Flamengo e Palmeiras são punidos pelo STJD após confusão no Mané Garrincha

Clubes foram multados e punidos com perda de mando de campo. Presidente da Primeira Comissão Disciplinar diz que os clubes têm que responder pelos atos da torcida

Flamengo e Palmeiras são punidos pelo STJD após confusão no Mané Garrincha
Momento em que torcida organizada do Palmeiras inicia baderna no intervalo da partida contra o Flamengo, em Brasília (Foto: Divulgação)

A Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol (STJD) puniu o Flamengo e Palmeiras pelo incidente na partida realizada no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, no dia 5 de junho, com multa de R$ 51 mil aos rubro-negros e perda de mando de campo, e aos palmeirenses a multa de R$ 80 mil e perda de mando de campo com portões fechados, além da suspensão do jogador César Martins por ter evitado o gol com a mão, infração do atrigo 250 do CBJD. A decisão cabe recurso.

A defesa do Flamengo apresentou os plano de policiamento e laudos de segurança do jogo, os registros de ocorrencia dos torcedores detidos e os relatórios após a partida como prova documental. De acordo com advogado do clube, Michel Assef Filho, a punição do clube vai continuar incentivando as organizadas a irem aos estádios em busca de confusão.

"É preciso que a Justiça Desportiva e a Procuradoria colaborem e não desestimulem as ações que os clubes vem tomando dia a dia. A perda de mando de campo quando o clube toma essas atitudes e mesmo assim é punido é um fator para desestimular a diretoria.  O clube tem suas limitações. O Flamengo no caso específico é obrigado a jogar fora do Rio de Janeiro por causa das Olimpíadas. O Flamengo foi elogiado pelas atitudes que toma preventivamente. A punição deve acontecer quando o clube não toma ações capazes de prevenir.  A atitude tomada pela bandidagem poderia acontecer em qualquer estádio do mundo. Punir um clube com algo que é impossível de se prevenir é demais. O caráter pedagógico para bandido não funciona. O bandido está torcendo para isso acontecer. A justiça desportiva tem que ajudar os clubes e encontrar outras medidas, alternativas diferentes", falou Aseff.

A defesa do Palmeiras diz que a perda do mando de campo pune os bons torcedores e o próprio clube. "Essa punição não está mais sendo eficaz. A mensagem quem não está passando é a autoridade de Brasília que no mesmo dia liberou todos os que foram detidos.  A mensagem pedagógica é de punir o presidente por não apoiar as organizadas. A perda de mando de campo é rigorosíssima", defendeu André Sica, jurídico do clube palmeirense.

Após a definição das punições feitas pelos os auditores, o presidente da Primeira Comissão Disciplinar, Paulo Valed, diz que os clubes têm que responder pelos atos da torcida e o que aconteceu no Mané Garrincha foi consequência dos planos de segurança que não foram suficientes para evitar a gravidade da confusão. "No meu entendimento houve falha na repressão e há de se aplicar a pena no artigo 213. Não me parece que o objetivo dessas torcidas é de punir o clube que torce e sim ir para o campo brigar. Nem que eu quisesse poderia deixar de punir o Palmeiras pela responsabilidade objetiva. O clube responde pelos atos de sua torcida e isso é claro na FIFA e no regulamento da CBF. Ajudar os clubes não é objetivo da Justiça Desportiva e sim do Ministério dos Esportes", disse.

Fonte: STJD