San Lorenzo e Chapecoense empatam e decidirão vaga à final da Sul-Americana em Chapecó

Ambos tiveram chances de fazer um placar mais dilatado, mas tudo acabou no empate por 1 a 1

San Lorenzo e Chapecoense empatam e decidirão vaga à final da Sul-Americana em Chapecó
Foto: Divulgação/San Lorenzo
San Lorenzo
1 1
Chapecoense
San Lorenzo: Torrico; Angeleri, Coloccini, Caruzzo (Cerutti) e Emmanuel Mas; Mussis, Corujo, Ortigoza, Blanco e Cauteruccio (Bergessio); Blandi. Técnico: Diego Aguirre.
Chapecoense: Danilo; Gimenez (Josimar), Neto, Thiego e Dener; Matheus Biteco (Sérgio Manoel), Gil e Cléber Santana; Ananias (Lucas Gomes), Tiaguinho e Bruno Rangel. Técnico: Caio Júnior.
Placar: 1-0, Cauteruccio, Min. 29; 1-1, Ananias, Min. 61
ÁRBITRO: Roberto Tobar. Assistentes: Carlos Astroza e José Retamal
INCIDENCIAS: Partida válida pela semifinal da copa sul-americana 2016, realizado no estádio Nuevo Gasômetro, em Buenos Aires, Argentina.

San Lorenzo e Chapecoense fizeram aquele velho ditado do futebol ser reforçado: “Futebol é competência”. Os dois gols da partida saíram em momentos que o time adversário era melhor na partida, um fator curioso que ocorreu no Nuevo Gasômetro.

O Chape conseguiu o que queria, fazer um gol fora de casa e ter uma certa vantagem na partida da volta, mas já o San Lorenzo não teve êxito para possuir vantagem. Os argentinos vão para Chapecó sabendo que precisam buscar o jogo desde o início, pois o Verdão do Oeste começará a partida já classificado para a final, mas lógico, precisa confirmar isso durante os 90 minutos.

Chapecoense e San Lorenzo vão definir a sorte no dia 23 de novembro, quando vão definir quem vai para a final da copa sul-americana de 2016. O jogo tem o seu início marcado para as 21h45, e certamente vai ser mais uma oportunidade do time catarinense fazer história.

Chape começa bem, mas não consegue evitar gol do San Lorenzo

O início de partida do time catarinense foi bom, com presença no campo de ataque, pois o seu meio-campo funcionou bem, fruto da boa articulação de Cléber Santana. Os argentinos tinham a bola, mas esbarraram em uma defesa bem postada da Chapecoense, e foram chegar ao campo de ataque somente 15 minutos, e foi em um escanteio mal sucedido.

O gol solitário da primeira etapa veio aos 29 minutos, quando Cauteruccio cobrou falta no segundo pau, Angeleri fez o movimento do cabeceio, mas não encostou na bola, porém, foi o suficiente para matar o goleiro Danilo e abrir o marcador, 1 a 0 para o San Lorenzo. Antes do gol, tanto a Chape quanto o time do papa chegaram com finalizações perigosas, exigindo boas intervenções de ambos os goleiros.

Apesar de ter tomado o gol, o Verdão do Oeste não sentiu no quesito emocional, seguiu concentrado no jogo e ciente da sua proposta, que é marcar bem no campo de defesa, e sair para o jogo em velocidade, com um passe mais qualificado vindo de trás (Cléber Santana). O clube argentino não cresceu no jogo apesar de estar na frente, e o primeiro tempo terminou assim, 1 a 0 para o San Lorenzo.

San Lorenzo ameaça mais, mas é a Chape quem faz o gol

Um cenário idêntico ao do primeiro tempo, com o San Lorenzo melhor no jogo, construindo boas oportunidades, mas é a Chapecoense quem consegue balançar as redes, coisa que no primeiro tempo foi ao contrário. Antes de tomar o gol do Verdão, o time do papa teve duas ótimas oportunidades, mas não foi competente para fazer, o time argentino entrou disposto para matar o jogo no início do segundo tempo.

O gol surgiu aos 16 minutos, quando Ananias recebeu de Dener, girou, e bateu no canto esquerdo do arqueiro argentino, 1 a 1! Com o gol sofrido, o San Lorenzo precisou ir para cima, sendo assim, o  contra-ataque virou uma arma para a Chape, que teve a bola do jogo em um lance 3 contra 1, mas Ananias, cara a cara, desperdiçou.

A Chape passou a ter mais cautela na partida, enquanto o San Lorenzo foi com tudo em busca do segundo gol, mas foram tentativas que ora esbarravam em Danilo, ora iam para fora. Nada mudou, a partida terminou 1 a 1, e o time catarinense conseguiu levar uma bela vantagem para o Brasil, fazendo que não tinha feito ainda na competição, que é conseguir um gol fora.