Barroca
lamenta atuação fraca, garante reunião com diretoria e admite "vergonha" pelo momento
Foto: Reprodução/Botafogo TV

O Botafogo saiu derrotado pela terceira rodada seguida no Brasileirão 2020, desta vez no clássico contra o Vasco pelo placar elástico de 3 a 0 neste domingo (10). Com o resultado adverso nesta 29ª rodada, permanece, cada vez mais fixo, na penúltima colocação da tabela, com apenas 23 pontos. E vê a distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento aumentando, sendo agora de nove pontos (até o Fortaleza).

Victor Luis, lateral-esquerdo alvinegro e uma das lideranças do grupo, saiu de campo abatido com a situação em que a equipe se encontra e dando declarações fortes sobre como todos devem reagir.

“Já vem de jogos que a gente vem falando que sempre o próximo jogo é o decisivo, e nós não estamos virando essa chave. Nossa realidade hoje é dura. Para vestir esta camisa tem que ser homem, tem que se impor dentro de campo, tem que se apresentar, porque hoje o momento exige isso. Hoje, infelizmente, tivemos uma partida em que tivemos oportunidades de fazer gols, tivemos chances de novo... Infelizmente, não estamos concluindo, e não estou querendo dizer que é a parte do ataque, é o time inteiro. Acho que todo mundo tem que chamar a responsabilidade mais para si”.

O defensor falou, inclusive, sobre “coisas extra campo” que estariam prejudicando o desempenho coletivo. Vale lembrar que o zagueiro Marcelo Benevenuto e o atacante Matheus Babi se envolveram em uma polêmica após serem vistos e abordados por integrantes de uma torcida organizada do Botafogo enquanto estavam em uma festa poucas horas após a derrota do time para o Corinthians.

“A gente briga pela nossa sobrevivência. Não dá para esconder o estado de alerta em que nós estamos. É inaceitável a gente já vir de partidas dessa maneira, entrar em campo e não conseguir reverter esta situação. Cada um tem que buscar um pouco mais de si, cada um procurar saber do que passou para chegar até aqui e renunciar algumas coisas para, realmente, viver este momento aqui e tirar o Botafogo desta situação. Porque, se nós não renunciarmos as coisas extra campo, vai infelizmente acontecer o pior. Então, enquanto há chance, tenho certeza de que eu e creio que meus companheiros também vamos lutar até o fim, porque é o mínimo que cada torcedor e esta camisa merecem. Não tem mais conversinha, palavra bonita, mais nada, tem que entrar em campo, fechar a boca e demonstrar o máximo possível para conseguir reverter esta situação dentro de campo”.

E a escalação?

O técnico Eduardo Barroca foi criticado pela escalação escolhida, especialmente no setor ofensivo (com Kelvin, Rhuan e Warley), e explicou quais foram suas motivações.

“A ideia da equipe que iniciou era ter um pouco mais de velocidade do que a gente vinha tendo, explorar a velocidade de três jogadores atrás do Pedro Raul e também fomentar a competição interna, desde que cheguei aqui tenho falado muito isso. Estou buscando que os jogadores dentro de campo encontrem uma resposta, e a única forma de conseguir isso é dando oportunidade e fazendo as cobranças, mas não consegui ter o resultado que esperava de performance e muito menos de resultado. Saímos perdendo o primeiro tempo, e no intervalo fiz duas mexidas para mudar a estrutura, tivemos algumas oportunidades no segundo tempo, mas insuficientes para que a gente pudesse reverter o cenário e ganhar o jogo, que era nosso objetivo”.

Barroca enfatizou que já teve e terá, novamente, reunião com a diretoria para tratar de possíveis e rápidas soluções para o cenário do Glorioso.

“Eu tinha conversado com a direção que este jogo contra o Vasco era um divisor de águas para que a gente pudesse pensar no planejamento para 2021 ou não. Com esse resultado, obviamente, meu interesse amanhã é voltar a conversar com a direção. Acho que o Botafogo ainda tem totais condições de reverter, eu acredito como treinador e vou trabalhar muito para que isso aconteça. Mas, diante de todos os nossos desequilíbrios, acho que a gente não pode perder mais muito tempo e precisa, imediatamente, conversar sobre o futuro a curto, médio e longo prazo”.

Sobre o que disse Victor Luis a respeito de questões extra campo, o comandante concordou plenamente com a cobrança feita pelo jogador e, inclusive, colocou-se como exemplo.

“Eu não vi a entrevista do Victor, mas, se ele falou isso, ele está coberto de razão. Todos nós precisamos de dedicação máxima, chegar cedo no clube, ir embora tarde, debater todos os pormenores para que a gente encontro soluções para o que está acontecendo em campo. Eu, por exemplo, tenho coragem nem de pedir comida na minha casa para não encontrar com o entregador. O momento é de sentir na pele, de ter vergonha realmente e de trabalhar muito”.

O próximo compromisso do Glorioso é fora de casa contra o Santos no próximo domingo (17) às 16h.

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