Peça-chave no Brasileiro Feminino, volante Dany Helena é liberada pelo Iranduba

Atacante segue rumo ao futebol húngaro; em entrevista à VAVEL Brasil, diretor executivo do Hulk garantiu portas abertas para a atleta no futuro

Peça-chave no Brasileiro Feminino, volante Dany Helena é liberada pelo Iranduba
Dany Helena foi uma das principais jogadoras do Iranduba no Brasileiro Feminino A1 em 2017 (Foto: Bruno Kelly/AllSports)

O Campeonato Brasileiro Feminino A1 já chegou ao fim em 2017 – e com isso, as dificuldades começam a bater à porta dos principais times do país. Uma das peças-chave do elenco do Iranduba na temporada, Dany Helena está de saída do clube amazonense rumo ao futebol húngaro. A liberação da atacante foi divulgada no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF na última quarta-feira (26).

Em entrevista à VAVEL Brasil, Lauro Tentardini falou sobre as dificuldades de manter um elenco forte no segundo semestre de 2017, já que o Iranduba se mantem à base de rendas de jogos e não há mais grandes competições no ano. O diretor executivo do Hulk ainda exaltou a torcida amazonense, sempre muito presente na comunidade do futebol feminino.

“Está difícil pro Iranduba segurar o elenco, as atletas estão valorizadas. No segundo semestre não temos mais a Copa do Brasil e o Iranduba vive das rendas de jogos. Nós temos uma torcida fiel, que é única no Brasil; o único clube que consegue fazer boas rendas é o Iranduba. Com isso, nós temos uma situação financeira bem viável. O problema é que agora no segundo semestre não temos grandes jogos para fazermos grandes rendas”, afirmou.

Lauro ainda teceu diversos elogios à Dany, com quem já havia trabalhado no Kindermann, em 2014. Naquele ano, a atacante foi vice-artilheira e vice-campeã do Campeonato Brasileiro Feminino A1 ao defender as cores das Caçadoras de Santa Catarina. Segundo Lauro, a saída de Dany foi amigável e as portas estão abertas pra um eventual retorno da atleta.

“A Dany tinha um salário bom aqui, mas era o salário que ela merecia, porque é uma jogadora de qualidade. (...) Ela é uma jogadora muito qualificada, com faro de gol, muito inteligente e sabe se colocar. O Iranduba, como a maioria dos times, tem suas dificuldades financeiras. Foi um rescisão de comum acordo, mas as portas estão abertas, e espero conseguir trazê-la de volta no futuro”, declarou o diretor executivo do Iranduba.

Outro ponto abordado por Lauro foi a falta de apoio da iniciativa privada ao futebol amazonense. Para o diretor, o futebol feminino deveria ser encarado como um investimento de baixo custo e alto retorno – ainda mais no Iranduba, clube com médias de público superiores a equipes masculinas.  O Hulk da Amazônia foi responsável por quase 77% do público presente na Arena da Amazônia em 2017; dos 59.649 espectadores em confrontos interclubes no estádio, 46.482 são torcedores do Iranduba

“O clube Iranduba se mantém sozinho a partir de rendas e do dinheiro que o presidente do clube investe, com pouquíssimos apoios. Manaus é o sexto PIB do Brasil e nós não temos um patrocinador privado. Temos a faculdade Maurício de Nassau, que nos dá as bolsas e a Premium, que é a empresa de contabilidade jurídica; mas das grandes empresas do distrito, de Manaus, nós não temos apoio. Eu sempre digo que aqui (Iranduba) é uma forma de investir barato. O patrocínio de esporte é o investimento mais barato e que mais dá retorno, ainda mais em um clube que joga para 25 mil pessoas, que é uma média de público superior a muito time masculino”, finalizou.

O Iranduba ainda tem alguns torneios de futsal pela frente em 2017, além da disputa do Campeonato Amazonense. O Hulk da Amazônia é o atual campeão do torneio, com seis títulos consecutivos na bagagem. Como divulgado pela VAVEL Brasil, a competição está prevista para os meses de agosto a novembro.

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