Com menos de 1000 pagantes no Serra Dourada, Atlético-GO vence Brasil de Pelotas

Rogério Zimmermann comemorou quatro anos como técnico do time gaúcho com derrota para o rubro-negro de Goiás, que já tem seis pontos em duas partidas na Série B

Com menos de 1000 pagantes no Serra Dourada, Atlético-GO vence Brasil de Pelotas
(Foto: Jonathan Silva/GE Brasil)
Atlético-GO
1 0
Brasil de Pelotas
Atlético-GO: klever; matheus ribeiro (caíque, min. 80), marllon, lino, romário; michel, pedro bambu; magno cruz (caion, min. 62), gilsinho (alison, min. 70), luiz fernando; júnior viçosa. técnico: marcelo cabo
Brasil de Pelotas: eduardo martini; wender, cirilo, leandro camilo, marlon; washington, leandro leite; diogo oliveira, marcos paraná (nena, min. 79); felipe garcia (marcão, min. 63), ramon (nathan, min. 73). técnico: rogério zimmermann
Placar: 1-0, min. 82, alison.
ÁRBITRO: caio max augusto vieira (bra). cartões amarelos: wender (min. 74)
INCIDENCIAS: jogo válido pela 2ª rodada da série b do campeonato brasileiro, realizado no serra dourada, goiânia.

O Atlético-GO venceu o Brasil de Pelotas por 1 a 0 na noite desta sexta-feira (20), no Estádio Serra Dourada. A partida, válida pela segunda rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, teve gol de Alison para definir o placar. O jogo marcou o aniversário de quatro anos de Rogério Zimmermann como técnico do Brasil de Pelotas e o público de 631 pagantes no Serra Dourada.

A tônica da primeira e segunda etapas da partida foi a mesma. O Atlético-GO com a maior posse de bola, girando pela grande área adversária mas sem conseguir criar grandes chances. O Brasil de Pelotas se ancorando na ligação direta e na velocidade para construir as jogadas. O chute de Alison desamarrou um jogo que poderia muito bem rumar para um 0 a 0 sem muitas emoções.

Com duas vitórias em dois jogo, o Atlético-GO vai a Fortaleza na próxima terça-feira (24), para enfrentar o Ceará. Já o Brasil de Pelotas, que soma três pontos em duas partidas, recebe o Bragantino, também na terça-feira (24).

Meio de campo inefetivo causa ausência de finalizações nas equipes

Assim que subiu para o gramado do Serra Dourada, o elenco do Atlético-GO deve ter ficado decepcionado ao olhar para as arquibancadas. A pouca presença de público não condizia com a estreia do clube em casa na Série B, ainda mais com a vitória na primeira rodada longe de seus domínios.

Com a bola rolando, pouco pôde se ver das duas equipes. Bem mais a frente, o Atlético-GO tentava rodar a bola pela grande área da equipe gaúcha, mas o Brasil de Pelotas tinha um contra-ataque forte, mostrando que poderia ser forte mesmo fora de casa.

As finalizações eram artigos raros no Serra Dourada e a marcação de ambas as equipes prevaleciam sobre o meio de campo dos times, que pareciam não conseguir sair da estagnação que o jogo apresentava.

Somente aos 27 minutos Diogo Oliveira, meia do Brasil, arriscou chute de longe mas Kléver, goleiro do Atlético-GO, estava atento para fazer boa defesa. Aos 33, Eduardo Martini fez grande defesa quando o volante Michel chutou de longe, forte.

O primeiro tempo rumava para o fim quando Kléver fez ótima intervenção aos 45 minutos. Marlon avançou e, já dentro da grande área, pela esquerda, chutou forte mas o goleiro, ex-Fluminense, espalmou bem para cima.

Chute de longa distância resolve a partida para o mandante

No começo do segundo tempo, logo se pôde perceber que o Atlético-GO tentaria agredir mais a equipe do Brasil de Pelotas, que subiu para a segunda etapa acuado e se resguardando no campo de defesa.

Logo aos 12 minutos, Romário teve falta frontal ao gol de Eduardo Martini e chutou forte de esquerda, obrigando o arqueiro a espalmar a bola para o lado. Cinco minutos depois, o mesmo Romário apareceu pela lateral esquerda e cruzou bem na segunda trave. Júnior Viçosa, sumido até então, cabeceou sem espaço por cima da meta do Brasil de Pelotas.

Com alterações em campo, o técnico Rogério Zimmermann buscava movimentar a sua equipe em campo e sair mais para o jogo, percebendo que a partida era possível de ser ganha pela equipe gaúcha. Aos 23 minutos, Washington bateu da intermediária e Kléver espalmou novamente, se consagrando em Goiânia.

A lateral esquerda do campo era por onde o Atlético-GO mais tentava concentrar as suas ações, sempre nas subidas de Romário e nas aparições de Luiz Fernando pelo setor. Apesar disso, os chutes bizarros de longe não prometiam uma mudança no placar tão cedo.

Somente aos 37 minutos o Atlético-GO conseguiu finalizar pela primeira vez certo no segundo tempo. Alison pegou a bola pela esquerda e, de longe, arriscou chute. Eduardo Martini, junto à trave direita, viu a bola passar entre seus braços e ultrapassar a linha, abrindo o placar.

Após o gol, o Brasil de Pelotas buscou sair mais para o jogo, visto que não havia oferecido tanto perigo durante todo o jogo e via o tempo de jogo acabar. Apesar disso, não conseguiu criar qualquer chance e viu o Atlético-GO, com a posse de bola absoluta dos minutos finais, conseguir os três pontos em definitivo.