Como o América poderá encerrar um jejum de 15 anos sem conquistar o título mineiro?

Com grandes possibilidades de conquistar mais um título mineiro, o América terá que usar da experiencia de alguns jogadores e do técnico Givanildo Oliveira para levantar da taça

Como o América poderá encerrar um jejum de 15 anos sem conquistar o título mineiro?
Foto: Divulgação/América-MG

Mais do que a possibilidade de conquistar um título estadual, o 16º em sua história, o América carrega consigo um jejum difícil para qualquer clube grande aceitar. O time americano não ganha um Campeonato Mineiro desde 2001, quando bateu o próprio Atlético.

Após uma campanha com altos e baixos, principalmente, quando falamos em partidas fora de casa, onde o América não ganhou nenhum jogo, o Coelho chegou a decisão deste Estadual devido a uma reação espetacular nas últimas partidas da primeira fase e dois embates muito bons na semifinal contra o Cruzeiro.

Para a decisão do Campeonato Mineiro, o América terá desafios importantes a superar. O primeiro deles é a qualidade técnica. O time americano foi montado após uma debandada geral de quase todos os jogadores que participaram da bem sucedida campanha no Brasileiro da Série B em 2015. O Coelho demorou algum tempo para encaixar a melhor formação, e ainda trabalha neste projeto.

Outro desafio é a vantagem atleticana. Por ter feito melhor campanha, o Atlético pode ser campeão com dois empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols. O América precisará entrar em campo para vencer um dos dois jogos, e cabe ao Coelho jogar nestas finais o que não jogou nesta temporada.

Para passar por cima de tais desafios, o América pode se apegar a três destaques do time, e que podem ser decisivos durante os dois jogos. São eles:

Givanildo Oliveira

O treinador do América é de longe o mais experiente dentre todos os outros treinadores que trabalharam neste Campeonato Mineiro. O comandante americano está no futebol há quase 50 anos, sendo 33 destes só no comando técnico. Foi campeão pernambucano, paraense, alagoano e baiano. Acumula o apelido de “Rei do Acesso”, por ter em seu currículo seis promoções no Campeonato Brasileiro. Tanta bagagem pode servir de base para que Givanildo passe aos jogadores toda a sua experiência, além de ser um trunfo diante de Diego Aguirre, que sequer tem a metade de tempo como técnico de futebol frente a Giva.

Leandro Guerreiro

Se fora de campo quem comanda é Givanildo Oliveira, dentro de campo, é Leandro Guerreiro quem manda. Capitão do time americano, Guerreiro é uma referência no interior das quatro linhas. O jogador tem passagens por grandes clubes e está no América desde 2014, quando saiu do Cruzeiro na temporada anterior. Com suas orientações, Guerreiro orienta a defesa, marca, ataca, e coordena os atletas. Tanta importância serve de motivação para os mais jovens e recentes jogadores do elenco do Coelho.

João Ricardo

O goleiro de 27 anos é quase uma unanimidade entre os torcedores do América. Com grandes defesas, além de uma presença marcante entre os defensores, João Ricardo tem tudo para ser um grande trunfo dentro de campo, parando o ataque do Atlético, que é o mais positivo do campeonato com 29 gols, sendo nove anotados por Robinho, artilheiro do Estadual.


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