Copa América Centenário: Brasil, sem Neymar, querendo voltar à soberania continental

Séries de fracassos dos últimos anos precisam ser esquecidos numa competição que não terá Neymar como estrela

Copa América Centenário: Brasil, sem Neymar, querendo voltar à soberania continental
Copa América Centenário: Brasil, sem Neymar, querendo voltar à soberania continental

A mais vitoriosa seleção do mundo não vive boa fase. Quarto colocado no Mundial 2014, quando levou a pior derrota de sua história - o 7 a 1 contra a Alemanha - e novamente eliminada nas quartas de final da última Copa América, o Brasil tem outra chance para retomar o caminho das glórias.

Ainda sob o comando do técnico Dunga, a Seleção se vê cada vez mais desprestigiada, seja pelo público nacional, quanto por seus rivais. A temida camisa amarela agora é pouco respeitada após seguidos desastres. E na Copa América Centenário, o país penta campeão vai aos EUA na busca de confiança. 

Com um time baseado nas últimas partidas pelas eliminatórias, Dunga poderá contar com a maioria dos nomes mais importantes no cenário mundial. Mas o maior nome da atual geração está fora. Neymar, craque do Barcelona, não foi liberado pela equipe espanhola para disputar Copa América e Olimpíada, com isso, a comissão técnica optou pela convocação no torneio mundial, já que o ouro é a atual desejo da CBF.

Existe vida sem Neymar

Nos últimos dois anos, a Seleção Brasileira passou por dois fiascos. E em ambos, Neymar ficou de fora por motivos distintos. Na Copa, uma lesão nas costelas o tirou do massacre alemão, enquanto no ano passado, uma briga após derrota contra a Colômbia o deixou suspenso por quatro partidas, retornando apenas na terceira rodada das Eliminatórias.

A "Neymardependência" dentro da equipe parece ser uma doença crônica. Todas as bolas precisam passar por seus pés antes do lance. Sempre precisa ter um drible a mais e o jogo coletivo é perdido. Por outro lado, se perde quem pode decidir num único lance.

É exatamente apostando no maior coletivo, na força do meio campo que o time brasileiro busca o domínio do continente, algo que não vem desde 2007. De lá pra cá, dois títulos de Copa das Confederações, que maquiaram o péssimo futebol nas Copas.

Atenções divididas com Olimpíadas

Ninguém nega que o maior desejo do futebol brasileiro na atualidade é a medalha de ouro. Inédita, até então, a conquista poderia ser em solo nacional em pleno Maracanã, e até por isso, Neymar já foi convocado para o campeonato sub-23.

Nos EUA, Dunga e cia. terão a companhia de Equador, Haiti e Peru. O grupo mais fácil do torneio não fará o Brasil ter dificuldades, a não ser que a equipe atue tão mal, e nem isso pode tirar pontos contra o Haiti, por exemplo.

Na sequencia, o torneio se afunila e a chave de mata-mata pode reservar clássico contra Uruguai ou mais um duelo diante o Paraguai, carrasco nos dois torneios continentais seguidos.

O Brasil chega como favorito, mas apenas o campo e as atuações do time durante a competição mostrará a força e o quão longe pode chegar.

William e a nova responsabilidade

Principal jogador do Chelsea numa temporada fraca e dono de atuações importantes pela Seleção, o ex-jogador do Corinthians é quem terá a responsabilidade de comandar o ataque brasileiro, sempre com muita velocidade e habilidade.

Sem Neymar, William terá a importante missão de canalizar as jogadas ofensivas. Costumeiramente atua aberto pela direita e pode jogar novamente no setor, tendo Douglas Costa pela esquerda e Ricardo Oliveira como 9. Ainda que pense em mudar, William pode jogar como falso centroavante, flutuando entre a defesa e abrindo espaços na armação para quem chega.