Campeão da Libertadores, Abel Ferreira agradece a Luxemburgo e pede valorização de técnicos brasileiros
Foto: Divulgação / Conmebol

O título da Libertadores da América deixou o português Abel Ferreira muito agradecido. Na entrevista coletiva após a conquista, o técnico do Palmeiras fez questão de agradecer aos jogadores, ao clube e até ao técnico Vanderlei Luxemburgo, que comandava a equipe antes da sua chegada. 

Sinceramente a palavra que mais me passa na cabeça é obrigado. Agradeço a todos os jogadores que treinei, de forma especial aos do Palmeiras. Não há bons treinadores sem bons jogadores. Quero dizer também que esta caminhada começou com Vanderlei Luxemburgo, então ele também tem mérito. Quando cheguei no Palmeiras, já estava em todas as competições.”

A Libertadores da América é o primeiro título na carreira do técnico no futebol profissional. Apesar disso, ele fez questão de destacar que a maior felicidade é ver os profissionais do clube felizes. 

Minha maior alegria foi ver meus jogadores felizes, todo mundo feliz. Saber que aqueles que nos apoiaram no CT também estão felizes.

Abel fez questão também de parabenizar o Santos e ressaltar o trabalho da equipe do técnico Cuca. 

O Santos foi uma grande equipe, com grande treinador. Também eram merecedores. Fizeram um trabalho espetacular na Libertadores." 

A decisão de jogo único foi bastante truncada. O comandante palmeirense admitiu que não foi um grande jogo, justamente por ser partida única e também pelo clima, mas de acordo com ele, o time estava pronto para qualquer situação.

Não foi uma final brilhante pelo calor, por ser um jogo único. Sabíamos que a primeira equipe que fizesse o gol teria vantagem. Estávamos preparados para tudo, até para os pênaltis."

Abel Ferreira ainda destacou na coletiva que os resultados não acontecem da noite para o dia. Ele afirmou que no Brasil os técnicos têm pouco tempo para trabalhar e buscar os resultados sem sofrer pressão e pediu que os técnicos brasileiros sejam mais valorizados. 

Emocionado, o campeão falou das filhas e da família que está em Portugal e dos sacrifícios que faz em prol do trabalho.

Sou muito melhor treinador, mas sou pior tio, pior irmão, pois deixei minha família lá. Vocês não sabem o quanto chorei sozinho de saudade.

Ainda sobre trabalhar no Brasil, ele falou da dificuldade e da competitividade. Destacou que, diferente dos outros países, aqui há vários candidatos ao título.

Cheguei ao Brasil sem conhecer ninguém. Percebi que é um campeonato muito difícil. Se não ganha dois ou três jogos, já querem mandar o técnico embora. É o único campeonato que tem seis ou sete candidatos ao título. Em Portugal tem poucos, Alemanha, poucos. Na França e Espanha são sempre os mesmos. Aqui tem alguns para conquistar títulos, nunca se sabe quem será o campeão.

O palmeirense revelou na coletiva o que conversou com Gallardo após a partida com o River Plate. Ele contou que afirmou ao argentino que ficaria com o título e dedicou ao colega de profissão. 

Para encerrar, Abel Ferreira voltou a agradecer à sua equipe técnica: "Sou bom treinador porque tenho uma equipe técnica fantástica. Sou bom treinador, mas todos eles são tão bons quanto eu. Apenas sou o líder”. 

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