Bahia e Brasil de Pelotas medem forças em confronto direto na briga pelo acesso

Fora do G-4, equipes duelam por uma vaga e buscando se consolidar na luta a caminho da Série A

Bahia e Brasil de Pelotas medem forças em confronto direto na briga pelo acesso
Foto: Carlos Insaurriaga / G.E. Brasil
Bahia
Brasil de Pelotas
Bahia: Muriel; Eduardo, Jackson, Tiago e Moisés; Juninho, Luiz Antônio e Renato Cajá; Wesley Natã, Edigar Júnio e Hernane. Técnico: Guto Ferreira
Brasil de Pelotas: Eduardo Martini; Weldinho, Cirilo, Leandro Camilo e Marlon; Leandro Leite, Marcão (Galiardo), Jonatas Belusso, Diogo Oliveira e Nathan (Marcão); Ramon. Técnico: Rogério Zimmermann
ÁRBITRO: Antônio Rogério Batista do Prado (SP)
INCIDENCIAS: Partida válida pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, disputada na Arena Fonte Nova, em Salvador, às 21h00 desta sexta-feira (14).

O Bahia recebe o Brasil de Pelotas na noite desta sexta-feira (14), às 21h30, pela 31ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Ambas as equipes atingiram um patamar de garantir a permanência entre os 40 clubes do país em 2017 e projetam mais para essa reta final. Com altos investimentos, o Tricolor baiano de Guto Ferreira carrega consigo uma pressão pelo acesso à Série A. Do outro lado, Rogério Zimmermann conduz um Brasil em um sonho antes muito distante, mas agora possível.

O Bahia soma 46 pontos, na sexta colocação, enquanto o Brasil soma 45, na oitava. O quarto e o quinto na tabela, respectivamente Avaí e Londrina, somam 48 e estão alcançáveis às duas equipes que duelam na Fonte Nova. No primeiro turno, o Brasil derrotou o Tricolor baiano por 2 a 1, em jogo disputado em Caxias do Sul, no estádio Centenário.

Diante do Brasil de Pelotas, Bahia não deve ter surpresas

O técnico Guto Ferreira não costuma confirmar escalações com antecedência, mas, contra o Xavante, o treinador ganha o retorno do lateral-esquerdo Moisés. No ataque, Wesley Natã deve ser mantido para formar a frente com Edigar Júnio e Hernane.

Guto concedeu entrevista coletiva na Arena Fonte Nova e comentou as mudanças na escalação da equipe durante o Campeonato Brasileiro. O próprio treinador só abarcou-se ao Bahia com o certame em andamento, após deixar o comando da Chapecoense.

"Da equipe que estava, houve troca em quase metade. Quando isso acontece, uma troca considerável, um grupo que passa por experiências novas, um aprendendo com o outro. Quando você escorrega, como escorregamos contra o CRB, são experiências assimiladas para o grupo novo. Os jogadores já passaram essa experiência em algum lugar, mas não passaram juntos. E será que passaram? Tem uma série de situações que só o momento é quem diz."

Após, Guto Ferreira ainda minimizou essas trocas e pediu o foco e atenção totais para a reta final, necessitando esta ser uma arrancada nas últimas oito rodadas pelo objetivo da subida ao G-4 e, consequentemente, para Série A:

"Mas não adianta ficar chorando, porque foi uma escolha para se qualificar. Se quisermos chegar, precisamos assimilar todas as experiências e ultrapassar obstáculos, para que possamos, sim, dar essa guinada. Se não dermos essa guinada, não vamos atingir o objetivo final. Esse é o momento, porque é o momento que resta, não tem outro", enfatizou sobre a situação dos baianos na tabela."

O provável Bahia a campo contra o Brasil deve ter: Muriel; Eduardo, Jackson, Tiago e Moisés; Juninho, Luiz Antônio e Renato Cajá; Wesley Natã, Edigar Júnio e Hernane.

Zimmermann precisa superar ausência de atletas suspensos

São três jogadores da base titular ausentes para enfrentar mais um jogo no Nordeste. Após a derrota para o Náutico, por 2 a 0, o Brasil de Pelotas trocou Recife por Salvador. O clube ainda negociou viagem de avião para seus torcedores aproveitarem o fim de semana no calor brasileiro.

O técnico Rogério Zimmermann não conta com o volante Washington, expulso no primeiro tempo do jogo anterior. O meia Felipe Garcia, artilheiro do clube, e o atacante de velocidade Elias também estão fora.

Nos lugares dos suspensos, o técnico tem algumas dúvidas para formular a escalação dos 11 iniciais. O favorito na vaga de Washington é Marcão, jogador de mais combate e marcação, mas pode haver a chegada de Nem nos titulares. Felipe Garcia pode dar lugar a Marcos Paraná e o ataque, ao lado de Ramon, tem as opções de Jonatas Belusso, o experiente Gustavo Papa e ainda de Nathan correndo por fora.

Para formar a defesa, Rogério Zimmermann ganha o retorno do lateral-esquerdo Marlon, antes substituído por Brock. O time base do Brasil deve ser: Eduardo Martini, Weldinho, Leandro Camilo, Cirilo e Marlon; Leandro Leite, Marcão; Diogo Oliveira, Marcos Paraná; Ramon e Jonatas Belusso (Gustavo Papa).

O Brasil já conquistou o primeiro objetivo, o de permanência na Série B. Com chances de embolar a briga pelo G-4, mais um jogo para os rubro-negros buscarem pontos fora de casa e incomodarem os clubes de maior tradição no torneio.