Retrospectiva VAVEL: Vila Nova novamente bateu na trave na briga pelo acesso

Mesmo com evolução em comparação as últimas temporadas, perda de acesso no fim da Série B frustrou o torcedor vilanovense

Retrospectiva VAVEL: Vila Nova novamente bateu na trave na briga pelo acesso
Retrospectiva VAVEL: Vila Nova

O ano de 2017 para o Vila Nova se resumiu em frustração. Do título goiano perdido pelo Goiás na decisão do Campeonato Goiano e o drama vivido pelo vilanovense de mais uma vez, "bater na trave" do acesso para a primeira divisão do Brasileirão. Para o próximo ano, ficou a confiança no atual treinador e na gestão de Ecival Martins para formar um time mais competitivo.

A equipe colorada terminou a Série B da competição em 7º lugar com 58 pontos ganhos. O vilanovense ficou frustrado por ter ficado mais de vinte rodadas no G-4, e ter oscilado no final, ficando sem o acesso para a Série A. Os empates em casa contra Brasil de Pelotas, Figueirense, Oeste, Goiás e Santa Cruz complicaram o time na competição

Mesmo com a decepção por não ter conseguido o objetivo, o Vila Nova tem mostrado evolução. A equipe voltou a disputar uma final de Campeonato Goiano depois de onze anos fora e também uma Copa do Brasil, onde acabou caindo para o Vasco da Gama. No Brasileiro, a campanha foi melhor que do ano passado e o torcedor continua confiante de que na próxima temporada, o acesso pode vir á tona.

O estadual e Copa do Brasil com Mazola Júnior

O ano de Vila Nova começou nas mãos de Mazola Júnior, bem visto pela diretoria por conta da boa campanha que fez com o CRB na última temporada. O primeiro resultado foi positivo para o time colorado, vencendo o Atlético-GO na primeira rodada.

O time estava no mesmo grupo que o Goiás e brigou pela liderança até o fim com o rival esmeraldino, mas nem um e nem outro ficaram com em primeiro, e sim, a Aparecidense, que despontava como principal time do interior no Campeonato Goiano. 

Mesmo assim, o Vila foi forte e chegou as semifinais do Campeonato Goiano, onde enfrentou a própria Aparecidense. Após levar o resultado positivo no Serra Dourada, o Tigrão segurou a pressão no Aníbal Batista de Toledo e levou a vaga para a final do Goianão depois de doze anos de fora. 

Na decisão, enfrentou o Goiás e esperava repetir o feito de 2005, onde venceu o time esmeraldino na final daquele ano. Mas isso não ocorreu. Logo no primeiro jogo, o time colorado perdeu por 3 a 0 e praticamente se rendeu no segundo jogo, perdendo por 1 a 0. A perda do título custou o cargo de Mazola Júnior, muito criticado pela torcida e imprensa goiana.

Na Copa do Brasil, também nas mãos de Mazola Júnior, a campanha não foi tão boa. O time passou pelo Fast na primeira fase e pegou o Vasco no Serra Dourada, sabendo que só a vitória interessaria. Mas não deu certo. A equipe empatava até os minutos finais quando o zagueiro Brunão entregou a bola do jogo para Wagner dar a classificação para os vascaínos.

A vinda de Hemerson Maria e um novo time para a Série B

A troca de comando deu chance para Hemerson Maria assumir o Vila Nova, que remontou a equipe para a disputa da Série B do Brasileirão. Entre os novos atletas, um chegou para ser destaque: o meia Alan Mineiro, que veio de empréstimo do Corinthians para o Tigrão.

Nas primeiras rodadas, tudo dava certo para o Vila Nova, que figurava na parte de cima da tabela e brigando pela liderança da competição. O grande triunfo foi quando o Vila deu o troco no Goiás pela perda do título goiano. Em pleno Serra Dourada e com mando esmeraldino, Alan Mineiro fez dois gols e garantiu a vitória em cima do rival.

A campanha no primeiro turno foi positiva e o Vila vencia muitos jogos, principalmente fora de casa. Venceu equipes como Figueirense, Boa Esporte, Santa Cruz, América-MG, Náutico e até mesmo o Internacional, no Serra Dourada. O detalhe é que por conta de brigas no clássico contra o Goiás, o Vila foi punido com perda de quatro mandos de campo, que foram revertidos em jogos de portões fechados.

A imprensa goiana já cogitava a possibilidade do Vila Nova ir para a Série A do Brasileirão, e deixando o Goiás, seu rival com mais dinheiro e infraestrutura na Série B. A diretoria fazia campanhas para a torcida vilanovense ir ao Serra Dourada e empurrar o time para a primeira divisão.

A queda de rendimento no segundo turno e a volta do 'Pesadelo de 2008'

O Vila Nova começou o segundo turno no mesmo ritmo do primeiro. Vencia jogos importantes e continuava na luta pelo acesso á primeira divisão. Mas em um certo momento, o time colorado começou a oscilar. A primeira "derrapada" veio contra o Náutico, lanterna da Série B, perdendo em casa por 1 a 0.

Após isso, uma série de empates foi deixando o Vila Nova longe do G-4. A começar pelo jogo em casa com o Brasil de Pelotas, resultado que prejudicou o time colorado em algumas posições. Após isso, veio o empate contra o Goiás, um jogo de torcida única a pedido do Ministério Público para evitar novos confrontos. Mesmo apenas com vilanovenses no estádio, o Vila perdeu muitas chances e ficou no 0 a 0 com o debilitado rival lutando contra o rebaixamento.

Depois do empate, começaram a se cogitar a volta do "Pesadelo de 2008", ano em que o Vila Nova teve tudo para subir á Série A e faltando três jogos para o fim, acabou ficando de fora. O trauma era tanto e o assunto era tão falado na imprensa, que o público colorado foi caindo aos poucos no estádio.

Novos empates melancólicos vieram. Contra Santa Cruz, Oeste e Figueirense, o time saiu vaiado de campo pelo seu torcedor. Para piorar, o Vila perdeu jogos para equipes que brigaram diretamente pelo acesso como o Ceará, América-MG e Paraná.

O time lutou até o final e na penúltima rodada, o objetivo foi frustado. Mesmo vencendo o Náutico no Recife por 2 a 1, o Paraná venceu o CRB e pegou a última vaga que restava para a primeira divisão, deixando o Vila Nova impossibilitado de alcançar a quarta colocação.

O que esperar para 2018?

A expectativa para 2018 é boa, mesmo com a frustração pelo "não-acesso" ainda ser muito comentada. O clube terá um novo presidente no Conselho Deliberativo, que será Hugo Jorge Bravo, ex-diretor de futebol do clube. Ecival Martins ficará no cargo como presidente executivo e ambos tem o apoio da torcida vilanovense.

Na questão de técnico e jogadores, o Vila Nova também recebeu algo positivo. Hemerson Maria renovou seu contrato com o clube, além de Alan Mineiro, que está apenas aguardando o aval do Corinthians para ficar no clube colorado por mais um ano.

Novos reforços estão por vir e o objetivo do clube em 2018 é ser campeão goiano, além de conquistar o acesso para a Série A, deixando realizar um sonho para o colorado que não acontece desde 1985.