Roger Machado destaca sangue frio de Diego Souza após primeira vitória do Grêmio na Série B
Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Na noite deste sábado (21), o Grêmio foi novamente motivo de sorriso e alegria para sua torcida presente, ao vencer por 3 a 1 o Guarani, em jogo válido pela terceira rodada da Série B, com Hat-Trick de Diego Souza.

Nos primeiros jogos da competição, o treinador foi bastante questionado e também criticado, pela escolha dos três competentes de meio-campo e se não deveria mudar, por conta dos resultados. Ainda hoje, Roger escalou novamente os três: Villasanti, Lucas Silva e Bitello, e esclareceu os motivos na coletiva.

"No futebol, felizmente ou infelizmente, se tu ganha mantendo tua ideia, tu é convicto. Se tu perde, tu é teimoso. Eu não tenho problema nenhum em mudar o modelo, se a identificação do que está gerando a nossa dificuldade for esta. Não tenho preferência por modelo. Não faz sentido, porque não foi identificado pela gente, que esse foi o problema que não vencemos a Chapecoense. Não vencemos porque as oportunidades que criamos não conseguimos converter em gol. Hoje a gente criou e converteu."

Ainda encima deste tema, de aproveitar as oportunidades geradas, na terça-feira foi feito um trabalho até a exaustão, de finalizações. O resultado não foi dos melhores e o treinador foi bem claro na resposta.

"O que eu procuro fazer? Treinar dentro do modelo. Treinar finalização por finalização não é o suficiente. Eu tenho que trabalhar dentro do modelo. Dentro de como a gente cria situações e como aqueles jogadores vão se colocar na condição de finalizar. E foi muito parecido com as finalizações que foram geradas."

Na conversa com os jogadores após o jogo, Roger foi direto e objetivo nas palavras, citando Diego Souza como exemplo para os mais jovens, que também se colocam nas condições de fazer o gol.

"O que eu falei agora para os atletas no final, é o seguinte: A diferença do Diego que tem 36 anos, e que com vinte certamente não era assim, é que ao entrar na cara do gol, o coração dele ao invés de acelerar ele diminui. E o jogador mais jovem, embora tem o ímpeto, a juventude, quando ele entra na cara do gol, o coração dele vai bater mais forte. A única coisa que vai fazê-lo diminuir o tempo cardíaco, é o tempo e a exposição à aquele ambiente — situação."

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