"Colocamos o clube em uma condição que poucos acreditavam esse ano", diz Dorival após título da Libertadores
Foto: Divulgação | Flamengo 

Neste sábado (29), o Flamengo consagrou-se tricampeão da Libertadores, vencendo o Athletico na final por 1 a 0, com gol marcado por Gabigol, que mostrou mais uma vez seu poder decisivo, no Monumental, em Guayaquil, no Equador. Após conquistar a taça, o técnico Dorival Júnior fez questão de elogiar a dupla de ataque, Pedro e Gabigol.

"É uma dupla que se completa (Pedro e Gabigol). Não era diferente daquilo que eu imaginava na minha cabeça. Eu não tinha dúvidas que eles poderiam jogar juntos, com uma aproximação maior entre eles. O Gabriel não alterou por completo a sua função. Houve uma alternância de movimento e ataques na última linha. Eles sabem fazer isso como ninguém, uma harmonia muito grande. Essa pequena mudança fez a diferença. O Gabriel decidiu uma Libertadores como artilheiro da equipe e, agora, outra Libertadores como um jogador de equipe. Talvez a doação dele tenha sido ainda superior a que ele teve em 2019."

O comandante também foi perguntado sobre a possibilidade de ser o sucessor de Tite na seleção brasileira. Dorival afirmou que está com a cabeça no Flamengo no ano que vem, e a renovação seria uma forma de coroar seu trabalho.

"É muito difícil falar sobre hipóteses na minha posição. Meu contrato com o Flamengo vai até o fim do ano. Meu maior prêmio seria continuar e dar sequência ao trabalho. Caso haja a possibilidade (de assumir a Seleção), isso seria após Copa do Mundo. Você postula uma condição como essa, mas é tudo ainda muito distante e muito vago."

"Temos grandes profissionais no país, muitos respeitados, que também tem o merecimento de uma oportunidade à frente da Seleção. O Tite é um dos grandes profissionais do futebol mundial, de altíssimo nível. Não sei se esse caminho vai ser realmente tomado, mas vamos ficar na torcida do Brasil conquistar o título mundial," completou.

  • Primeiro título do técnico 

Que esse foi o terceiro título do Flamengo na história todo mundo já sabe, mas o que poucos sabem é que esse é primeiro título da Libertadores na carreira do treinador. O comandante chegou ao clube carioca no início de junho deste ano e também foi campeão da Copa do Brasil. Com o duelo deste sábado, já são 39 jogos, com 26 vitórias, sete empates, seis derrotas e um bom aproveitamento.

"Colocamos o clube em uma condição que poucos acreditavam esse ano. Isso é fruto de muita dedicação de quem está lá dentro. A final tem um grau de nervosismo alto. Todos nós sentimos, como seres humanos. Mas o importante foram as apresentações que tivemos ao longo da competição. Fizemos partidas consistentes, com amplo domínio. Depois da expulsão, logicamente, a partida tomou outro rumo. Mas enaltecer também o trabalho do Athletico, que foi vibrante e valorizou muito a nossa conquista."

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