CSA busca inverter vantagem do CRB para conquistar título do Campeonato Alagoano

Primeiro duelo terminou com vitória do Regatas por 2 a 0; no centenário Clássico das Multidões, Azulão tenta retomar hegemonia no estado depois de oito anos, enquanto Galo luta pelo bicampeonato, o quarto troféu em cinco temporadas

CSA busca inverter vantagem do CRB para conquistar título do Campeonato Alagoano
(Foto: Alisson Frazão)
CSA
CRB
CSA: Jeferson; Henrique Choco, Leandro Souza, Douglas Marques e Panda (Bruno Santa Rosa); Jean Cléber (Escobar), Didira, João Paulo Penha e Cleyton (Bismarck); Luís Soares e Rafael Oliveira. Técnico: Oliveira Canindé.
CRB: Juliano; Marcos Martins, Diego Jussani, Gabriel e Diego Corrêa; Olívio, Somália, Rivaldo e Marcos Aurélio (Jonathan Bocão), Luidy e Lúcio Maranhão. Técnico: Mazola Júnior.
ÁRBITRO: Dewson Fernando Freitas (FIFA/PA), auxiliado por Danilo Simon Manis (Aspirante FIFA/SP) e Daniel Paulo Ziolli (Aspirante FIFA/SP).
INCIDENCIAS: Segundo jogo da final do Campeonato Alagoano 2016. Clássico das Multidões marcado para às 16 horas deste domingo (08), no Estádio Rei Pelé, em Maceió/AL.

Chegou a hora da verdade. Deste domingo não passa e todo o estado de Alagoas vai saber quem levanta o troféu do Campeonato Alagoano 2016. No Estádio Rei Pelé, principal palco esportivo do estado, os dois maiores clubes da terra medem forças e disputam o segundo jogo da grande final. De um lado, o azul, maior vencedor, com 37 conquistas e busca um troféu que não vem há oito anos. Do outro lado, o vermelho, campeão da década, que luta por mais um bicampeonato, o quarto título em cinco temporadas.

No Clássico das Multidões entre CSA x CRB, que completa 100 anos de existência em 2016, será realizado o último ato pelo título. Promessa de casa cheia, pois todos os ingressos foram vendidos. No primeiro jogo, disputado sete dias atrás, o Galo levou a melhor e venceu por 2 a 0. Por isso, se perder de forma simples conquista o bicampeonato sobre o arquirrival. Ao Azulão resta a vitória, a quebra de tabus e a festa com a torcida, que ocupa 70% do estádio. Vitória do time do Mutange por dois gols de vantagem leva a disputa ao tempo extra. Com placar superior, festa azul nos 90 minutos.

Para conquistar o 38º título estadual, o CSA precisa quebrar um incômodo jejum. O time não consegue reverter 13 mata-matas consecutivos. Desde 2000, os azulinos não sabem o que é tirar uma vantagem do adversário e levar a melhor no segundo confronto. No centenário Clássico das Multidões, foram 486 jogos disputados, com 175 vitórias regatianas, 150 triunfos azulinos e 161 empates.

Esquema de segurança

O esquema de segurança será o mesmo adotado dos confrontos anteriores. Em decisão conjunta entre Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Poder Judiciário e representantes das duas torcidas, a estratégia será a mesma do primeiro duelo da final.

Ao todo, serão 310 policiais dentro e fora do Estádio Rei Pelé. As ruas nas imediações do local do jogo serão interditadas a partir das 13 horas. Uma hora depois, os portões serão abertos. Menores de idade podem assistir ao jogo se estiverem acompanhados de um responsável e portados de documento oficial com foto.

CSA deve mudar formação para inverter vantagem e conquistar título

A derrota ante o arquirrival e a desvantagem mudaram a postura do CSA na semana decisiva. Com o objetivo de eliminar os erros, manter o foco e evitar distrações, o elenco se fechou, a diretoria adotou a tática do silêncio e da mudança nos treinamentos para corrigir as falhas necessárias para conquistar o título alagoano.

O time não está completo. O lateral-esquerdo Rafinha, líder de assistências do Campeonato Alagoano, recebeu o terceiro cartão amarelo no jogo passado e está fora do grande confronto. O mistério começa nesse setor. O técnico Oliveira Canindé pode optar por um substituto imediato na posição, Bruno Santa Rosa, ou optar por uma tática utilizada nos amistosos preparatórios e em parte do primeiro jogo oficial, contra o Penedense. Panda está recuperado de lesão e deve jogar, embora não se saiba onde. Na lateral-esquerda, sua posição de origem, ou no meio de campo, como volante, o que daria mais tranquilidade na hora de segurar a bola, trocar passes e armar jogadas.

Se Panda entrar em campo e jogar como lateral-esquerdo, outra dúvida é aberta. Escobar pode ser escalado de primeira. Porém, Jean Cléber, companheiro de volante, sentiu desgaste muscular durante a semana e sua entrada em campo é incerta. Tanto Panda como Jean Cléber não estão na lista de relacionados divulgada pela assessoria de comunicação do CSA, mas tudo indica que seja uma forma de despistar o adversário.

Na parte ofensiva, o treinador pode optar por Cleyton ou Bismarck para ser o responsável pela criação de jogadas no meio de campo, junto com João Paulo Penha. No ataque, a esperança de gols é a dupla Luís Soares e Rafael Oliveira. Soares é vice-artilheiro do Alagoano e não marca há seis rodadas. A expectativa da torcida é que o camisa 7 possa balançar as redes no momento mais decisivo da equipe até o momento.

O zagueiro Leandro Souza comentou a semana do CSA. Afirmou que entende o torcedor em querer apoiar, mas concordou com a postura da diretoria e da comissão técnica de fechar os treinamentos durante a semana. Tudo com o objetivo de premiar o time de melhor campanha em todo o Estadual com o título.

“Nosso treinador nos emociona, sabe falar e mexer com o treinador. Isso vai ser uma coisa muito válida para a gente colocar em prática no domingo. Nossa mentalidade é fazer o que as pessoas acreditam ser impossível. Isso que é o gostoso do futebol. Muitos podem estar achando que é um caso perdido, mas nossa confiança e certeza de que podemos entrar em campo e fazer o resultado são tão grandes que nos motivam. Nossa torcida sempre nos incentivou e a gente sabe que isso aí é normal, mas a gente chega em um momento de decisão que sabe que precisa estar mais concentrado e reservado para treinar algumas jogadas que o professor vai fazer durante a semana. É válido ter esse momento reservado para que a gente possa fazer um bom jogo domingo”, explicou o defensor.

CRB deve fortalecer meio-campo para conquistar bicampeonato

A vitória no primeiro clássico decisivo foi muito comemorada pelo CRB, obviamente. O time está muito perto de conquistar o bicampeonato, o quarto título em cinco anos e se aproxima de ser o campeão da década. Porém, o time sabe da eficiência do adversário. Em quatro clássicos disputados neste ano, foram duas vitórias azulinas, um empate e um triunfo alvirrubro. Por isso, o time tenta controlar a euforia para não ter sustos e ser campeão mais uma vez.

Alguns treinos realizados no Centro de Treinamento durante a semana foram fechados. O técnico Mazola Júnior tenta manter certa medida de mistério para surpreender o arquirrival e conquistar mais um bom resultado. O Galo conta com os retornos do zagueiro Gabriel, do volante Matheus Galdezani e do lateral-direito Marcos Martins. Os dois primeiros cumpriram suspensão automática, enquanto o ala recuperou condições de jogo e pode entrar em campo.

O treinador regatiano pode conquistar seu primeiro título na carreira. Para conseguir o feito, o CRB deve entrar em campo com três volantes. Apesar do mistério, a formação deve ser mantida. Olívio, Somália e Rivaldo devem formar a trinca de volantes. Matheus Galdezani disputa com Rivaldo uma vaga na posição. Outra dúvida é na lateral-direita e no meio-campo. Se Marcos Martins for escalado de primeira na ala, Jonathan Bocão deve ser deslocado para o meio, com o objetivo de ajudar na criação de jogadas. Com isso, Marcos Aurélio seria sacado. No ataque, é certo que Luidy e Lúcio Maranhão serão titulares.

Marcos Martins concedeu entrevista coletiva à imprensa e falou sobre sua situação física e o foco no Campeonato Alagoano após ser eliminado na Copa do Nordeste e lutar pelo título estadual.

“Temos que colocar os pés no chão. Sabemos que não tem nada definido ainda, estamos cientes da nossa vantagem, mas se não jogarmos com inteligência, com sabedoria, as coisas podem se inverter. Temos que entrar ligados, treinamos bem durante a semana para chegarmos bem e colocar tudo em prática no jogo. Deu mais tempo para trabalhar porque saímos da Copa do Nordeste. Dois campeonatos pesam muito, isso foi o fator que a equipe oscilou e agora com mais tempo o nosso time se prepara melhor”, afirmou Martins.