Com melhor aproveitamento do returno, Avaí recebe Atlético-MG buscando se afastar do Z-4

Leão não perde a cinco rodadas no Brasileiro e, se vencer, ultrapassa o Galo na tabela; Fred ganha nova chance no CAM

Com melhor aproveitamento do returno, Avaí recebe Atlético-MG buscando se afastar do Z-4
Foto: Bruno Cantini / Atlético
Avaí
Atlético-MG
Avaí: Douglas; Leandro Silva, Alemão, Betão, Capa; Judson, Wellington Simião; Júnior Dutra, Pedro Castro, Willians (Juan); Joel. Técnico: Claudinei Oliveira
Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel, Fábio Santos; Adilson, Elias; Valdívia, Cazares, Luan; Fred. Técnico: Rogério Micale
ÁRBITRO: Andre Luiz de Freitas Castro, que será auxiliado por Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha, todos de GO
INCIDENCIAS: Partida válida pela 24ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro 2017, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, SC; a partida começa às 11h

Sem perder a cinco rodadas, o Avaí tenta manter sua sequência positiva no Campeonato Brasileiro diante do Atlético-MG, neste domingo (17). O time catarinense saiu da zona de rebaixamento após 18 rodadas por conta de sua boa fase, enquanto o Galo quer se reaproximar da zona de Libertadores. A partida na Ressacada começa às 11h.

No primeiro turno, no Independência, o Atlético-MG venceu por 1 a 0, com gol de Fred. No histórico, foram 15 jogos oficiais entre as equipes, com 10 vitórias do Galo, quatro empates e apenas uma vitória do Avaí. Pelo Brasileiro, o time catarinense nunca venceu o rival mineiro: três empates e seis derrotas.

Juan é a única dúvida no Avaí

A vitória por 1 a 0 diante do Sport, em Recife, finalmente tirou o Avaí da zona de rebaixamento. Depois de mais de 100 dias entre os quatro últimos, o Leão subiu para 28 pontos após cinco jogos de invencibilidade e assumiu a 14ª colocação. No returno do Brasileiro, ninguém fez mais pontos que o Avaí (10).

Em relação à rodada anterior, a única dúvida do técnico Claudinei Oliveira é o meia Juan, que sofreu com desconforto muscular durante toda a semana e dificilmente terá condições de jogo. Se não puder ser escalado, Willians entra no time titular. Na zaga, Alemão retorna para o lugar de Airton. 

"O Willians é a alteração natural, até pelo ritmo de jogo. Sempre tem entrado bem, talvez seja o que tem mais ritmo dos que estão de fora. Temos a confiança que ele pode suportar os 90 minutos. Muda um pouco a característica, mas a forma de jogar é a mesma. O Willians um pouco mais agudo, o Juan mais posse de bola. Vamos ter o mesmo padrão tático, em casa adiantar mais a marcação, mas sem perder a consistência defensiva", explicou o treinador.

Claudinei ressaltou que, apesar da saída da zona de rebaixamento e da boa fase, o Avaí precisa continuar focado para seguir somando pontos e se afastar da situação que ainda é perigosa no Brasileiro.

"Temos que pontuar o máximo possível no campeonato. Depois que chegarmos nos 45 pontos, que é o ideal ali para não cair, tem que começar a olhar pra cima. Não esquecer que estávamos há quase 100 dias na zona de rebaixamento, é dia pra caramba. Temos que valorizar o que fizemos e não esquecer o que passou para não passar de novo. Não adianta sair agora e voltar pra zona de rebaixamento logo depois", alertou.

Em posição incômoda, Galo precisa da vitória para focar no G-6

O empate diante do Palmeiras, em casa, por 1 a 1, foi frustrante para o Atlético-MG, principalmente pela vantagem numéria - que chegou a ser de dois jogadores - na última rodada. Com 30 pontos, o Galo ocupa o 11º lugar, quatro pontos atrás do G-6 e com a mesma distância de vantagem para o Z-4. Se perder nesse domingo (17), será ultrapassado pelo Avaí na tabela.

O técnico Rogério Micale ainda não conseguiu uma sequência de bons resultados com o Galo, e, apesar do pouco tempo no comando do time, já sente a pressão pela melhora do rendimento. Para o treinador, a equipe vem evoluindo e é questão de tempo para que isso seja mostrado em campo.

"Vejo que os jogadores têm se empenhando em entender. Converso muito com eles, coletivamente e individualmente. A gente espera que a equipe assimile o mais rápido possível. É um processo, e ele não acontece de uma hora para outra. No Brasil, a gente acha que isso tem que acontecer em dois meses, e em um mês e meio tudo tem que estar pronto para que o resultado venha. Eu vejo uma resposta positiva dos jogadores, a equipe tem demonstrado isso. A gente quer que isso se torne uma rotina, que a gente ganhe uma regularidade, para que solidifique isso cada vez mais, a gente adquira confiança e a gente embale", explicou.