Corinthians bate PSV nos pênaltis após empate no tempo regulamentar pela Florida Cup

Com uma equipe em cada tempo, Timão surpreende, atua bem com titulares, mas sofre empate no último lance com reservas em campo; vitória nas penalidades rende ponto extra

Corinthians bate PSV nos pênaltis após empate no tempo regulamentar pela Florida Cup
Equipe alvinegra ainda viu boa atuação de Caique França, que pegou um pênalti nas penalidades (Foto: Gregg Newton/Getty Images)
Corinthians (5)
1 1
PSV Eindhoven (4)
Corinthians (5): CÁSSIO; FAGNER, BALBUENA, PEDRO HENRIQUE, JUNINHO CAPIXABA; GABRIEL; ROMERO, JADSON, RODRIGUINHO, CLAYSON; KAZIM. Técnico: Fábio Carille.
PSV Eindhoven (4): ZOET; ARIAS, SCHWAAB, ISIMAT, BRENET; HENDRIX, VAN GINKEL, PEREIRO; BERGWIJN, DE JONG, LOZANO. Técnico: Phillip Cocu.
Placar: 1-0, min. 23, Rodriguinho. min. 90+30, Lammers.
INCIDENCIAS: Partida válida pela Florida Cup 2018, no Orlando City Stadium, em Orlando.

Na noite de quarta-feira (10), o Corinthians estreou na Florida Cup e estreou com o pé direito. O alvinegro paulista venceu o PSV Eindhoven nas penalidades, após empatar no tempo normal por 1 a 1, com gols de Rodriguinho para os brasileiros e Lammers igualou no último minuto da partida para os holandeses.

Agora, as duas equipes se preparam para o próximo confronto de pré-temporada. Os holandeses vão à campo na próxima sexta (12), contra o Fluminense. Enquanto o Corinthians enfrenta os Rangers tradicional equipe da Escócia.

Pressão, organização tática e gol

Com o provável elenco titular, o alvinegro se mostrou no ritmo dos holandeses, que estão na metade de sua temporada, na Europa. Embora o nível físico não fosse um empecilho, o PSV adiantou a sua marcação e passou a dificultar a saída de bola do Corinthians, que foi incomodado com as bolas aéreas que encontravam o atacante De Jong nos escanteios e cruzamentos. Apesar das chances criadas, Cássio foi exigido a fazer uma boa defesa no chute do mexicano Lozano.

Enquanto a pressão nas linhas ofensivas incomodava as saídas de bola, quando o Corinthians tinha a bola trabalhava com os laterais muito ofensivos, ora com Fagner, ora com Juninho Capixaba, que estreou aplicando dribles e mostrando eficiência na marcação.

Depois da metade da primeira etapa, o PSV não incomodava tanto quanto no início do jogo e o alvinegro passou a ter mais espaços para trabalhar jogadas ofensivas com Clayson e Romero muito acionados nas pontas à procura de Kazim, que fazia o tradicional pivô para dar espaço na passagem dos pontas.

Tal jogada teve o seu êxito aos 23 minutos, quando Clayson foi derrubado na ponta da área e Jadson encontrou Rodriguinho se infiltrando que tocou para o fundo das redes e vencer o goleiro Zoet.

(Foto: Gregg Newton/Getty Images)
(Foto: Gregg Newton/Getty Images)

Após o gol, o Corinthians se mostrou mais solto na partida e passou a abusar das jogadas em velocidade com Romero e utilizando da força física de Kazim, que veio a dar trabalho para a defesa holandesa. 

Já os adversários, não souberam aproveitar as chances e também foram inibidos de qualquer investida no ataque, visto que a organização e a velocidade na recomposição do time do Corinthians foram fatores decisivos para que o resultado fosse obtido na primeira etapa.

Outro tempo, outro time

Quando o apito soou para o início do segundo tempo, o técnico Fábio Carille entrou com um time totalmente diferente da primeira etapa. Os jogadores considerados reservas eram: Caique França, Léo Príncipe, Warian, Léo Santos e Guilherme Romão; Fellipe Bastos; Marquinhos Gabriel, Camacho, Maycon e Giovanni Augusto; Júnior Dutra.

Por serem considerados reservas, a organização tática no posicionamento dos atletas não aconteceu com tanta eficiência quanto na primeira etapa. O PSV crescia no jogo, visto que continuou com a sua equipe titular e incomodava a defesa alvinegra, além do mais, a partida passou a ser paralisada diversas vezes por conta do excessivo número de faltas cometidas por ambos os lados.

A superioridade física e no quesito de entrosamento era evidente por parte do PSV, que incomodou boa parte do segundo tempo ocupando o campo de defesa do Corinthians, mas sem criar jogadas que levassem perigo a Caíque França. Apenas as bolas aéreas eram o ponto fraco da defesa alvinegra, que viu De Jong cabecear com perigo em todas as oportunidades que lhe foram concedidas.

Após 20 minutos de pressão adversária, a equipe alvinegra passou a valorizar a posse de bola e procurou Giovanni Augusto em suas infiltrações dentro da área, assim como Camacho, que auxiliava na criação de jogadas ofensivas.

Do lado adversário, Pereiro e Bergwijn eram quem criavam jogadas para De Jong finalizar. Entretanto, Cocu promoveu a entrada de jogadores do plantel do time holandês, e o Corinthians viu o brasileiro Mauro Júnior perder um gol cara a cara com Caíque França.

Seguindo pressionando, os cruzamentos eram vistos em demasia por parte do PSV, enquanto o Corinthians passou a somente se defender e trabalhar no contra-ataque que era pouco aproveitado, visto que a marcação adversária e a falta de entrosamento, dificultavam o contragolpe.

Aos 87 minutos, Mauro Júnior ainda saiu cara a cara com Caíque, que fez uma defesa providencial. Entretanto, faltando 30 segundos para o apito final, Lammers acerta um chute após confusão dentro da área e encaminha a partida para as penalidades.

Penalidades

Os jogadores do Corinthians converteram todas as cobranças, e os do PSV vinham convertendo até chegar em Lammers, autor do gol no tempo normal, contou com o tempo de reação de Caíque França que defendeu o chute do jogador do time holandês colocando o time na frente e Giovanni Augusto colocou um ponto final quando converteu a quinta cobrança e deu a vitória para o alvinegro, para deleite dos torcedores presentes em Orlando.