De confiança à decepção: o 2016 do Corinthians

O ano de 2016 não tem sido fácil pro Corinthians, debandada de jogadores, crises internas, públicos baixos e futebol ineficiente dentro de campo

De confiança à decepção: o 2016 do Corinthians

Hexa campeão brasileiro no ano passado, time e torcida carregavam grandes expectativas para o ano de 2016, mas viu a esperança se tornar desespero. No inicio da temporada a debandada de jogadores ao futebol chinês, eliminação no Paulistão para Audax, eliminação na Libertadores para o Nacional-URU. No Brasileirão a maior perda que o time poderia ter: Tite e boa parte de sua comissão técnicas vão para seleção brasileira. A chegada de Cristóvão Borges e a perda da dupla de volantes titulares Bruno Henrique e Elias, além da saída conturbada do centro avante André. Do título de 2015, apenas 3 jogadores da equipe titular permancem.

Em meio aos problemas dentro de campo, falta de gols, sistema defensivo – marca do Corinthians de Tite – muito debilitado e contratações que não rendem o que se esperava, o alvinegro ainda se depara com uma situação complicada e anormal no clube: estádio vazio. Nos últimos jogos o torcida corinthiana vem quebrando recordes negativos de público, o menor deles na ultima rodada diante o Atlético MG quando 17.371 mil torcedores compareceram em Itaquera.

Não bastassem os problemas dentro de campo e nas arquibancadas o Timão vive uma crise interna, com demissão de dirigentes, casos de corrupção na base, dificuldades no pagamento da Arena Corinthians, orçada em 1.6 bilhões de reais, entre outras dificuldades. Roberto de Andrade e dirigentes são alvos de frequentes protestos por parte das torcidas uniformizadas, que na ultima quinta-feira (06) chegou a comparar a diretoria ao Jim Carrey, ator canadense, protagonista nos filmes “O mentiroso”, “O Maskara” e “Debi & Loide”.

Na tarde de segunda-feira (10), Anibal Coutinho arquiteto responsável pela construção da Arena Corinthians entrou na justiça contra o clube por conta de uma dívida de 11,1 milhões de reais, referentes a um empréstimo do arquiteto ao clube para quitar salários atrasados, 13º e férias dos atletas ainda na gestão do ex-presidente Mario Gobbi. O acordo previa que a Odebrecht, construtora da Arena Corinthians, fizesse o pagamento até a data de 27 de julho de 2015, como não foi pago o empréstimo – de 7 milhões com juros de 0,8% ao mês + taxas – o clube foi processado com o valor acrescido dos meses de inadimplência.

Na tarde da mesma segunda-feira, uma reportagem do Globo Esporte, trouxe a tona três contratos do Corinthians com um empresário português investigado pela Lava-Jato. Antonio Manuel Carvalho Baptista Vieira, é sócio três empresas que fazem negócios com o clube: A Café Bom Dia (estampa as costas da camisa), Vector (empresa de serviços de pagamentos) e Apollo Sports Solution (corretora de patrocínios).

O contrato com a Apollo foi firmado em agosto deste ano, de acordo com Gustavo Herbertta diretor de marketing do Corinthians, o acordo tem validade de três anos no valor de R$ 30 milhões, por espaços nos uniformes de jogo e treino, placas de publicidade no CT, acesso a base de dados do Fiel Torcedor, além de ingressos no setor mais caro da Arena, no prédio Oeste. Entretanto, na cópia do contrato obtido pelo site, o valor é menor: são R$ 21 milhões mais dois milhões para utilizar as redes sociais e explorar o sócio torcedor do clube. Além de um bônus de R$ 4 milhões por objetivos alcançados. A Café Bom Dia é dona de 50% da Apollo.

A Vector Serviços de Pagamentos é outra dessas empresas que envolvem o nome do português com o Corinthians. A Vector prestava serviço terceirizado para o Timão, todo o dinheiro das vendas de camisa e ingressos passava por eles para depois chegarem aos caixas do clube. Esse serviço custava 4% da arrecadação mais 0,50 centavos por transação.

Se você ainda acha pouco os problemas que rondam o Parque São Jorge, na manhã desta terça-feira, o zagueiro Vilson e o volante Marciel – recém integrado ao elenco, após empréstimo ao Cruzeiro – se envolveram uma confusão com direito a agressão do zagueiro. Após uma disputa normal de jogo, Vilson desferiu um soco no rosto de Marciel. Jogadores e o técnico Fabio Carille colocaram panos quentes na situação. Vilson pode sofrer uma punição financeira por conta de sua atitude.