Bill marca três, Ceará vence Brasil de Pelotas e fica perto do G4 da Série B

Placar de 3 a 0 deixa o Vozão com a mesma pontuação do quarto colocado; Xavante cai para oitavo devido ao revés

Bill marca três, Ceará vence Brasil de Pelotas e fica perto do G4 da Série B
Foto: Jonathan Silva/G.E. Brasil
Ceará
3 0
Brasil
Ceará: Éverson; Eduardo (Marino), Charles, Valdo e Thallyson; João Marcos, Richardson, Ricardinho (Tomas Bastos) e Felipe; Rafael Costa (Alex Amado) e Bill. Técnico: Sérgio Soares
Brasil: Eduardo Martini; Wender, Leandro Camilo, Teco e Marlon (Xaro); Leandro Leite, Washington, Felipe Garcia, Clebson (Diogo Oliveira) e Ramon; Nena (Nathan). Técnico: Rogério Zimmermann
Placar: 1-0, 43/1ºT, Bill. 2-0, 43/2ºT, Bill. 3-0, 50/2ºT, Bill
ÁRBITRO: Niélson Nogueira Dias (PE), auxiliado por Bruno César Vieira (PE) e Kildenn Tadeu Lucena (PB). Cartões amarelos: Felipe Garcia, Wender , Leandro Camilo e Xaro (BRA). Cartão vermelho: Felipe Garcia (BRA)
INCIDENCIAS: Jogo válido pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B 2016, no Castelão em Fortaleza

Na noite desta terça-feira (14), o Ceará conquistou uma importante vitória na Série B do Brasileirão. Atuando no Castelão, a equipe comandada por Sérgio Soares aplicou 3 a 0 no Brasil de Pelotas, pela nona rodada da competição. Autor dos três gols, Bill foi o nome do jogo.

Com o triunfo, o Vozão sobe para o sexto lugar, com 16 pontos. Na próxima rodada, visita o Joinville, na sexta (17), às 19h15. Enquanto isso, o Xavante caiu para a oitava posição, estacionado nos 14 pontos. Também na sexta, os gaúchos têm novo compromisso no Nordeste: pegam o Sampaio Corrêa, às 21h.

Nos últimos minutos do primeiro tempo, Bill começa a brilhar

Nas duas equipes, houve novidades. Pelo lado mandante, o zagueiro Valdo estreou, formando dupla com Charles. No Xavante, Clébson começou como titular e Diogo Oliveira pela primeira vez  virou opção no banco, mantendo a linha do técnico Rogério Zimmermann de poupar jogadores de maneira revezada.

Nos lances iniciais, já dando mostras do que viria pela frente em todo o restante do confronto, o Ceará teve a posse da bola. Postado em 4-2-3-1 utilizando o sistema de perseguições individuais, os gaúchos aguardavam possíveis contra-ataques pelos lados. A primeira finalização do jogo surgiu em cabeçada sem perigo desferida por Bill, oriunda de cobrança de escanteio. O Rubro-Negro aproveitava para lançar qualquer bola parada na direção da área, e Washington por pouco não desviou um levantamento realizado por Clébson.

Aos 16 minutos, uma boa trama ofensiva dos visitantes: Ramon recebeu lançamento de Marlon, ajeitou o corpo e cruzou para Nena. O camisa 9 percebeu a passagem de Washington e recuou para o chute do volante, mas a redonda saiu alta demais. As jogadas aéreas pareciam ser o caminho das pedras na partida. Aos 18 minutos, o lateral-direito Eduardo ergueu buscando Bill na área. Bem posicionado, o homem da referência alvinegra testou à esquerda de Martini.

Em seguida, Rafael Costa foi acionado na meia-lua e bateu forte por cima, assustando o Brasil. Não demorou nada para, em contra-ataque, Felipe Garcia ser lançado por Ramon. Em disputa na velocidade com Éverson, o goleiro do Vozão levou a melhor e afastou antes de cair no gramado sentindo dores. Tratando externamente o empate como bom resultado, o Xavante tinha a partida sob controle. Aos 33 minutos, Washington apareceu novamente completando uma jogada. Desta vez, mandou muito alto.

Na sequência, Rafael Costa levou perigo ao sistema defensivo vermelho e porto em outra oportunidade. Assim como na anterior, errou o alvo. Foi a partir daí que começou a pressão dos mandantes. Aos 41, Bill ganhou de Washington e cruzou rasteiro. Na segunda trave, Rafael Costa se jogou na bola mas não alcançou.

E, quando o cronômetro apontava 43 minutos, o Ceará saiu na frente. Após escanteio afastado parcialmente pela zaga xavante, Felipe ficou com sobra e arrematou firme de fora da área. No primeiro momento, Eduardo Martini espalmou, mas Bill aproveitou desatenção de Washington e tocou sutilmente para o barbante: 1 a 0.

Vozão completa placar com tranquilidade no fim

Com as duas equipes iguais, o segundo tempo começou com o Brasil buscando acelerar a partida pelas pontas. Logo aos dois minutos, Ramon avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Na intermediária, Clebson chegou batendo de perna direita mas pegou muito mal na redonda. Aos seis, pela terceira vez no jogo, Rafael Costa chutou por cima do gol xavante.

Ao contrário do cenário visto na metade inicial, os comandados de Rogério Zimmermann tomaram as rédeas do enfrentamento durante alguns momentos. Aos dez minutos, em falta frontal, Marlon soltou uma bomba e esbarrou em defesa segura de Éverson. Também em falta, o Ceará respondeu com Ricardinho. O destino do chute, entretanto, foi igual: as mãos do arqueiro. Aos 13, Clébson obrigou o camisa 1 adversário a voar para evitar o empate rubro-negro em pancada de fora da área.

Observando um time incapaz de assustar a defesa dos donos da casa, Zimmermann trocou Nena por Nathan, mandando Ramon para o centro do ataque. Como resposta, Sérgio Soares trocou Rafael Costa por Alex Amado, ex-Xavante. Na marca dos 25 minutos, Martini operou um milagre. Eduardo cobrou falta com perfeição, no ângulo esquerdo do goleiro. Irrepreensível no lance, o camisa 1 evitou a dilatação da vantagem do Vozão com uma intervenção de mão esquerda.

Novas trocas aconteceram no Rubro-Negro. Após muito tempo sem atuar, Xaro voltou a ter oportunidade ao entrar no lugar de Marlon. Clébson também saiu, cedendo espaço ao dono da posição, Diogo Oliveira. Aos 30 minutos, o canhoto lateral-direito Eduardo apareceu mais uma vez. Ao dominar, o camisa 6 puxou para dentro e finalizou para fora. À essa altura, já na reta final de partida, a alternativa rubro-negra era atacar com Ramon e Nathan, mas os dois acabavam sozinhos em boa parte das tramas ofensivas.

Já na parte final do duelo, Felipe Garcia deu uma rasteira no xará Felipe e foi para o chuveiro mais cedo, com justiça. Paralelamente à isso, o lateral-direito Wender, que havia saído de campo para receber atendimento, retornou ao gramado mancando. Quando o cronômetro marcava 43 minutos, a vitória alvinegra já estava sacramentada, mas Bill foi às redes de novo. Pela esquerda, Felipe fez bela jogada e cruzou para o centroavante finalizar com estilo: 2 a 0.

Aos 49, Marino invadiu a área do Brasil no que deveria ser o último lance do jogo. Porém, ao ser derrubado por Xaro, um pênalti foi assinalado pelo árbitro Niélson Nogueira Dias. Completando a noite iluminada, Bill deslocou Martini e fechou o placar: 3 a 0.