Polêmica com massagista e força ofensiva: a história e panorama da Aparecidense

Primeira adversária do Botafogo na Copa do Brasil, equipe goiana é conhecida por funcionário que tirou gols em cima da linha e por boas atuações em 2018

Polêmica com massagista e força ofensiva: a história e panorama da Aparecidense
Foto: Divulgação/AA Aparecidense

A Copa do Brasil 2018 terá seu interruptor ligado para o Botafogo na próxima terça-feira (6). Após ser um dos semifinalistas no torneio do ano passado, a equipe de General Severiano, agora treinada por Felipe Conceição, dará a primeira largada para tentar conquistar um título inédito em sua história. O primeiro adversário será a Aparecidense, de Goiás.

Mas, o que essa equipe pode oferecer? Como está seu desempenho em 2018? Quais são os destaques do elenco? A VAVEL Brasil preparou um especial destrinchando o primeiro adversário do Botafogo no principal torneio eliminatório do país. O confronto será decidido em jogo único, com o visitante tendo a vantagem do empate para se classificar – a partida será realizada no Estádio Annibal Batista de Toledo.

História

Fundado em 1985, a Associação Atlética Aparecidense apenas se profissionalizou em 1992, quando disputou a segunda divisão do Campeonato Goiano, o primeiro campeonato oficial e reconhecido pelas respectivas federações do Brasil de sua história. Após algumas tentativas, a primeira vez que a AAA conseguiu uma campanha de destaque foi em 1995, quando foi vice-campeão da Série B e, consequentemente, conquistou um lugar na elite do futebol goiano.

Após isso, muitas idas e vindas fizeram parte da história da Aparecidense, que alternava entre a primeira e a segunda divisão. Em 2010, porém, a equipe receberia o apoio do prefeito da cidade, ajudando no aspecto financeiro e no termo de infraestrutura, o que resultou na conquista da segunda divisão estadual.

Com o contínuo investimento e matendo a equipe-base campeã no ano anterior, a Aparecidense faria sua primeira campanha de destaque em 2011, ficando na sexta colocação do Campeonato Goiano, mostrando boas atuações, jogando de igual para igual, em certo ponto, com as principais equipes do estado, mas não conseguindo avançar para as fases finais do torneio.

Em 2012, a campanha seria melhor ainda e a equipe brigaria até a última rodada por uma vaga no quadrangular final. Apesar de não ter conseguido se classificar para a fase decisiva do Campeonato Goiano, a AAA iria realizar um grande feito já que, graças ao bom desempenho, conquistaria uma vaga na Série D do Brasileirão do ano seguinte, a primeira competição organizada pela CBF da equipe.

O caso Esquerdinha

A presença na quarta divisão do Brasileirão seria a primeira competição de âmbito nacional na história da Aparecidense. No Grupo A5 da Série D, a equipe de Goiás se classificaria na segunda posição, ficando atrás do Mixto, do Mato Grosso, por apenas um ponto de diferença, garantindo presença na próxima fase da competição, quando começariam os confrontos eliminatórios.

Nas oitavas de final, a Aparecidense seria emparelhada contra o Tupi, primeiro colocado do Grupo A6. No primeiro jogo, a equipe de Goiás empatou em casa por 1 a 1. O segundo jogo, disputado no Estádio Mario Helênio, marcava o placar de 2 a 2 até os 43 minutos do segundo tempo, o que daria a classificação para a AAA.

Em confusão dentro da área, a bola sobrou para Ademilson, atleta do Tupi, que chutou a bola, que estava indo na direção do gol e, provavelmente, balançaria as redes se Esquerdinha, massagista da Aparecidense não invadisse o campo e tirasse duas finalizações em cima da linha, evitando o gol da equipe mineira. Os jogadores do Galo saíram correndo atrás do funcionário, o que acabou gerando uma briga generalizada no estádio.

Após muita discussão, a partida foi reiniciada e o placar se manteria em 2 a 2, classificando a Aparecidense. O Tupi, porém, entrou em recurso contra a equipe goiana e, por decisão unânime do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, a Aparecidense seria desclassificada da competição por conduta antidesportiva. Apesar da tentativa de recorrer da decisão, o novo julgamento confirmou a exclusão da equipe no torneio.

Atualmente: qual o panorama?

Após um começo fraco no Campeonato Goiano, somando apenas um ponto nas duas primeiras partidas, a Aparecidense, treinada por Márcio Azevedo, conseguiu encaixar seu estilo de jogo e está vivendo uma fase de quatro jogos de invencibilidade, fazendo uma boa campanha de recuperação, encontrando-se, atualmente, na segunda posição do Grupo B, com 11 pontos – a terceira melhor campanha da competição.

O time é marcado por uma grande força ofensiva. Mesmo jogando contra equipes de maior qualidade, como Atlético-GO e Goiás, por exemplo, a Aparecidense não abriu mão de atacar, o que é uma das características que o treinador Márcio Azevedo preza. Dessa maneira, a equipe possui o melhor conjunto ofensivo do Campeonato Goiano, com 11 gols – com o time passando em branco em apenas uma oportunidade, contra o Rio Verde, na segunda rodada.

O principal destaque da equipe até aqui é o atacante Nonato, com passagens por Bahia e Goiás, que já marcou quatro gols esse ano e carrega o fardo de ter sido artilheiro do Campeonato Goiano em três oportunidades seguidas. Outro jogador conhecido é o goleiro Bussato, um dos líderes do elenco, que jogou no Náutico no ano passado.

Time-base: Bussato; Rafael Cruz, Filipe Costa, Mirita, Helder; Wagner, Alex Henrique, Washington; Uederson, Nonato, Aleilson.