Gimenez: na Chapecoense, lateral vivia o auge de uma carreira em ascensão

Guilherme era o mais jovem do elenco, se destacou em todos os clubes que passou e vivia um grande momento

Gimenez: na Chapecoense, lateral vivia o auge de uma carreira em ascensão
Gimenez: na Chapecoense, lateral vivia o auge de uma carreira em ascensão

Foram 71 sonhos interrompidos por uma tragédia que abalou o mundo inteiro. Um desses foi interceptado precocemente, o do jogador Guilherme Gimenez de Souza. Com apenas 21 anos, não tinha uma carreira extensa ou com muitos méritos como os seus companheiros, mas sua ascensão veio rapidamente.

Antes de decidir atuar na lateral-direita, o jovem de Ribeirão Preto tentava a carreira como volante, foi no Olé do Brasil que o atleta deu seus primeiros chutes. Em 2012, quando o clube tinha apenas seis anos, abriu as portas e deu a ele sua primeira oportunidade no futebol. 

Foi disputando as categorias de base e ajudando no título Paulista  Sub-17, que chamou atenção do Comercial-SP, clube da mesma região. No ano de 2014, ganhou destaque mais uma vez, mas precisou rescindir o contrato após atrasos no pagamento. 

No mesmo ano despertou interesse do Botafogo-SP, onde fez suas primeiras partidas profissionais e a nível nacional. No time disputou o Paulistão e o Campeonato Brasileiro de 2014 e 2015. Foi lá que marcou seu primeiro e único gol da carreira, em uma importante vitória por 2 a 0, diante do São Paulo.

A performance fascinou o Goiás, onde jogou o Campeonato Brasileiro de junho até o fim de 2015. A Chapecoense buscava reforçar seu time para uma brilhante campanha em 2016, em dezembro assinou com o jogador, que rapidamente fez as malas e se mudou com a família para Santa Catarina.

Desde que chegou, disputou 51 partidas como titular, sendo 5 delas na Copa Sulamericana, sua primeira competição internacional. Em toda caminhada fez 88 partidas oficiais.

Seu último contato antes da viagem, foi com Rosana, sua mãe, e esbanjava felicidade e ela relembra: “Ele mandou um WhatsApp com áudio falando que estava feliz, mandou um áudio da minha neta também. Eu ainda perguntei, 'você vai ligar no meu aniversário, que é sábado?', ele falou, 'claro mãe, eu vou ligar'. Aí ele se despediu e falou, 'um beijo, te amo'”. Rosana contou ainda que o atleta tinha desejo de voltar para a cidade natal encerrar a carreira que estava apenas no começo.

Como forma de respeito a todas as vítimas e também pelo carinho por Guilherme, todos os clubes pelos quais passou paralisaram os treinos e decretaram luto oficial.

Gimenez em números

Fonte: Footstats
Fonte: Footstats