Outros desastres aéreos já envolveram times de futebol na América do Sul

Acidente com delegação da Chapecoense é o terceiro no continente; Bolívia e Peru também contabilizam quedas de aeronaves

Outros desastres aéreos já envolveram times de futebol na América do Sul
Pane elétrica causa acidente com aeronave que transportava a Chapecoense (Foto: Reprodução/Twitter)

O acidente aéreo envolvendo a delegação da Chapecoense, na madrugada desta terça-feira (29), em Medellín, é o terceiro contabilizado na América do Sul, envolvendo times de futebol. Antes, desastres envolvendo quedas de aeronaves aconteceram na Bolívia e no Peru. Além disso, outros vários incidentes foram registrados pelo mundo.

Em 26 de setembro de 1969, o The Strongest retornava de Santa Cruz de La Sierra para La Paz, na Bolívia, quando o avião desapareceu dos radares. No dia seguinte, o avião, do modelo Douglas DC-6, foi encontrado na região de Viloco, sem que houvessem sobreviventes. Ao todo, foram contabilizados 74 óbitos, entre jogadores e integrantes da comissão técnica.

16 jogadores do The Strongest morreram na queda da aeronave (Foto: Reprodução / Internet)
16 jogadores do The Strongest morreram na queda da aeronave (Foto: Reprodução / Internet)

Já em 1987, no dia 8 de dezembro, a delegação do Alianza Lima voltava de Pucalpa, no Peru, para a capital Lima. Mas, durante a aproximação da aeronave no aeroporto Jorge Chávez, o Fokker F27 acabou caindo no Oceano Pacífico. O piloto sobreviveu, mas outras 43 pessoas faleceram, incluindo 16 jogadores do Alianza e toda a comissão técnica.

Fokker F27 que transportava o Alianza Lima caiu no Oceano Pacífico (Foto: Reprodução / Internet)
Fokker F27 que transportava o Alianza Lima caiu no Oceano Pacífico (Foto: Reprodução / Internet)

Grêmio e Corinthians escapam de desastres aéreos

Em 1996, o Corinthians, por pouco, não fez parte da trágica lista descrita acima. No dia 1º de maio, a delegação alvinegra voltava do Equador, quando havia vencido o Espoli, por 3 a 1, pela Copa Libertadores, quando, no aeroporto de Quito, a aeronave não conseguiu decolar e acabou se chocando contra um muro. O trem de pouso, assim como a asa direita pegaram fogo. 90 passageiros estavam a bordo. O meia Tupãzinho chegou a sofrer queimadura na perna esquerda.

Já em 2007, a praticidade na rota entre Porto Alegre e São Paulo salvou o Grêmio. Isso porque o Tricolor Gaúcho iria embarcar no vôo 3054, da TAM, que sairía do Aeroporto Salgado Filho, com destino ao Aeroporto de Congonhas. A aeronave, na ocasião, não conseguiu frear em tempo hábil, saiu da pista e se chocou contra o depósito de cargas da própria companhia.187 pessoas morreram.

"Achamos mais prático não ter de passar pela problemática Congonhas, onde sempre ocorrem atrasos", declarou Paulo Odone, na época, presidente do Grêmio.

O Corinthians novamente passou por um susto nos ares. Desta vez, em 2015. A equipe retornava da Colômbia, onde havia empatado com o Once Caldas, pela Libertadores. O Airbus A330 da Avianca sofreu fortes turbulências no trajeto, assustando a todos. Passageiros gritavam: "Nós vamos morrer!". Tite, treinador do Timão na época, mantinha a fé e rezava. O zagueiro Gil chegou a cobrir a cabeça com um cobertor fornecido pela tripulação. A aeronave conseguiu pousar em Guarulhos normalmente.