Clássico do interior gaúcho não ocorre por caxumba em 14 atletas do Bagé e gera polêmica

Partida de número 422 entre equipes teve somente Guarany em campo, pois foram registrados casos da doença em boa parte do rival Bagé; decisão de W.O. será no TJD-RS

Clássico do interior gaúcho não ocorre por caxumba em 14 atletas do Bagé e gera polêmica
Clássico Ba-Gua de 421 (Foto: Divulgação / Grêmio Esportivo Bagé)

Uma imensa polêmica está formada a respeito do clássico entre Bagé e Guarany, o Ba-Gua, válido pela segunda fase da Terceira Divisão Gaúcha. A partida seria realizada entre as duas equipes da Rainha da Fronteira no domingo (19), mas o Grêmio Esportivo Bagé não tinha sequer um time de 11 para disputar o clássico devido à caxumba no elenco. O Guarany comparaceu ao campo de jogo e espera a decisão do Tribunal de Justiça quanto aos três pontos.

O elenco do Grêmio Esportivo Bagé sofre drasticamente com um surto de caxumba, que atingiu a 14 atletas. Outros dois ficaram sob suspeita. Com isso, a equipe bajeense teria menos de 11 jogadores para escalação no clássico Ba-Gua de número 422.

Um acordo tentou ser feito com o adversário Guarany e encaminhado à Federação Gaúcha, mas o presidente da FGF, Francisco Noveletto deixou a cargo dos clubes. O Bagé realmente não se apresentou à partida no estádio rival e somente time e torcida do alvirrubro Guarany se fizeram presente.

O clássico estava marcado para iniciar às 15 horas. A arbitragem, como manda o protocolo, aguardou até às 15h30 para o pontapé simbólico. O goleiro do Índio, Fernando Costa avançou com a saída de bola até a área adversária e chutou para o gol vazio para determinar a vitória sem adversário.

Foi a primeira vez que a rivalidade, com mais disputas do que Gre-Nal, Bra-Pel ou Ca-Ju, não ocorreu e declarada em campo como W.O. Entretanto, o Grêmio Esportivo Bagé já encaminhou junto ao TJD-RS o pedido da anulação do jogo.

Presidente da Federação, Noveletto alegou que não está confirmada a pontuação do Guarany na partida. Com isso, quem segue na liderança da competição é o Igrejinha, com 4 pontos e saldo superior ao do Rio Grande. Os rivais protagonistas da polêmica toda, Guarany e Bagé estariam eliminados no momento.

Além da validação ou não do jogo, está em jogo uma possível multa aplicada ao Bagé por não comparecer, bem como outras punições a serem discutidas. Os atestados médicos dos envolvidos no clube e o bom senso prezam por uma averiguação melhor da situação. Inclusive as aulas das escolinhas de futebol do Bagé estão suspensas até o controle do surto, que atinge ao município.

Polêmica foto postada por jogadores do Guarany de Bagé, encarada como deboche nas redes sociais; Clube nega (Foto: Reprodução / Facebook)

A foto acima foi postada por jogadores do Guarany de Bagé e foi encarada como deboche, por simular sintoma do inchaço da caxumba, gerando mais polêmica nas redes sociais. Após a reprovação da atitude por torcedores até do próprio alvirrubro, o Facebook do Índio alegou que se tratava de uma homenagem ao jogador Angelo, do Guarany, que também está com caxumba. A versão da justificativa da foto também foi contestada.

A maior polêmica de 2016, entra tantas comuns ao futebol gaúcho e, principalmente, do interior, prossegue. Novos desdobramentos do caso do Ba-Gua 422 não realizado pela incidência de caxumba estão por vir. O Guarany será o vencedor por W.O.? O Bagé sofrerá ainda mais punições pelo não comparecimento? O bom senso remarcará o jogo em nova data? Dúvidas que seguem.

O próximo capítulo de uma das maiores rivalidades interioranas do país está, pela tabela da Terceira Divisão, marcado para o próximo domingo (26), dessa vez no campo do Grêmio Esportivo Bagé, pelo returno da segunda fase. O período de recuperação da caxumba, entretanto, é de, no mínimo, 7 dias e o clássico não está confirmado.

Clássico 421 disputado este ano (Divulgação / Grêmio Esportivo Bagé)