Cristiane faz história, Brasil goleia Suécia e antecipa vaga no futebol feminino

Diante de um bom público no Engenhão, seleção canarinha não toma conhecimento da Suécia, vence com gols de Bia (2x), Cristiane, Marta (2x) e vai às quartas de final. Camisa 11 marca seu 14º gol e torna-se a maior artilheira da história das Olimpíadas

Cristiane faz história, Brasil goleia Suécia e antecipa vaga no futebol feminino
Foto: Harry How/Getty Images
Brasil
5 1
Suécia
Brasil: Bárbara; Fabiana (Poliana), Rafaelle, Mônica e Tamiris; Thaisa, Formiga (Andressinha) e Marta; Andressa Alves, Bia e Cristiane (Debinha). Técnico: Osvaldo Alvarez.
Suécia: Lindahl; Elin, Berglund, Fischer e Eriksson (Andersson); Dahlkvist, Asllani (Appelqvist) e Seger; Jakobsson, Rolfo (Schough) e Schelin. Técnico: Pia Sundhage.
Placar: Beatriz, aos 21, Cristiane, aos 24, e Marta (pênalti), aos 44 minutos do primeiro tempo. Marta, aos 35, Bia, aos 40, e Schelin, aos 44 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO: Lucia Venegas (México), auxiliada pelas compatriotas Enedina Caudillo e Mayte Chávez.
INCIDENCIAS: Jogo válido pela 2ª rodada do Grupo A do futebol feminino nas Olimpíadas, realizado no Engenhão.

Neste sábado (6), pela segunda rodada do Grupo A, o futebol feminino do Brasil deu show e goleou a Suécia por 5 a 1, no Engenhão. Bia (2x), Cristiane e Marta (2x) marcaram para as anfitriãs, enquanto Schelin descontou. Com o resultado, a seleção comandada por Vadão chega, de forma antecipada, às quartas de final das Olimpíadas. A Suécia, por sua vez, decide vaga na última rodada.

Com duas vitórias e oito gols marcados, o Brasil alcança a liderança isolada do grupo, com seis pontos. China e Suécia têm três cada, seguida da África do Sul, que ainda não pontuou na competição.

Na terceira e última rodada do Grupo A, o Brasil enfrenta a já eliminada África do Sul, terça-feira (9), às 22h, na Arena da Amazônia. No mesmo dia e horário, a Suécia encara a China.

Brasil não toma conhecimento da Suécia e abre 3 a 0 no primeiro tempo

Precisando da vitória para se classificar e empurrado pelo bom público presente no Engenhão, o Brasil iniciou a partida pressionando a Suécia. Liderada por Marta e cia, a seleção canarinha teve a primeira chance logo aos quatro minutos. A camisa 10 fez boa jogada pela direita e cruzou, mas ninguém chegou na bola. A Suécia, também em busca dos três pontos para ir às quartas, respondeu à altura. Aos dez, Rubensson invadiu a área pela direita, chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro. Schelin desviou no meio da área, Bárbara defendeu e salvou o Brasil.

Corrido, o Brasil respondeu logo depois com Cristiane. A atacante dominou na entrada da área e deu para Marta. Na esquerda, a camisa 10 tocou na saída de Lindahl, que abafou e mandou pela linha de fundo. Aos 20, o gol brasileiro saiu: Berglund protegeu para a bola chegar à goleira, mas Bia foi mais rápida e num pequeno toque, abriu o placar para a seleção canarinha.

Após o gol, a resposta sueca foi imediata. Schelin recebeu na frente e chutou tirando da goleira Bárbara. Entretanto, a árbitra parou o lance por impedimento. Aos 24, a Cristiane fez história. Formiga lançou Tamires na esquerda, a lateral deixou com Marta, que cruzou para a atacante. A camisa 11, de letra, marcou o segundo do jogo e o seu 14º em 15 jogos, tornando-se a maior artilheira da história das Olimpíadas.

Depois dos 2 a 0, as seleções demostraram cansaço e, automaticamente, o ímpeto do jogo diminuiu. Já perto do fim da etapa inicial, Marta lançou Cristiane, que se chocou com Ericsson. A árbitra viu e assinalou o pênalti. A capitã e camisa 10, com categoria, apenas deslocou a goleira e marcou seu primeiro gol na Olimpíada.

Marta e Bia marcam novamente e Brasil goleia

Apesar da ampla vantagem aplicada na etapa inicial, a seleção brasileira continuou não dando sossego para a adversária. Aos cinco, Marta emendou um chute de primeira, mas mandou por cima do travessão de Lindahl. Um dos momentos mais bonitos do jogo, porém, não foi um lance de efeito e muito menos um gol. A experiente volante Formiga, de 38 anos, foi substituída por Andressinha e saiu de campo ovacionada pelo público presente no Engenhão.

Em constraste com o momento da Formiga, aos 20 minutos, Cristiane sentiu uma lesão na coxa e saiu de campo carregada e bastante abalada, pois, dependendo da gravidade da pancada, corre o risco de não atuar mais na Olimpíada. Já sem a camisa 11, o Brasil quase marcou o quarto. Thaisa tabelou na entrada da área e tocou para Andressa Alves, que chegou atrasada no lance.

Sem poder de reação, a Suécia era presa fácil para o Brasil, que chegou ao quarto gol. Aos 35, Bia achou Marta na esquerda. A camisa 10 tentou tabela, mas levou sorte ao ver a bola voltar. Na sequência, a capitã invadiu a grande área, tocou na saída de Lindahl, e marcou seu segundo gol na partida.

Aos 40, o quinto gol: Bia recebeu na grande área, tirou a marcação e colocou no canto direito da goleira. Já no fim, a Suécia conseguiu descontar. Após falha da zaga brasileira, Schelin recebeu livre e marcou o gol de honra da equipe azul e amarela.