Defesa forte x ataque fraco: o desequilíbrio que pode atrapalhar o Botafogo

Apesar de ter a defesa menos vazada da competição, Botafogo preocupa a torcida devido a seu ataque pouco eficiente

Defesa forte x ataque fraco: o desequilíbrio que pode atrapalhar o Botafogo
(Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

Neste domingo (8), Botafogo e Vasco se enfrentam mais uma vez no Maracanã, às 16h, em jogo válido pela final do Campeonato Carioca. Na primeira partida, vitória cruzmaltina por 1 a 0, gol de Jorge Henrique. Com o resultado, o time comandado por Jorginho tem a vantagem do empate. Se o Botafogo vencer por um gol de diferença, o título vai ser decidido nos pênaltis.

No primeiro confronto, o Botafogo pressionou a equipe vascaína durante grande parte do jogo, fazendo muitos considerarem que a equipe treinada por Ricardo Gomes foi superior na partida. Porém, o Botafogo esbarrou na ineficiência de seu setor ofensivo no momento da finalização e com isso não conseguiu balançar as redes.

No ataque, o Botafogo vê em Ribamar uma grande esperança. O jovem de apenas 18 anos vem sendo o grande motor do time e chama atenção por sua força e velocidade. Como defeito, o atacante perde muitos gols em oportunidades claras. Ribamar atua mais como um segundo atacante do que como um típico 9, que tem o último toque antes do gol.

Esta função havia sido designada a Luis Henrique, que demonstrou muitas qualidades, mas ainda é muito novo e não consegue carregar o peso da responsabilidade de ser o  artilheiro do time. Com o tempo, ele perdeu espaço no time titular e passou a frequentar o banco de reservas.

Por outro lado, a defesa alvinegra teve boas atuações durante todo o torneio estadual. Jefferson, apesar da falha no último domingo, e os zagueiros, entre eles Joel Carli, uma grata surpresa, se mostram seguros durante os 90 minutos e raramente comprometem. Com isso, o Botafogo teve a defesa menos vazada da competição.

Isso faz com que o gol alvinegro seja pouco ameaçado. Pegando o duelo do último domingo, por exemplo, o Vasco teve raras oportunidades de finalizar. O sistema de defesa alvinegro consegue, por muitas vezes, anular o poder ofensivo adversário.

Este desequilíbrio entre ataque e defesa pesou durante o torneio estadual. Nos clássicos, o Botafogo foi superior em muitos jogos - como por exemplo o 2 a 2 contra o Flamengo e 1 a 1 contra o Fluminense - mas não conseguiu sair com a vitória.

Por falar em clássicos, Botafogo e Vasco se enfrentaram três vezes na competição. São duas vitórias vascaínas e um empate. O que é curioso é que a pior atuação do Botafogo não foi em nenhuma das derrotas e sim no empate, com gol achado de Emerson de falta. Nos outros dois confrontos, superioridade alvinegra em campo, porém esbarrando nas suas dificuldades no ataque.

Isto pode pesar, pois o Botafogo precisa vencer por dois gols de diferença para ser campeão sem a necessidade de pênaltis. O time conseguiu fazer apenas um gol em três jogos contra o cruzmaltino, o que preocupa os alvinegros.

Por se tratar de uma final, o clima é diferente e tudo pode acontecer. Ainda assim, o Botafogo precisa jogar de modo mais agudo do que nos clássicos anteriores e buscar uma maior eficiência ao chegar ao ataque. Assim como ocorrera no primeiro duelo, a tendência é que o time da Estrela Solitária pressione o Vasco logo nos primeiros minutos. Os jogadores têm até 16h de domingo para treinarem mais finalizações o resultado poder ser visto na grande final.