Irritada por comemoração de Vinícius Jr., diretoria do Botafogo proíbe Fla de usar Nilton Santos

'Chororô', maneira que o jovem jogador escolheu comemorar seu gol no clássico, foi um dos motivos para isso

Irritada por comemoração de Vinícius Jr., diretoria do Botafogo proíbe Fla de usar Nilton Santos
Foto: Vitor Silva/SS Press/Botafogo

Há pelo menos dois anos, Botafogo e Flamengo trocam “farpas” de maneiras distintas longe das quatro linhas. Tudo começou após a transferência de Willian Arão para o rubro-negro: a partir disso, a equipe de General Severiano tentava ‘evitar’ o time da Gávea, proibindo o mesmo de utilizar o Estádio Nilton Santos e estabelecendo uma política de não-negociação.

Na virada do ano e com a entrada de Nelson Mufarrej, novo presidente, esse panorama pareceu que seria mudado. As duas equipes e as respectivas diretorias selaram um ‘acordo de paz’ e, em tese, poderiam voltar a negociar, por exemplo, o aluguel do Estádio Nilton Santos, já que a situação do Maracanã para receber partidas não é muito boa.   

No último sábado (10), Flamengo e Botafogo se enfrentaram pela semifinal da Taça Guanabara, no Raulino de Oliveira. Dominando o jogo em maior parte do tempo, o rubro-negro confirmaria a vitória nos minutos finais, quando o jovem Vinicius Junior fez um gol e comemorou fazendo um gesto de choro, fato que havia sido ‘inventado’ pelo atacante Souza, no fim da última década.

Nesta terça-feira (13), porém, o Botafogo soltou uma nota oficial afirmando que não disponibilizaria o Estádio Nilton Santos para a final da Taça Guanabara e, entre os cinco motivos divulgados, estava essa comemoração do jovem jogador e um ‘não-pedido’ de desculpas. O alvinegro afirmou que esse tipo de comemoração pode incitar a violência no gramado e nas arquibancadas.

Confira os motivos divulgados na nota

1 - A decisão de não haver o jogo não foi motivada pelo valor estabelecido no Arbitral. O valor havia sido decidido e aprovado por todos os Clubes presentes, inclusive o Botafogo; 

2 - A decisão foi tomada unicamente em função da comemoração de gol do atleta adversário, praticando - no entendimento dos botafoguenses - desrespeito à Instituição Botafogo, que é representada pelos seus atletas, sócios e torcedores;

3 - Passaram-se os dias e até hoje não houve uma manifestação, quer do jogador, quer do clube, se retratando do episódio. Pelo contrário, repercute ainda mais o gesto;

4 - Este jogador é empregado do clube adversário e, como tal, deve respeitar a ética profissional.

5 - O fato deve ser analisado muito bem. Um ato deste tipo pode provocar a violência entre os jogadores e torcedores. Queremos a paz e o respeito dentro e fora de campo.

Dessa maneira, a final entre Flamengo e Boavista ainda não tem local definido. A Federação do Rio de Janeiro espera resolver essa questão o quanto antes, para não atrapalhar a logística dos clubes.