Vila Nova supera Bahia pelo placar mínimo fora de casa e se distancia ainda mais do Z-4

Com gol solitário de Fabinho, no segundo tempo, Tigre leva a melhor e complica ainda mais situação do Esquadrão, que soma uma vitória nos últimos seis jogos

Vila Nova supera Bahia pelo placar mínimo fora de casa e se distancia ainda mais do Z-4
Foto: Felipe Oliveira/Bahia
Bahia
0 1
Vila Nova
Bahia: Jean; Hayner, Jackson, Lucas Fonseca (Éder, intervalo) e João Paulo; Feijão, Danilo Pires (Thiago Ribeiro, intervalo), Juninho e Renato Cajá; Hernane (Luisinho, min. 67) e Edigar Junio. Técnico: Guto Ferreira
Vila Nova: Edson; Magno Silva, Guilherme, Gustavo (Anderson, min. 42) e Marcelo Cordeiro; Reginaldo, Victor Bolt, Robston, Jean Carlos e Fernando Neto (Roger, min. 71); Fabinho (Vandinho, min. 59). Técnico: Guilherme Alves
Placar: 0-1, min. 55, Fabinho
ÁRBITRO: Rafael Traci (PR). Cartões amarelos: Gustavo (min. 15), Feijão (min. 30), Renato Cajá (min. 45), Hayner (min. 48), Jean Carlos (min. 49) e Anderson (min. 72). Cartão vermelho: Hayner (min. 91)
INCIDENCIAS: Partida válida pela 15ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro 2016, disputada na Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia

Com somente uma vitória conquistada nos últimos cinco confrontos, o Bahia duelou com o Vila Nova visando se recuperar na Série B do Campeonato Brasileiro 2016. Em partida pela 15ª rodada, realizada na Fonte Nova em Salvador, o Esquadrão seguiu com atuação abaixo do esperado e viu o Tigre levar a melhor pelo placar mínimo, com gol marcado por Fabinho.

Devido ao resultado negativo, o Tricolor de Aço vê o G-4 se distanciar e permanecendo com 20 pontos e na 9ª colocação, podendo ainda ser ultrapassado pelos rivais diretos. O Colorado, porém, chega à mesma pontuação e pula para a 10ª posição, se afastando cada vez mais do Z-4, aberto pelo Bragantino, que soma 11 pontos.

Os times voltam a campo, pela 16ª rodada da Segundona, na próxima semana. Os baianos vão até São Luís enfrentar o Sampaio Corrêa na sexta-feira (15), às 21h30, no Castelão, enquanto os goianos encaram o Brasil de Pelotas no sábado (16), às 16h, em estádio indefinido, mas com a tendência de ser no Bento Freitas, que deverá ser liberado pela CBF.

Times pecam na finalização e vão ao intervalo no zero

Precisando apenas da vitória para viverem situação mais confortável na tabela, Bahia e Vila Nova começaram um duelo sem muita emoção e com poucos lances ofensivos dos dois lados. Apesar da vantagem do fator casa, o Esquadrão era mais presente no campo de ataque, mas a baixa produtividade deixou o jogo em ritmo fraco.

Empurrado pela torcida, o time baiano demonstrou que estava com mais intensidade e teve sua primeira grande oportunidade. Depois de boa cobrança de escanteio na pequena área, vinda dos pés de Renato Cajá, o zagueiro Jackson subiu livre e testou sobre o travessão. Pouco depois, o mesmo Renato Cajá bateu falta colocada, entretanto a bola passou por toda a extensão e sem desvios.

Na pressão, o Tricolor de Aço teve nova chance de abrir o placar, mas não demonstrou eficiência. Cajá, o único lúcido no meio-campo até o momento, recebeu na área, porém foi travado no chute. A sobra ficou com Juninho, que soltou o pé e levou muito perigo à meta do goleiro Edson.

Sem se acomodar nas quatro linhas, o Vila mostrou que estava vivo e poderia reagir a qualquer momento. Jean Carlos, à distância, cobrou falta com muito veneno e mandou rente à trave, dando susto em Jean e criando o primeiro lance. Nos minutos finais, com duas jogadas, os alvirrubros ficaram próximos de ficar à frente no marcador, contudo não foram eficazes. Jackson falhou sozinho e de frente para Fabinho, que finalizou mal e não acertou o alvo. Em seguida, Reginaldo deixou na medida para Guilherme Teixeira, que cabeceou e viu o camisa 1 dos mandantes fazer um milagre.

Tigre explora erros para marcar e confirma triunfo

Para a etapa final, Guto Ferreira demonstrou muita insatisfação com a produção do setor ofensivo e resolveu dar novo gás. O comandante tirou o zagueiro Lucas Fonseca e o volante Danilo Pires, promovendo as entradas do lateral Éder e do atacante Thiago Ribeiro. Apesar das mudanças, quem teve a primeira chance foi o Tigre, que explorou os erros e abriu o placar. Jean Carlos recebe livre na esquerda e precisa de duas tentativas para cruzar e achar Fabinho livre, que cabeceou e mandou no fundo do barbante.

Logo após ficar em desvantagem, o Bahia foi para cima e quase foi ao empate. Edigar Junio recebeu com liberdade e bateu colocado, mas Edson fez uma brilhante defesa e impediu. Mesmo com os torcedores a favor, o Esquadrão estava mal em campo e pouco criou, deixando a torcida apreensiva.

Visando segurar os - ainda que raros - ímpetos do ataque adversário, Guilherme Alves reforçou o fôlego da marcação. O volante Fernando Neto, cansado, deu vez ao companheiro de posição Roger, que entrou com muita vontade, no entanto pouca intensidade. Apesar disso, foi o anfitrião que teve nova oportunidade de marcar. Após bate-rebate na pequena área, o rebote ficou com Edigar Junio, que chutou forte e viu a pelota ir próximo à trave.

Já nos acréscimos, o que estava ruim aos anfitriões, piorou. O lateral-direito Hayner perdeu a cabeça e deu uma cotovelada desnecessária em Marcelo Cordeiro, recebendo o cartão vermelho direto, deixando a equipe com um a menos. No contra-ataque, o Colorado perdeu bom lance para sacramentar o triunfo e marcar pela segunda vez. O meia Maguinho fez boa jogada individual pelo lado direito e disparou com velocidade, todavia se precipitou na finalização e Lomba fez a defesa sem esforços e com o resultado permanecendo inalterado até o final.