Jair Ventura comenta sobre protestos da torcida: "Tem todo o direito"

Após mais uma derrota em casa, técnico alvinegro acredita que os protestos de torcedores ao fim da partida gritando "time sem vergonha" são válidos

Jair Ventura comenta sobre protestos da torcida: "Tem todo o direito"
Foto: Vítor Silva/SS Press/Botafogo

Após mais uma derrota em casa, o técnico Jair Ventura mostrou concordar com os protestos da torcida e disse que a atual pressão pela classificação para a Libertadores é melhor que a do ano passado, quando o técnico assumiu e o time estava na luta contra o rebaixamento.

"Quando se trabalha com time grande, com time gigante como o do Botafogo, está sempre sobre pressão. Prefiro ser cobrado por classificação à Libertadores do que para sair do rebaixamento. Quando eu cheguei, éramos 17º colocados"

Mesmo com a falha do goleiro Gatito Fernandéz no gol do Atlético-PR, o time do Botafogo não teve uma boa atuação. Jair relembrou a atuação eficiente dos visitantes e que o time paranaense não fez diferente.

"No Brasileiro desse ano, o maior número de vitórias vem sendo dos visitantes. Na última rodada, foram cinco. É uma tendência. Vencemos fora e perdemos um clássico. É a tendência, quando joga fora tem a situação de jogar em um erro do adversário, e o Atlético-PR fez muito bem isso. As nossas melhores chances passaram perto, não foram no gol. Não vou me defender nos indicadores"

Confira outros trechos da coletiva de Jair Ventura:

Fator casa: "Não teve pacto nenhum de chegar, a gente trabalha jogo a jogo. Não passa a ser um pesadelo jogar em casa não. Tivemos revés, mas não é pesadelo. Prefiro jogar com o apoio da minha torcida, provamos isso na Libertadores, na Copa do Brasil e no próprio Brasileiro"

Victor Luís: "É difícil trocar lateral por lateral, acaba mudando um pouco. Fez falta (o Victor Luís), mas não foi determinante. A gente não pode dizer que o Botafogo perdeu por conta disso"

Demissão de Guto Ferreira: "É o futebol, a gente sabe que é assim. Mas tenho me preocupar aqui. Falar do Inter, do Guto, prefiro não prolongar"