Fragilidade defensiva fora de casa pode ser um problema para Atlético-MG contra o Grêmio

Ataque alvinegro, um dos melhores da temporada, contrasta drasticamente com sistema defensivo altamente vazado: Galo levou sete gols em seis jogos

Fragilidade defensiva fora de casa pode ser um problema para Atlético-MG contra o Grêmio
Fragilidade defensiva fora de casa pode ser um problema para Atlético-MG contra o Grêmio

A Copa do Brasil 2016 entra em seus dois últimos capítulos. Protagonistas da final, Atlético-MG e Grêmio decidem, nos dias 23 e 30 de novembro, quem fica com a taça. Seis títulos estarão em campo: cinco do time gaúcho e um dos mineiros. Dentre os times, a conquista mais recente vem dos mineiros, em 2014, sobre o arquirrival Cruzeiro. Já os gaúchos não levantam a taça desde 2001, sendo este o último triunfo nacional do tricolor.

Dor de cabeça para Marcelo Oliveira: alto número de gols sofridos

Há um ditado no mundo do futebol que diz: "Ataques ganham jogos, defesas ganham campeonatos.". Prova fidedigna de que esta não é apenas uma frase feita, o Galo tem em seu sistema defensivo o "calcanhar de Aquiles" da temporada. Usando como exemplo o Campeonato Brasileiro, até o momento, o time comandado por Marcelo Oliveira sofreu 45 gols, sendo uma das defesas mais vazadas da competição.

Na Copa do Brasil, mesmo entrando já nas oitavas, o desempenho defensivo também é ruim. Foram sete gols sofridos em seis jogos, média superior a um por partida. Para deixar ainda mais alerta o atleticano, cabe citar que o Grêmio marcou gols em todos os seus adversários em jogos fora de casa (Atlético-PRPalmeiras e Cruzeiro). O time gaúcho também integrou o torneio a partir das oitavas de final.

Ciente do desequilíbrio do esquema de jogo alvinegro, que permite um toque de bola até tranquilo do adversário, Marcelo Oliveira alerta que será necessária uma melhora no setor. "A gente tem tido dificuldades nisso, não só pelos gols sofridos, mas pelas situações criadas pelos adversários, como cruzamentos na área. Para ganhar a Copa do Brasil, vamos ter que melhorar muito nesse sentido", declarou.

Pensa, Marcelo Oliveira, pensa... (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

Citando a ofensividade como uma das razões de tantos espaços atrás e do alto número de gols sofridos, o treinador do Galo pontua que o maior desafio é conciliar a ofensividade, que é uma marca do time, detentor de um dos melhores ataques entre os 20 clubes da Série A, com o poder de marcação. A recomposição, segundo Marcelo, é o melhor caminho, fazendo com que todos marquem, começando pelo centro avante.

"Um time que ataca muito, normalmente deixa espaço atrás. Podíamos lembrar que a defesa mudou muito por causa de contusões. Mas isso não explica totalmente o número de chutes. O time deveria ser mais equilibrado, atacar de forma mais equilibrada. Esse é o desafio, montar um time que possa recompor rápido. Não passa só pela linha de defesa. O time tem que começar a marcar na frente, o atacante passa a ser o primeiro zagueiro", ressaltou.

Erazo é dúvida para o primeiro jogo da final

Como se já não bastassem os problemas existentes, Erazo é dúvida para a primeira partida da final (Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG)

O já fragilizado setor de defesa do Atlético-MG pode contar com mais um desfalque para o jogo desta quarta-feira (23). Além de Leonardo Silva, ausente há um mês devido a uma lesão na coxa, Erazo também pode ficar de fora, com dores no tornozelo direito. Ou seja, para dificultar ainda mais as coisas, a dupla de zaga pode ser Edcarlos e Gabriel que, apesar de assumir a titularidade após a saída do autor do gol do título da Libertadores de 2013, ainda tem se adaptado ao esquema de Marcelo Oliveira.