Holán admite dificuldade de reação após primeiro tempo ruim do Santos: "Cedemos muitos espaços"
Foto: Divulgação/Santos FC

Em noite inspirada de Camilo e com gols no primeiro tempo, a Ponte Preta venceu o Santos por 3 a 0 na última sexta-feira (16), em jogo válido pela quinta rodada do Paulistão, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.

"Deixamos eles abrirem uma larga vantagem no primeiro tempo, depois para correr atrás ficou difícil. A gente manteve a posse de bola, mas finalizou muito menos que eles", resumiu o atacante Lucas Braga, do Santos, após o apito final no Majestoso.

O Santos entrou em campo com um time formado basicamente por jogadores das categorias de base - oito no total. As exceções foram o zagueiro Luan Peres e os atacantes Lucas Braga e Copete. Além disso, Ariel Holán manteve apenas três titulares em relação ao jogo da Libertadores durante a semana - os zagueiros Kaiky e Luan Peres e o meio-campista Gabriel Pirani.

Além de manter a dupla de zaga, o argentino improvisou nas larerais - o volante Vinícius Balieiro na direita e o atacante colombiano Copete na esquerda. O meio de campo tinha apenas meninos da Vila (Kevin Malthus, Ivonei e Pirani). Sem Marinho nem Soteldo, preservados, Ângelo ganhou oportunidade como titular no ataque ao lado de Lucas Braga e Kaio Jorge, ainda sem ritmo de jogo após desfalcar o time com lesão na coxa esquerda.

"Não é simples fazer muitas mudanças e ter uma equipe que tenha coordenação, afinal temos que considerar as características dos jogadores com quem contamos", declarou o técnico Ariel Holán após a derrota.

Sem jogar desde 13 de março, a Ponte Preta praticamente repetiu a escalação. A novidade de Fábio Moreno foi no ataque - Nitinho na vaga de Pedrinho. Ele deu uma assistência e quase deixou o dele após um erro na saída de bola do Santos no meio de campo. Infiltrado no meio da zaga, o atacante recebeu um lançamento de Camilo e chutou de canhota, mas John defendeu.

O time de Campinas demonstrou eficiência e terminou o primeiro tempo com mais finalizações (nove) do que faltas cometidas (três), o que ajuda a contar a história do jogo. O goleiro Ygor Vinhas praticamente só trabalhou no segundo tempo, ao defender duas cobranças de falta, sendo uma de Lucas Lourenço e outra de Marinho. 

Após marcar no último duelo entre as equipes, em julho de 2020, Moisés mostrou que tem estrela contra o Santos ao participar diretamente de dois gols. No primeiro, ele avançou pela esquerda e cruzou. Mesmo em superioridade numérica dentro da área, a defesa não conseguiu afastar e John não segurou a bola. Ela caiu nos pés de João Veras, que dominou e colocou a Ponte Preta na frente.

Isso aconteceu aos oito minutos de jogo e evidenciou problemas do Santos, que finalizou na direção do gol apenas no segundo tempo. O time cedeu espaços e permitiu a Ponte Preta criar muitas oportunidades, principalmente no primeiro tempo. O experiente Camilo chamou o jogo para si e o placar só não foi mais elástico porque John defendeu bem bolas do próprio Camilo e de Niltinho.

O camisa 10 da Ponte honrou a função de principal destaque da equipe e comandou a jogada do segundo gol, construída pela esquerda, com direito a drible de corpo, transação rápida até a linha de fundo e cruzamento que Luan Peres afastou mal e João Veras, livre, ampliou o placar.

O Santos trabalhava a bola, tanto que terminou o 1º tempo com 69% de posse, mas não conseguia incomodar o goleiro Ygor Vinhas. Enquanto isso, a Ponte Preta apostava nos contra-ataques e definiu o placar após baita lançamento de Niltinho, que fez a inversão do campo de defesa e acionou Moisés em velocidade pela direita. Ele bateu cruzado e rasteiro, John saiu do gol para tentar fechar o ângulo, mas a bola passou por baixo dele e entrou.

"Não defendemos bem no primeiro tempo e o jogo ficou praticamente definido ali. Cometemos erro na posse e na prevenção do contra-ataque, faltou pressão quando perdemos a bola. Cedemos muitos espaços entre as linhas e isso corrige com trabalho, então vamos fazer isso", completou Ariel Holán, técnico do Santos.

A falta frontal cobrada por Lucas Lourenço aos 9 da etapa final que Ygor Vinhas espalmou foi a primeira finalização do Santos na direção do gol de Ponte Preta. Além dele, Marinho e Pará entraram no intervalo. O Santos melhorou e criou mais oportunidades, mas não conseguiu diminuir a vantagem. 

A Ponte Preta administrou o resultado, sacou Camilo e João Veras. A melhor chance para ampliar foi aos 43, quando Barreto recebeu um passe em profundidade na esquerda, ficou frente a frente com John e tentou o toque por cobertura, mas o goleiro estava atento e pegou sem dar rebote.

Classificação e próximos jogos

Após o período longo sem atuar, a Ponte enfrenta uma maratona em abril com oito jogos em 28 dias, sendo o primeiro deles diante do RB Bragantino no domingo (19) em Bragança Paulista. Neste momento, a Macaca disputa a segunda posição do grupo B com a Ferroviária. O time de Campinas está em 3º, com sete pontos, três a menos do que o rival. A liderança é do São Paulo, com 19.

Com apenas uma vitória em seis jogos, o Santos possui pouco tempo para fazer os ajustes na equipe e avaliar as opções do elenco. São duas partidas consecutivas na Vila Belmiro - no domingo (19) diante da Inter de Limeira, e a estreia da Libertadores, na terça (21), contra o Barcelona de Guayaquil.

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