Rumo à Olimpíada: Poliana, lateral do Houston Dash

Depois do corte em 2012, a mineira de 25 anos vive a expectativa de sua primeira olímpiada

Rumo à Olimpíada: Poliana, lateral do Houston Dash
Rumo à Olimpíada: Poliana, lateral do Houston Dash

Poliana Barbosa Medeiros, popularmente conhecida como Poliana, é lateral Houston Dash, dos Estados Unidos. A atleta tem 25 anos e nasceu em Ituiutaba, Minas Gerais. Esta será a primeira participação da mineira nos jogos olímpicos.

Com grande destaque em muitas modalidades na infância e adolescência, Poliana se aventurou no atletismo, vôlei, basquete, handebal e futsal, antes de optar pelo futebol. Começou sua vida no esporte disputando os jogos estudantis pela E.E. Cel. João. onde já se destacava e encantava todos com sua capacidade esportiva em várias modalidades diferentes.

Depois de concluir o ensino fundamental, a futura lateral direita da seleção se transferiu para a E.E. Polivalente, onde nos anos 2006 e 2007, conquistou todos títulos possíveis nos Jogos Estudantis.

A atleta saiu de Minas aos 17 anos para jogar profissionalmente no América de Rio Preto. Depois de se destacar numa partida entre América e Santos, jogando de ala esquerda, pela segunda rodada do campeonato paulista de 2009, Poliana acabou acertando sua transfêrencia para a equipe santista. 

Com o Santos, a lateral venceu a Libertadores por três vezes, 2011, 2013 e 2014, ano o qual marcou dois gols na final. Em 2014 a jogadora disputou o  International Women's Club Championship, pelo São José, o qual venceu na decisão o Arsenal Ladies por dois a zero.

No mesmo mês, Poliana assinou contrato com o Houston Dash, dos Estados Unidos. Em Julho de 2015, a mineira foi emprestada para o  Icelandic Úrvalsdeild club Stjarnan para a disputa das eliminatórias da UEFA Champions League  feminina. Logo depois retornou ao seu clube americano.

Depois de defender a seleção brasileira em 2010 no Campeonato do Mundo da Fifa sub 20 Feminina, Poliana fez sua estréia na seleção principal no Torneio Internacional de Futebol Feminino da Cidade de São Paulo.

Expectativa para os Jogos Olímpicos

Como não poderia ser diferente, Poliana não esconde a ansiedade e orgulho de poder defender a seleção brasileira pela primeira vez nas Olimpíadas. A atleta comentou sobre o corte em 2012 e a espera pelos jogos.

“É um desejo conquistado. Para mim, as Olimpíadas já começaram há quatro anos, participei de algumas convocações em 2012 (para as Olimpíadas de Londres), mas fui cortada da lista final. Agora, no Brasil, é melhor ainda”, disse a lateral.

A atleta do Houston Dash também falou sobre a polêmica dos abandonos dos australiano na Vila Olímpica.

“Eu acho que cada um sabe o que é melhor para si, Se para eles não está bom e resolveram se retirar cada um sabe onde é o ponto melhor para si”, disse a jogadora.

“O foco é na competição. Estar na Vila e poder encontrar outros atletas é legal, mas me preparei muito para estar aqui, e o momento é agora”, concluiu Poliana.

A mineira ainda comentou sobre o aplicativo de  performance feito por Ricardo Pombo, analista de desempenho da Seleção Brasileira.

“Sempre tem a preleção que ele mostra antes, tem o vídeo a gente acompanhada pelo aplicativo e depois tem as palestras com ele e sempre ajuda muito”, destacou Poliana.