Interferência externa? Relembre os jogos que houve suspeita

Fluminense foi vítima de interferência externa duas vezes nos últimos dois anos

Interferência externa? Relembre os jogos que houve suspeita
Sandro Meira Ricci recebeu críticas por sua atuação no Fla-Flu e foi afastado pela CBF (Foto: Agência Estado)

Após os acontecimentos do Fla-Flu da última quinta-feira (12), que o árbitro Sandro Meira Ricci possivelmente recebeu ajuda de interferência externa para anular o gol de Henrique, do Fluminense, muito se questiona sobre a arbitragem do Campeonato Brasileiro. A polêmica é antiga e não é a primeira vez que acontece este tipo de situação na competição nacional.

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Entretanto, no Fla-Flu, Sandro Meira Ricci fez uma confusão maior que as outras ocasiões. Após Henrique, em posição irregular, marcar o gol que seria do empate no clássico, o assistente assinalou impedimento, mas o árbitro decidiu que o gol foi legal. Segundos depois, voltou atrás. Depois disso, o jogo ficou paralisado por quase 13 minutos e o árbitro mudou de opinião mais duas vezes até dar o veredito final, que anulou o tento tricolor.

Mas a reclamação do Fluminense não foi quanto anular o gol, que estava sim irregular. Durante toda a paralisação do jogo, até o inspetor de arbitragem da CBF entrou em campo para ajudar o árbitro tomar a decisão final. O tricolor reclama que houve interferência externa e até ameaçou tentar anular a partida.

Casos de interferência externa já aconteceram outras vezes, não é algo inédito. No Brasileirão de 2015, o Fluminense foi vítima da situação, em jogo contra a Chapecoense, na Arena Condá. Mas, a Chape também foi vítima jogando em Chapecó, contra o Palmeiras. Até mesmo a Seleção Brasileira já sofreu com isso recentemente, na Copa América Centenário. A VAVEL Brasil relembra outros casos abaixo.

- 2012: Internacional x Palmeiras

Barcos marcou gol de mão e o árbitro Francisco Carlos Nascimento validou, mas voltou atrás. O STJD chegou a suspender os pontos da partida, que teve triunfo do Colorado por 2 a 1.

(Foto: Renan Olaz/Futura Press/Agência Estado)
(Foto: Renan Olaz/Futura Press/Agência Estado)

- 2015: Chapecoense x Fluminense

Olha aí o Fluminense envolvido outra vez. No Brasileirão do ano passado, Marcos Junior marcou para o tricolor e quando os jogadores já estavam retornando para o campo após a comemoração para reiniciar o jogo, o árbitro Raphael Claus anulou o gol alegando toque no braço do atacante. Muitas reclamações que o árbitro teria sido informado do toque, já que ele e o assistente não viram e validaram o gol no primeiro momento. No fim, Chapecoense venceu por 2 a 1.

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

- 2015: Chapecoense x Palmeiras

Novamente a Arena Condá foi o palco de polêmica com ajuda de interferência externa. Aos 15 minutos do primeiro tempo, Egídio, do Palmeiras, fez desarme na bola, mas o árbitro Jailson Macedo Freitas viu falta e acabou expulsando o lateral alviverde. Minutos depois, o quarto árbitro chamou o trio para conversar e avisou que cometeram um erro. Para desespero do torcedor catarinense, o árbitro voltou atrás com a expulsão. Foi preciso chamarem Egídio no vestiário para o atleta retornar ao campo.

(Foto: Sirli Freitas/Folhapress)
(Foto: Sirli Freitas/Folhapress)

- 2016: Fluminense x Flamengo

Após Henrique marcar o gol do empate no clássico, o assistente marcou impedimento do zagueiro tricolor. Entretanto, o árbitro Sandro Meira Ricci achou que o gol foi legal e foi contrário a decisão do assistente. A decisão gerou reclamação dos rubro-negros, que alegaram que na televisão mostrava que a posição era irregular. Após 13 minutos de paralisação, o árbitro decidiu anular o gol.

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

- 2016: Sport x Vitória

O lance em questão aconteceu aos 13 minutos do segundo tempo. Kieza chutou e Magrão fez uma ótima defesa. André Luis Castro marcou escanteio. Os jogadores do Vitória fizeram pressão apontando um pênalti de Matheus Ferraz sobre Cárdenas. Depois de um minuto, o juiz voltou atrás e marcou a penalidade.

(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)