Atlético-MG joga mal, mas gol de Pratto garante vantagem mínima contra o Juventude

Atacante argentino marca pelo terceiro jogo seguido e dá vitória magra ao Galo, no Mineirão

Atlético-MG joga mal, mas gol de Pratto garante vantagem mínima contra o Juventude
Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG
Atlético-MG
1 0
Juventude
Atlético-MG: Victor; Carlos César, Leonardo Silva, Erazo (Gabriel, min. 8/1º), Fábio Santos; Júnior Urso, Rafael Carioca; Clayton (Patric, min. 25/2º), Cazares (Dátolo, min. 19/2º), Robinho; Pratto. Técnico: Marcelo Oliveira.
Juventude: Elias; Neguete (Caprini, min. 27/2º), Micael, Ruan Renato, Pará; Bruninho, Wanderson; Wallace, Roberson (Vidal, min. 17/2º), Romarinho (Hugo Almeida, min. 38/2º); Caion. Técnico: Antônio Carlos Zago.
Placar: 1-0, min. 17, Lucas Pratto.
ÁRBITRO: Vinícius Furlan (Asp. Fifa/SP). Cartões amarelos: Carlos César (min. 17/2º), Rafael Carioca. Cartão amarelo: Carlos César (min. 23/2º)
INCIDENCIAS: Partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, realizada no estádio Mineirão, em Belo Horizonte/MG. Público: 36.846 mil telespectadores.

O Atlético-MG jogou mal na noite desta quarta-feira (28), mas conseguiu vencer o Juventude, por 1 a 0, no Mineirão, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. A equipe alvinegra caiu de produção ainda no primeiro tempo após o gol de Lucas Pratto – o terceiro consecutivo do argentino –, e perdeu o lateral-direito Carlos César, expulso, no segundo. Porém, conseguiu segurar o resultado até o apito final do árbitro.

Agora, o Atlético joga por um empate em Caxias do Sul, no próximo dia 19 de outubro, às 19h30, pelo jogo de volta, para poder se classificar às semifinais da competição. Uma vitória do Juventude por 1 a 0 leva o duelo para as penalidades máximas. Triunfo acima de 2 a 0 dá a classificação ao time gaúcho.

Pratto abre o placar, mas Galo cai de rendimento

Os torcedores que foram ao Mineirão não pararam de cantar no início do jogo para empurrar o Atlético. Porém, o time alvinegro sofria para encaixar boas jogadas no setor ofensivo. O Juventude, por sua vez, tentava cadenciar o duelo nos minutos iniciar e aposta nos contra-ataques a fim de surpreender o Galo.

No entanto, o Atlético foi preciso quando trabalhou a bola com calma. Lucas Pratto deu início à jogada pelo meio, inverteu o jogo para Carlos César que invadiu a área e devolveu para o camisa 9 argentino marcar. Logo depois, Cazares, em chute de desviou Micael, quase ampliou o placar.

O Galo dominou as ações do jogo até os 25 minutos, mas a equipe alvinegra se desconcentrou e permitiu que o Juventude chegasse com perigo por duas vezes. Na primeira, o atacante Roberson construiu a jogada que terminou com uma bola no travessão arrematada por ele mesmo após desvio no zagueiro Gabriel – que entrou no lugar de Erazo, lesionado. Depois, já nos acréscimos, Pará arriscou de fora da área e obrigou Victor a realizar uma difícil defesa.

Carlos César é expulso e Atlético sofre pressão do Juventude

Os primeiros cinco minutos do segundo tempo assustaram a torcida atleticana. Isso porque, em meio à pressão do Juventude, o capitão Roberson – homem que mais incomodava a defesa do Galo no jogo – fez boa jogada pela direita e achou Romarinho na área, que finalizou com muito perigo.

O Atlético sofria com os meus problemas da primeira etapa: constantes erros de passe no meio-campo. Prova disso, o atacante Robinho não conseguia repetir as boas atuações das últimas rodadas. O setor de criação estava sem brilho. Para tentar melhorar a situação, Marcelo Oliveira sacou Cazares – jogador que mais errou passe na partida: seis – para colocar o argentino Dátolo.

Porém, o momento do Atlético só piorou quando o lateral-direito Carlos César foi para o chuveiro por uma entrada violenta no meio de campo. A expulsão obrigou o técnico atleticano a tirar Clayton e mandar o versátil Patric para o gramado. Na reposta, Antônio Carlos Zago, comandante do Juventude, deixou o time mais ofensivo com a entrada do atacante Caprini.

Os visitantes assustaram em chute de longa distância de Pará, que passou próximo à trave esquerda de Victor. A tônica do jogo se inverteu nos minutos finais: Atlético segurava para sair em contragolpe, com Pratto e Robinho; Juventude pressionava. Contudo, o placar permaneceu 1 a 0 até o apito final do árbitro.