O futebol chora após um fim de semana marcado pela violência nos estádios

Incidentes no Beira-Rio, em São Januário e no estádio Nilton Santos deixaram feridos, mortos e estádios depredados

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futebol chora após um fim de semana marcado pela violência nos estádios
(Foto: Reprodução/Vasco da Gama)

O amante de futebol lamentou profundamente tudo o que aconteceu neste último fim de semana no Brasil. Porto Alegre e Rio de Janeiro se tornaram palcos de guerra entre torcidas que manifestaram a fase de seus times ou então, em um dos casos, simplesmente quiseram brigar.

Beira-Rio se torna cenário de guerra após mais um empate do Internacional

No sábado (8), após o empate diante do Criciúma no Beira-Rio, alguns cidadãos, com vestes do Internacional, protestaram, mas não civilizadamente. A violência se instaurou em volta do estádio. Pessoas entraram em confronto com a polícia e com seguranças.

Os protestantes usaram garrafas, barras de metal, pedras, gradis, pedaços de madeira e outros objetos para atacar os policias. Lojas do clube tiveram seus vidros quebrados e foram saqueadas. A Brigada Militar agiu imediatamente para conter a confusão. Gás de pimenta e bombas de efeito moral foram utilizadas para dispersar as pessoas.

O Ministério Público puniu duas organizadas do clube colorado por 90 dias. Enquanto isso, a perícia tenta identificar os baderneiros através das imagens. O pedido de suspensão foi aceito pelo Juizado Especial Criminal (JECRIM).

Torcida do Atlético-MG entra em confronto com a polícia antes de jogo no Rio

Ontem, domingo (9), antes da partida entre Botafogo e Atlético-MG no estádio Nilton Santos, no Rio, mais um episódio lamentável. Pessoas trajadas de uniformes do Atlético-MG entraram em conflito com a polícia e com alguns botafoguenses.

Houve troca de tiros, bombas de efeito moral e gás lacrimogênio. Uma pessoa foi baleada e outras ficaram feridas. Dez pessoas foram levadas ao JECRIM, sendo alguns de torcida organizada do Botafogo e outros do Atlético-MG. O presidente da torcida organizada Fúria Jovem foi detido e levado para prestar depoimento.

Após derrota para o Flamengo, vascaínos depredam São Januário e entram em confronto com a polícia

No sábado, as cenas mais fortes foram vistas em São Januário. Após perder o clássico para o arquirrival Flamengo, algumas pessoas com vestes do Vasco não se contiveram e partiram para o confronto com a polícia militar.

Bombas foram jogadas no gramado, vidros que dividem a torcida do campo foram quebrados e houve muita confusão.  A polícia militar agiu com bombas de gás lacrimogênio, gás de pimenta e tiros de bala de borracha. Torcedores tentaram invadir o gramado mas não conseguiram. Três pessoas ficaram feridas e uma foi morta já do lado de fora.

A imprensa também sofreu. A cabine da Web Rádio Frequência Máxima foi atacada por algumas pessoas. O narrador Emanuel Santana falou sobre o ocorrido: “Arremessaram uma lata na minha testa, foi quando eu caí no chão e acabei me machucando. Ali mesmo eu fiquei, procurando uma proteção. Fomos coagidos. Tentaram puxar nossos equipamentos, mas conseguimos recuperar. Ainda continuei no ar, fazendo a transmissão deitado no chão, mas tivemos que abandonar”, relatou.

Além da derrota, a principal causa dos protestos é a gestão do mandatário Eurico Miranda. A torcida vascaína diversas vezes já protestou no estádio contra a gestão do presidente, dessa vez de uma forma mais grave.

O STJD decidiu, na tarde desta segunda-feira (10), pela interdição de São Januário. O Ministério Público alegou falta de segurança no estádio. A diretoria já recorreu. O Vasco pode perder até 25 mandos de campo e a multa pode chegar até R$350 mil.

Um fim de semana marcado por tragédias, mortes, no esporte mais popular do planeta. Isso, sem dúvida nenhuma, não chega nem perto do que é futebol. Futebol é alegria, é paixão, é felicidade. Futebol é paz. O futebol pede paz. 


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