Análise: reservas melhoram desempenho do Botafogo, mas não impedem eliminação

Renatinho, Kieza e Ezequiel deram um novo perfil à equipe de General Severiano, que melhorou no segundo tempo

Análise: reservas melhoram desempenho do Botafogo, mas não impedem eliminação
Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo

A epopeia de Felipe Conceição no Botafogo teve um fim. Após a derrota para o Flamengo, pela Taça Guanabara, o treinador, com sete jogos, não aguentou e, com um ambiente muito ruim, foi removido do cargo. No seu último jogo, ele viu a equipe de General Severiano ser totalmente dominada pelo rubro-negro, que conquistou uma justa vitória.

O primeiro tempo resultou, de longe, nos piores minutos do Botafogo em 2018, superando a etapa complementar contra a Aparecidense, pela Copa do Brasil. A equipe foi completamente dominada pelo Flamengo, que saiu de campo com apenas 1 a 0 por puro azar. À exceção de João Paulo, nenhum setor da equipe e/ou jogador conseguiu uma atuação no mínimo razoável no primeiro tempo.

A falta de criatividade voltou a assombrar. O Botafogo nada conseguiu criar no primeiro tempo, o que se refletiu no número de finalizações nesse período: zero. Leo Valencia, mais uma vez, teve uma atuação abaixo e, consequentemente, isso acabou afetando todo o meio-campo da equipe, que é dependente de sua criação para tentar construir algo no decorrer da partida.

A bola aérea defensiva sem Joel Carli mostrou ser, mais uma vez, uma dor de cabeça. Marcada por muita desorganização, os jogadores não se entendiam dentro de campo para decidir quem iria marcar os respectivos cabeceadores do Flamengo. Em uma dessas, o gol da equipe adversária acabou saindo, quando Éverton, completamente livre no meio dos marcadores alvinegros, marcou de cabeça.

O pífio ataque também ficou marcado por mais uma atuação ruim dos laterais. Arnaldo e Gilson não conseguiram contribuir em nada, dando, na verdade, apenas problemas, já que não conseguiam oferecer suporte defensivo diante das rápidas e eficientes descidas do Flamengo em direção ao campo de ataque. Os dois não conseguiram, até aqui, ter um desempenho bom em nenhuma partida de 2018.

Segundo tempo traz esperança de melhoras

Diferente de outras partidas, Felipe Conceição resolveu mudar na equipe cedo e isso resultou numa melhora infinita. Ezequiel, Renatinho e Kieza ajudaram o Botafogo a crescer e começar a se impor. Em um momento do segundo tempo, a equipe alvinegra foi superior na partida e conseguiu chegar ao solitário gol com participação de dois dos três que haviam entrado em campo durante o jogo.

Renatinho trouxe a mobilidade e a criatividade que a equipe não conseguiu ter em 2018 ainda. Muito dinâmico, conseguiu se movimentar, participando da partida dos dois lados e mostrou sua qualidade ao dar o passe para o gol. Apesar de não estar na forma física ideal, o atleta ex-Paraná merece, definitivamente, uma chance no time titular. Na sua primeira oportunidade com tempo para jogar, conseguiu melhorar o desempenho do Botafogo.

Kieza e Ezequiel, por sua vez, conseguiram incomodar a defesa do Flamengo justamente com a movimentação. O jovem jogador da base mostrou personalidade e vontade, incomodando os laterais rubro-negros. O atacate ex-Vitória, por sua vez, mostrou seu faro de artilheiro ao deixar Réver pelo caminho com um drible de corpo e a finalização.

A conta

Ficou claro que um dos melhores momentos do Botafogo de Felipe Conceição foi quando o treinador resolveu mexer drasticamente na equipe. Oferecendo mais possibilidades, o alvinegro teve uma melhora significativa na etapa complementar, muito por ter saído da formação utilizada em seis das sete partidas do treinador sob o comando da equipe de General Severiano.