Atlético-MG vence América-MG pela Libertadores e assume liderança no grupo
Foto: Pedro Souza/Atlético

Na noite desta terça-feira (3), o Atlético-MG venceu o clássico mineiro diante do América-MG por 2 a 1, pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. Os gols do Galo foram marcados por Guilherme Arana e NachoGermán Conti diminuiu para o Coelho.

Em chamas e cheio de gols

O primeiro tempo começou bastante movimentado. O Atlético na sua maneira de jogar, ofensivamente, enquanto o América esteve recuado e esperando o momento para o contra-ataque. Com o meio campo povoado, o Galo buscou mais as criações pelo centro e invertendo para os extremos, em busca de levar a bola até a linha de fundo, mas os últimos eram falhos. O América se tranquilizou mais na partida e conseguiu fazer ótimas roubadas de bola, puxando o contra-ataque, mas sem oferecer tanto perigo ao goleiro Éverson nos primeiros minutos.

Na marca dos 12 da primeira etapa, em uma falha no corte dos defensores americanos, Hulk recebeu o presente na entrada da área, passou dos marcadores e rolou para Arana, já dentro da área, que não desperdiçou e mandou um balaço para o fundo das redes, abrindo o placar para os visitantes. Com o gol cedo, o Atlético obrigou os donos da casa a saírem mais para o jogo.

O América começou a esboçar uma reação na falha de Éverson, em saída de bola rasteira pelo meio da área. Pedrinho recebeu, tocou para Paulinho Bóia que bateu no canto esquerdo, mas sem perigo. Éverson prontamente pediu desculpas para a equipe. Com a pressão alvinegra, o Coelho não conseguia aproveitar da qualidade de Juninho e Felipe Azevedo para partir para cima. Sem a posse de bola, o Coelho sofreu a maior parte da primeira etapa, mas encontrava algumas alternativas nas investidas de Patric e Matheusinho.

Chegando na metade do primeiro tempo, Nacho conseguiu recuperar a bola no meio campo com a defesa do adversário completamente desarrumada e iniciou um contra-ataque em vantagem numérica. Hulk recebeu belo passe entre os zagueiros e desperdiçou uma chance de ouro. Pouco depois, por conta das substituições emergenciais por lesão de Vargas e Mariano, o América cresceu na partida, passou a controlar melhor a posse de bola e assustar com mais frequência o goleiro Éverson. Felipe Azevedo e Patric, na triangulação, conseguiram incomodar bastante a defesa atleticana, mas nas finalizações ainda esbarravam na falta de capricho. 

Pouco tempo depois, em uma ótima jogada entre Arana e Zaracho, o lateral recebeu entrando na área e cruzou rasteira para Nacho bater de primeira, no contrapé de Jailson e aumentar a vantagem alvinegra. Porém, cerca de dois minutos depois, em cobrança de escanteio, Germán Conti, na falha geral da defesa atleticana, diminuiu o placar para o Coelho. Com o gol, a partida ficou ainda mais agitada, mas não teve tempo para mais nada e as equipes desceram para o vestiário com o Galo na frente.

Vantagem administrada e falta de capricho

Segundo tempo pouco menos movimento, mas com bastante emoção. Primeiros minutos tranquilos, tentativas de ataque para um lado e para outro, porém com desarmes pontuais. Com pouco mais de cinco minutos, Germán Conti fez uma lambança sozinho na defesa, Ademir roubou a bola e partiu para o ataque, deixou para Nacho que chegou batendo cruzado. Jailson fez uma defesa incrível e salvou o que poderia ser o terceiro gol alvinegro.

Pouco tempo depois, em contra-ataque, Guga e Ademir em velocidade partiram para o ataque pela ponta direita. Chegando na área, o lateral rolou para entrada da área e Ademir bateu no cantinho e Jailson foi buscar. O América ficou mais confiante depois de algumas boas subidas para o ataque, que não se conectava nos últimos passes. Ademir ainda teve uma ótima oportunidade antes da metade da primeira etapa, após lançamento milimétrico do Hulk, mas a finalização de primeira passou beijando a trave.

Ao chegar na metade do segundo tempo, houve bastante movimentação e muitos erros de passes por ambos os lados. América mantinha seu ataque focado nos flancos, buscando as cotas de Guilherme Arana e Guga, este já amarelado, com combinação de uma marcação alta. Em vários oportunidades, as bolas rebatidas pela defesa atleticana, ficavam nos pés do Coelho que rapidamente ligava novos contra-ataques. Em ótima jogada pela ponta esquerda, depois de bate e rebate, o América teve a oportunidade de empatar de cabeça, mas Éverson operou um milagre ao buscar a bola no ângulo. 

Em um jogo fervendo por contra-ataques, Juninho partiu em velocidade pela ponta direita e fez a invertida, mas a conclusão não foi das melhores. Pouco tempo depois foi a vez do Atlético. Ademir recuperou a bola na área, triangulou na defesa até a bola chegar em Hulk no ataque. O camisa sete virou o jogo para Keno, livre de marcação. Na finalização, de frente para o gol, dentro da pequena área, o ponta isolou. Minutos depois, a mesma jogada trabalhada, porém, pelo lado esquerdo. Na finalização, quem chegava era Zaracho, mas furou e a bola foi morrer na lateral. Outra chance clara desperdiçada pelo clube alvinegro já nos minutos finais de partida.

O Coelho, nos minutos finais, jogava nas criações e persistia pelos flancos, buscando Patric e a linha de fundo. O Atlético saía apenas nos contra-ataques e quando não conseguia progredir, vinha o maior problema para o alvinegro, que sofria a pressão adversária. Indio Ramirez entrou muito bem na partida, conseguiu dar volume e intensidade na equipe americana. No entanto, o Coelho não conseguia fazer essa bola chegar em seus atacantes em condições de finalizar. Sem mais tempo de jogo, a partida se encerrou com vitória alvinegra.

Situação do Grupo H

Com a vitória, o Atlético chegou a oito pontos e ainda faz mais dois jogos em casa, nesta reta final de fase de grupos. Já o América, com apenas um ponto na competição, tem suas chances minúsculas e dependerá de combinações de resultados além de conquistar os próprios, para sonhar com a vaga.

O Atlético lidera o grupo com oito pontos, seguido por Independiente Del Valle com cinco (joga amanhã) e Tolima com três (joga amanhã). O América vem na lanterna com apenas um ponto.

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