Após cinco anos, Rogério Zimmermann não é mais técnico do Brasil de Pelotas

Treinador tem mais de 400 jogos pelo clube gaúcho e teve ano de 2017 como o mais desgastante dessa relação

Após cinco anos, Rogério Zimmermann não é mais técnico do Brasil de Pelotas
Foto: Jonathan Silva / G.E. Brasil

Cinco anos. Uma verdadeira era Rogério Zimmermann esteve à frente do Brasil de Pelotas, o clube mais ao sul na Série B do Campeonato Brasileiro. O técnico do rubro-negro teve sua demissão anunciada na tarde desta quinta-feira (20) e deixa o comando do Xavante pelotense, cargo que ocupava desde 2012. Era o segundo comandante mais longevo no futebol brasileiro, atrás somente de Cláudio Tencati, do Londrina. O primeiro nome sondado para assumir o clube no lugar de RZ é Julinho Camargo.

Rogério Zimmermann assumiu o Xavante em 2012, em meio à divisão de acesso, a série A-2 do futebol do Rio Grande do Sul. O Xavante estava nela desde o rebaixamento após o acidente de seu ônibus em 2009. A pressão para retomar a primeira divisão gaúcha era enorme, tamanha é a torcida do Rubro-Negro no estado gaúcho. E o primeiro dos acessos veio, trazendo confiança para sequência de um longevo trabalho.

De voita à primeira divisão gaúcha, Rogério Zimmermann ainda conseguiu deixar o Xavante como campeão do interior gaúcho em duas oportunidades: 2014 e 2015. Foi no próprio 2014 o primeiro acesso nacional com o Rubro-Negro. O Xavante deixou a Série D ao ser o vice-campeão, perdendo o título somente nos pênaltis para a Tombense de Minas Gerais. Na Série C 2015, outro acesso conquistado, com muita gana. O Brasil passou pelo Fortaleza na fase de quartas de final, eliminando um favorito em pleno Castelão lotado. Nas semifinais, a classificação ficou com o Vila Nova nos pênaltis.

O Gauchão 2016 foi abaixo do esperado, mas a campanha na Série B do mesmo ano resgatou confiança e Zimmermann chegou a colocar o Brasil na briga pelo acesso à primeira divisão nacional, faltando pilhas no final da campanha, em que o Xavante, por detalhes, acabou na segunda página da tabela. O ano mais complicado realmente se desenhava no 2017.

O elenco rubro-negro, base sólida do trabalho de RZ desde sua chegada, com a manutenção de atletas como o capitão Leandro Leite, seu companheiro volante Washington, Felipe Garcia, um dos artilheiros da B em 2016, além da defesa composta pelo goleiro Martini e os zagueiros Cirilo e Leandro Camilo, passou por mudanças significativas. O Brasil perdeu um pouco de sua identidade e foi difícil resgatar o futebol através das novas contratações e dos poucos que ficaram. O Xavante só escapou do rebaixamento estadual na última rodada e graças a resultados paralelos.

Na Série B, mau começo, derrotas em casa, proximidade da zona de rebaixamento e a pior defesa do torneio desgastaram de vez a relação de Zimmermann com a torcida. Fora de campo, entrevistas polêmicas, alfinetadas e divergências entre diretoria e torcida culminam em sua saída após a 15ª rodada da competição.

O Brasil é o 16º colocado, uma posição acima do Z-4. No ano, o número de derrotas é mais do que o dobro em relação às vitórias. A era de RZ acabou no Xavante. Basta saber agora qual a sequência do projeto e o nome que segue com o Xavante na caminhada da difícil Série B nacional.

Números com o Brasil de Pelotas

408 jogos

188 vitórias

128 empates

92 derrotas

570 gols a favor

Futebol Brasileiro