De virada e com gol contra no fim, Chapecoense bate América-MG no Independência

Após um primeiro tempo ruim, os catarinenses mostraram atitude na etapa final e conquistaram a vitória sobre o Coelho nos minutos finais da partida

De virada e com gol contra no fim, Chapecoense bate América-MG no Independência
Foto: Divulgação/América-MG
América-MG
1 2
Chapecoense
América-MG: João Ricardo; Helder (Christian, min. 75), Alison, Éder Lima e Gilson; Leandro Guerreiro, Juninho, Pablo (Diego Lopes, min. 89), Matheusinho (Eisner Loboa, min. 80) e Osman; Michael. Técnico: Enderson Moreira.
Chapecoense: Danilo; Gimenez (Sergio Manoel, min. 45), Willian Thiego, Filipe Machado e Dener; Gil (Martinuccio, min. 69), Josimar e Cleber Santana; Lucas Gomes, Kempes e Hyoran (Thiaguinho, min 77). Técnico: Caio Júnior.
Placar: 1-0, min. 45, Gilson (pênalti), 1-1, min. 71, Lucas Gomes e 1-2, min. 90+2, Alison (contra)
ÁRBITRO: Flávio Rodrigues de Souza (SP). Auxiliares: Herman Brumel Vani (SP) e Anderson José de Moraes Coelho (SP)
INCIDENCIAS: 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. Partida disputada no Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).

Corajosa, a Chapecoense pressionou o América-MG e venceu o Coelho, de virada, por 2 a 1, no Estádio Independência. A partida foi disputada valendo pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro. O gol americano foi marcado por Gilson, cobrando pênalti. Lucas Gomes e Alison, contra, viraram o marcador para a Chape.

Pelo futebol mostrado no primeiro tempo, pensava-se que a partida seria ruim para os dois lados. O América-MG que estava melhor conseguiu sair vencedor. No entanto, não teve forças, e não atacou na segunda etapa, dando coragem a Chapecoense em acreditar que poderia sair de campo vencedora. 

Na próxima rodada, o América-MG vai até o Barradão encarar o Vitória, domingo (28), às 18h30. Já a Chapecoense enfrentará o Flamengo, no mesmo dia, só que às 16h, na Arena Condá. 

Primeiro tempo frio e sem grandes emoções

O América-MG entrou em campo com a estreia do zagueiro Éder Lima, em lugar de Sueliton, suspenso. A Chapecoense, sem grandes problemas, foi para o jogo tentar a vitória e se aproximar dos primeiros colocados. 

Nos primeiros minutos, a Chapecoense adiantou sua marcação, tentando induzir o América-MG ao erro. Com jogadores velozes no ataque, a pressão era incessante, mas não durou muito tempo. Com tranquilidade, sem inventar muito, o Coelho ajeitou a casa e se assentou dentro de campo. 

O América-MG demonstrou segurança defensiva, sem deixar de explorar ofensivamente os laterais Helder e Gilson. A dupla de volantes Leandro Guerreiro e Juninho, além da solidariedade de Osman e, principalmente, de Matheusinho, o Coelho evitou maiores transtornos. A Chapecoense era lenta com a posse de bola, além de depender demasiadamente de Cleber Santana. O time Índio Condá apenas assustou em bolas paradas proporcionadas pelo Coelho. 

A melhor chance de ataque foi do América, após um contra-ataque bem puxado por Matheusinho, e no último passe de Osman, o atacante Michael finalizou sem força, facilitando a defesa do goleiro Danilo. No final do primeiro tempo, a garra do lateral-esquerdo Gilson foi premiada. Após roubar a bola duas vezes, o defensor sofreu penalidade máxima. Na batida, ele mesmo cobrou e marcou o primeiro gol do Coelho aos 45 minutos.

Chapecoense é mais audaciosa e sai vencedora

Sem realizar uma boa atuação no primeiro tempo, a Chapecoense voltou para o segundo tempo mais fogosa. O América-MG tentou controlar a partida como fez em boa parte da etapa inicial. No entanto, o jogo foi fugindo das mãos americanas com o passar dos minutos.

O técnico Caio Júnior explorou o lateral-esquerda, enxergando que existia um espaço grande nas costas de Helder, defensor direito do América. Tanta pressão da Chapecoense e a acomodação do América-MG resultaram no empate. Aos 26 minutos, após a entrada de Martinuccio em lugar de Gil, o atacante Lucas Gomes aproveitou o cruzamento e cabeceou para as redes de João Ricardo

Com mais homens de frente, a Chapecoense pressionou o América-MG. Completamente acuada, a defesa americana passava por seguidos momentos de perigo. No ataque, o Coelho era inoperante, sempre errando na criação de jogadas, facilitando o contra-ataque adversário.

Aos 36 minutos, o time da Chapecoense, merecedor do segundo gol, reclamou de uma penalidade máxima cometida pelo volante Juninho, do América-MG. O jogador americano comete o pênalti, pois usa o braço como recurso para não deixar a bola escapar. 

No final da partida, o empate era lucro para o América-MG, mas aos 46 minutos, após levantamento na grande área de Lucas Gomes, o zagueiro Alison não se entendeu com o goleiro João Ricardo e cabeceou a bola para as redes americanas. Gol contra que deu a vitória para a Chapecoense.