Análise: volta de Jefferson e o tamanho da sua idolatria

Goleiro, que não jogava há 13 meses, fez chover em seu retorno e foi o principal fator que segurou um ponto ao Botafogo no jogo contra o Atlético-MG

Análise: volta de Jefferson e o tamanho da sua idolatria
Vitor Silva/SS Press/Botafogo

Um dos maiores ídolos do Botafogo no Século XXI e, com certeza, o grande ícone do atual plantel alvinegro, Jefferson retornou aos gramados. Após 13 meses parado por conta de uma grave lesão, o arqueiro fez milagre no empate em 1 a 1, no último domingo (9) diante do Atlético Mineiro pelo Campeonato Brasileiro.

O retorno não poderia ter sido melhor. O goleiro foi o principal fator que permitiu que o Botafogo conquistasse esse ponto para o resto do campeonato. Pegou pênalti, defendeu forte chute de fora da área, não ficou com medo quando esteve cara a cara com Robinho, provou ser um “homem de gelo” e não teve medo de se jogar ou se arrastar no chão quando necessário.  

Defesa do pênalti que abriria a vantagem do Atlético-MG (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)
Defesa do pênalti que abriria a vantagem do Atlético-MG (Foto: Vítor Silva/SSPress/Botafogo)

Mais do que isso, o mais importante é algo que só os jogadores dentro do campo e os torcedores alvinegros conseguem perceber: a sua presença. A comunicação com os outros atletas dentro de campo, a sua maneira de falar, de agir, tudo que não envolve apenas as suas defesas. Jefferson é um líder, um porta-voz de toda a torcida do Botafogo e por isso nunca deixou de ser o capitão alvinegro, mesmo quando esteve longe dos gramados.

Dos 34 anos de vida de Jefferson, dez – contando as duas passagens – ele passou com a camisa do Botafogo. Virou goleiro de Seleção Brasileira, jogou Copa do Mundo, foi considerado um dos melhores arqueiros da América e mesmo assim não conseguiu deixar o clube quando o mesmo passou pelo seu momento mais sombrio.

Jefferson há muito tempo deixou de ser um exemplo de lealdade e se tornou uma clara prova de amor e gratidão ao Glorioso. O Botafogo é Jefferson. Jefferson é Botafogo. Nos últimos anos, um não existiu sem que a presença do outro estivesse rondando. É uma conexão entre clube, jogador e torcida.

Torcida que fez questão de apoiar e gritar o seu nome a cada toque na bola que ele deu, mesmo que fosse um simples passe para quem estivesse por perto. Todo mundo que esteve presente no Estádio Nilton Santos fez parte de Jefferson, ajudando-o com as importantes defesas.

O goleiro jogou tanto quanto o tamanho da sua idolatria. Jefferson é o principal nome desse elenco e merecia, mais do qualquer outro, estar presente nesse maravilhoso momento que o clube está passando. Com todo respeito à Gatito Fernández, que merece ser aplaudido por tudo que fez até agora com a camisa alvinegra, mas “meta do Botafogo” é um sinônimo a Jefferson.

“Tanto o Botafogo precisa de mim quanto preciso do Botafogo. Acho que foi um casamento que deu certo. Falo para a minha esposa que sou torcedor do Botafogo hoje, amo o Botafogo. Eu me sinto em casa” – disse o goleiro, ao renovar contrato com o Glorioso no ano em que jogaria a segunda divisão.


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