Com falha de Sucuri, Grêmio supera desfalques e bate Brasiliense na Copa do Brasil
 Foto: Lucas Uebel/Grêmio

O Grêmio venceu a equipe do Brasiliense pelo placar de 2 a 0 nesta quarta-feira (2) e largou à frente no confronto válido pela terceira fase da Copa do Brasil. Na Arena em Porto Alegre, Ricardinho e Jean Pyerre marcaram os gols que dão vantagem aos gaúchos para o jogo de volta.

Os dois clubes foram para o duelo com suas faixas de campeões estaduais. Mas o Tricolor gaúcho tinha problemas mais recentes: a derrota na estreia do Brasileirão (para o Ceará) e um surto de Covid-19 que abrangeu jogadores e integrantes da comissão técnica, como o treinador Tiago Nunes. Os auxiliares Evandro Fornari e Kelly Guimarães também ficaram de fora mesmo com seus resultados para a doença ainda não tendo sido divulgados.

Já o Jacaré, além da taça do Candangão, chegou com ótimos números do Estadual: campeão invicto, melhor campanha e melhor defesa da história da competição. Defesa essa que seria testada em Porto Alegre. E, na Série D do Brasileirão, classificado para a próxima fase, de grupos. No comando técnico, um personagem comum às duas equipes: Vilson Tadei, campeão brasileiro como jogador do Grêmio em 1981.

Estratégias

Pedro Sotero, auxiliar técnico (analista de desempenho) que precisou assumir pela ausência dos demais por Covid-19, teve também as baixas de Darlan e Maicon, sem justificativa oficial dada pelo Grêmio. Com os desfalques, Lucas Silva continuou no meio-campo, e Jean Pyerre entrou no lugar de Matheus Henrique, convocado para a seleção olímpica. Esquema tático: 4-3-3.

No gol, Paulo Victor. Vanderson na lateral-direita, Cortez na esquerda, enquanto Geromel e Kannemann formaram a dupla de zaga. No meio, Lucas Silva, Thiago Santos e Jean Pyerre, com o último na armação. E, na linha de 3 mais avançada, Jhonata Robert e Léo Chu pelas pontas, com Ricardinho centralizado.

Vilson Tadei foi, praticamente, com força máxima para o importante confronto, com o desfalque apenas do zagueiro Keynan. Esquema tático: 4-4-2. Edmar Sucuri no gol. Nas laterais, Diogo pela direita e Weverton Goduxo pela esquerda. Badhuga e Gustavo Henrique completando a defesa. Quatro no meio-campo: Lídio, Sandy, Peninha e Didira, com os dois últimos servindo os homens de frente. No ataque, Luquinhas subindo mais pelo corredor direito, e Zé Eduardo (Zé Love) de centroavante.

Grêmio na pressão

Toda a primeira etapa foi de posturas opostas entre as equipes. Os donos da casa, com a posse de bola e a troca de passes características, e os visitantes com marcação recuada, a partir de seu campo de defesa, chamando o Grêmio e esperando o contra-ataque. Mas a superioridade em posse gremista não era eficiente. Muitos passes atrás e pouca compactação na frente.

O Tricolor apostava no passe longo, na inversão de jogada e chegou a apostar no “chuveirinho” nos minutos finais. Jhonata Robert foi o mais ativo no ataque e quem mais arriscou, mas parou nas boas defesas de Sucuri. Jean Pyerre e Lucas Silva tentaram de fora da área, mas também foram impedidos pelo goleiro ou erraram a mira.

A primeira defesa de Paulo Victor foi aos apenas aos 25, porém o Brasiliense chegou a se lançar à frente, conseguindo uma sequência de escanteios. Como o Grêmio demorava na recomposição, o Jacaré chegou perto do gol aos 34 com Luquinhas em chute colocado na área pela esquerda, a partir de contra-ataque. Contudo, aos 43, Jhonata tabelou com Jean Pyerre, invadiu a área, foi derrubado, mas a bola sobrou para Ricardinho aproveitar com eficiência, abrindo o placar para o Tricolor. Números parciais: 63% de posse de bola e 9 a 4 em finalizações, ambos favoráveis aos gaúchos.

Sucuri falha, Grêmio aproveita

Na volta do intervalo, poucas mudanças em campo. Até porque, logo aos três minutos, Sucuri deu a bola nos pés de Ricardinho em saída de bola errada, o atacante invadiu a área, chutou, o goleiro chegou a defender, mas Jean Pyerre ficou com a sobra e apenas empurrou para dentro: 2 a 0.

A defesa candanga, tão sólida no Estadual, não retornou segura para a segunda etapa, sofrendo mais sustos. Já no ataque, Zé Love, que passou em branco no primeiro tempo, continuava não recendo bola. Mas, aos 15, Diogo quase descontou na pequena área, batendo prensado para fora. A jogada surgiu de um momento de permanência do Brasiliense no campo ofensivo e de bons pivôs de Zé Love, enfim aparecendo.

Aos 19, Ricardinho perdeu um gol inacreditável sozinho de frente para a rede na pequena área, mandando no travessão. Destaque para a boa assistência de Léo Chu pela direita, que inverteu lado com Jhonata. Até que o goleiro Sucuri começou a se destacar ainda mais, com defesas salvadoras em chutes de Jhonata e Jean Pyerre.

Nos dez minutos finais, o Jacaré conseguiu ficar com a bola e no campo de ataque, tentando construir oportunidades e pelo menos descontar. Wagner Balotelli entrou bem, dando movimentação ao ataque. Mas fim de papo e vantagem gremista para a segunda partida na capital federal. Números finais: 58% em posse e 3 a 1 em chutes a gol, ambos favoráveis ao Grêmio.

Próximos compromissos

A bola rola para o jogo de volta na próxima quarta-feira (9) também às 16h30 no Mané Garrincha, em Brasília.

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