamentos do goleiro Wilson quanto por seus demais companheiros de ataque. Em alguns momentos o próprio atacante voltava para buscar a bola, trocando de posição com Ricardo Oliveira, que durante os 90 minutos só teve uma chance de gol mas a cabeçada saiu à esquerda do goleiro Santos.

Os erros na saída de bola e a lentidão impediram o Athletico-PR de conquistar a quarta vitória consecutiva no Brasileirão. Incomodado, Paulo Autuori reclamava no banco de reservas. As substituições foram no setor ofensivo, colocando Walter, Jadson e Bruno Leite, mas elas não surtiram efeito. O veterano centroavante teve uma chance na bola parada, mas o chute saiu fraco demais e Wilson defendeu.

Empate ruim para os dois

Na reta final da partida Neilton e Robson também isolaram quando ficaram de frente para o gol, mas ao invés de pressionar o adversário os times trocavam passes na intermediária, sem infiltrações nem jogadas de profundidade, e então soou o apito de Ricardo Marques Ribeiro.

Sem tempo para lamentar, o Coritiba terá pela frente um confronto direto na luta contra o rebaixamento. O adversário do próximo sábado (16) é o Vasco, que neste momento está em 16º lugar, em São Januário.

Já o Athletico-PR tem um dia a mais para descansar, mas também encara um adversário difícil. Décimo colocado no Brasileirão com 38 pontos, o rubro-negro recebe o líder São Paulo no domingo (17).

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