Somos Chapecoense: do amor no Oeste catarinense à conquista do Brasil inteiro

Como o simples time de Santa Catarina conquistou o carinho de um país inteiro

Somos Chapecoense: do amor no Oeste catarinense à conquista do Brasil inteiro
Somos Chapecoense: do amor no Oeste catarinense à conquista do Brasil inteiro

Arena Condá lotada. Dia 16 de novembro de 2013. 36ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Com dois jogos de antecedência, a Associação Chapecoense de Futebol se classifica para a tão sonhada primeira divisão após o empate por 1 a 1 diante do Bragantino. "É mais fácil caírem para a C do que subirem para a A", disseram. Coitados, não sabiam que aquele clube do Oeste catarinense chegaria bem mais longe.

O primeiro ano entre os gigantes teve complicações normais para quem chega. Porém, a Chapecoense passou longe de estar sozinha no sonho por mais uma oportunidade de seguir ali. A pequena-grande Chape já chegou fazendo parte do seleto grupo daqueles que nunca foram rebaixados. Mesmo com as dificuldades, quem disse que o Verdão vai cair?

Como não lembrar daquele 5 a 0 no Internacional em plena Arena, que fez todos se encantarem pela flechada do Índio Condá? E o 4 a 1 no Fluminense, em um cheio Maracanã? Ah, Chape, ali você encantou esse Brasil, muitas vezes carente de esperança. No dia 30 de novembro de 2014, quase exatamente dois anos antes desse tão trágico e triste dia, você garantia sua presença por mais um ano na Série A.

Em 2015 todos já te conheciam. A Chapeterror, que assustava os grandes pelo país e não temia nenhum adversário, chegou nas Américas para aterrorizar qualquer time que falasse qualquer língua. Assim, o Brasil verde e amarelo se tornou verde e branco. A permanência, conquistada em 20 de novembro com gol de Ananias sobre o Internacional, ficou pequena para o objetivo da temporada.

Não havia um torcedor, de norte a sul do país, que não parasse para ver o verde chapecoense conquistar as terras além de fronteiras. A Copa Sul-Americana foi a primeira a ter a Chape como protagonista das cores brasileiras.

Quis o destino que, três anos depois, aquela equipe chegasse tão longe que o Brasil parou para apreciá-la novamente. A cada defesa a vibração, a cada novo gol a explosão de felicidade. Em sua queda, a dor. O que antes era um time apenas do apaixonado Oeste catarinense se tornou o orgulho de uma nação apaixonada pelo futebol. Apaixonada, principalmente, por seus heróis do esporte.

Heróis de uma torcida heroica. De um povo heroico. De um clube heroico.

"A Chape até estava sem divisão, mas hoje é o orgulho da região". É muito mais. A Chapecoense é o orgulho de um país inteiro. E o Brasil nunca se esquecerá disso.