Santos vira no final, vence Ponte Preta fora de casa e chega à vice-liderança

Com gol de Copete aos 43 minutos do segundo tempo, Santos vira o jogo contra a Ponte e pode ver diferença para o Palmeiras cair para três pontos

Santos vira no final, vence Ponte Preta fora de casa e chega à vice-liderança
(Foto: Site oficial Santos)
Ponte Preta
2 1
Santos
Ponte Preta: Aranha; Nino Paraíba, Antônio Carlos, Douglas Grolli e Reinaldo; João Vitor (Abuda), Wendel (Thiago Galhardo) e Maycon (Elton); Rhayner, Clayson e Willian Pottker. Técnico: Eduardo Baptista.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Fabian Noguera (Yuri) e Zeca; Renato, Thiago Maia, Jean Mota (Artur) e Vitor Bueno (Léo Cittadini); Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Placar: 1-0, min. 21, Willian Pottker. 1-1, min. 66, Ricardo Oliveira. 1-2, min. 88, Copete.
INCIDENCIAS: Jogo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro de 2016.

A mudança de horário de última hora, transferindo a partida entre Ponte Preta e Santos para a manhã de domingo (6), acirrou os ânimos dos dois lados. A diretoria do Peixe emitiu um comunicado oficial criticando a decisão, enquanto que os pontepretanos viram o rival Guarani perder a final da Série C na noite anterior.

Nesse cenário, melhor para o Peixe que bateu a Macaca por 2 a 1,de virada e com direito a um gol no fim, mantendo-se próximo ao líder Palmeiras e ainda sonhando com título. Já o time campineiro parece cada vez mais próximo das férias, já que dificilmente chegará ao G6 após o revés nesta tarde.

Os dois times só entram em campo novamente daqui a dez dias por conta da parada para os jogos da data FIFA. Na quinta-feira (17), o Peixe receberá o Vitória na Vila Belmiro e a Macaca irá até Porto Alegre encarar o Internacional.

Santos domina, mas Ponte abre o placar

Apesar do discurso do elenco da Macaca de que ainda há ambição neste campeonato, Ponte Preta e Santos entraram em ritmo diferente no primeiro tempo. Visivelmente mais interessado na vitória do que os donos da casa, o Peixe começou pressionando e controlando a partida.

Ricardo Oliveira teve boa chance logo aos cinco minutos, mas acabou travado pelo volante João Vitor. A bola rondava o campo de ataque do Santos e abrir o placar parecia questão de tempo, mas em um contra-ataque a Ponte Preta conseguiu abrir o placar: David Braz cometeu pênalti que foi convertido por Willian Pottker, substituto de Roger que acabou tendo seu contrato rescindido.

A resposta dos visitantes quase foi imediata. Dois minutos após sofrer o gol, o Santos armou um bom ataque com Copete. O atacante colombiano entrou livre na área, mas bateu por cima e desperdiçou uma boa chance para empatar.

O Santos seguiu pressionando, mas tinha muitas dificuldades para furar o bloqueio campineiro que, por sua vez, tentava encontrar espaços nos contra-ataques e passou a assustar mais do que acontecia no começo da partida. Talvez por conta do calor, as chances rarearam na reta final do primeiro tempo.

Léo Cittadini entra e decide

O segundo tempo começou de maneira semelhante aos primeiros quarenta e cinco minutos. O Santos tinha a bola por boa parte do tempo e tentava criar lances de perigo, enquanto que a Ponte Preta tentava armar contra-ataques para matar o jogo.

Mesmo com a grande posse de bola, parecia difícil criar jogadas de perigo contra o gol de Aranha. Yuri entrou no intervalo para tentar ajudar Vitor Bueno, voltando de contusão, na armação do Peixe. As melhores chances eram de bola parada, mas com grande número de erros de faltas e escanteios, o gol parecia difícil de sair.

Dorival Júnior sentiu que o rendimento da equipe caiu um pouco no segundo tempo e resolveu colocar Léo Cittadini. Em seu primeiro toque na bola, ele conseguiu boa jogada pela esquerda e Ricardo Oliveira aproveitou para empatar um jogo que se desenhava perigoso.

O gol animou o Santos que não queria sequer empatar em Campinas. A vitória daria ao time santista o segundo lugar da competição e a possibilidade de manter-se perto ao primeiro lugar. Mesmo assim, o jogo não fluía como em outras partidas e, apesar de mais tempo no campo de ataque, não era um bombardeio contra o gol de Aranha.

Assim o jogo caminhou um pouco travado, também por conta do horário e do forte calor, até que Yuri achou uma boa bola pelo lado direito de ataque do Santos e a bola sobrou para Copete, livre, empurrar para o gol e virar para o Peixe. 2 a 1. A Ponte até tentou uma pressão final, Aranha apareceu na área duas vezes, mas não conseguiu empatar a partida.