Marta voltou trazer alegria ao futebol brasileiro em tempos difíceis

O que a camisa 10 da canarinho está fazendo no país é impressionante, resgatou o orgulho no futebol que em um bom tempo havia morrido

Marta voltou trazer alegria ao futebol brasileiro em tempos difíceis
Marta está fazendo para o futebol, o que Ayrton Senna fez pro esporte brasileiro. (Foto: Buda Mendes/GettyImages)

Cerca de 12 anos depois da final olímpica de futebol feminino diante o Estados Unidos em Atenas, na qual recebeu a medalha de prata. O que novamente aconteceu  quatro anos depois. Marta nunca presenciou tanto apoio ao futebol feminino que nesses Jogos Olímpicos Rio 2016.

Foram dois jogos no Engenhão, com bom público, jogando um  futebol envolvente que fez não só os cariocas, como todos os brasileiros sonharem. Divergindo com a situação do masculino, que ouviu em Brasília os gritos de Marta. Pôde-se discutir a intenção desses gritos, todavia é inegável que achamos nela um ídolo que havíamos perdido desde a era Ayrton Senna.

Na noite da última terça-feira (9), a alagoana colocou cerca de 38 mil pessoas no estádio. Apesar de não ter começado entre os titulares, era inegável o carinho dos torcedores e das crianças que lamentável ela não ter começado. Um certo momento da partida a torcida começou a cantar: "Marta cadê você? Eu vim aqui só pra te ver". E aplaudiu a canarinho durante todos os 90 minutos.

Isso me faz lembrar a época em que era criança e comecei a assistir futebol,  na Copa do Mundo de 2006. Esperávamos tanto o Hexa daquela equipe que foi desclassificada nas quartas de finais para a França com um Henry e principalmente Zinedine Zidane, com 36 anos, jogando no alto nível. Infelizmente para mim, os Bleus perderam a final para a Itália. Entretanto, depois daquele dia o futebol fez sentido para a minha vida.

A camisa 10 está fazendo algo similar com o que o Zidane fez pra mim, ou se for nacionalizar, o que o Senna fez pro país. Os brasileiros começaram acompanhar a Fórmula 1 com orgulho, uniu o país que muitas vezes se separa por divergências culturais e políticas.

O que se viu nessas três partidas foram: Mais mulheres nos estádios, crianças felizes em ter um grande ídolo brasileiro (ou uma grande ídolo), e principalmente a volta de um orgulho nacional que se perdeu nos 7 a 1. Alguns desonram comparando com o masculino, outros enaltecem, no entanto essa equipe está colhendo frutos de 12 anos atrás.

O que se verá no Mineirão diante a Austrália na próxima sexta (12), é mais uma vez vários brasucas apoiando, só que não só em Belo Horizonte , e sim no Brasil inteiro. Pode até perder a medalha de ouro, ou qualquer outra. Só que a alto estima recuperada e o grande feito que as meninas comandadas pelo Vadão estão fazendo, isso já está na história!