Criciúma vence Brasil de Pelotas e mantém 100% de aproveitamento em casa

Tigre se aproximou do G-4, de onde os gaúchos saíram depois do resultado

Criciúma vence Brasil de Pelotas e mantém 100% de aproveitamento em casa
Foto: Caio Marcelo/Criciúma E.C.
Criciúma
3 0
Brasil de Pelotas
Criciúma: Luiz; Ezequiel, Ferron, Nathan e Niltinho (Diego Giaretta); João Afonso e Douglas Moreira; Roberto, Elvis (Alex Maranhão) e Juninho (Gabriel Leite); Gustavo. Técnico: Roberto Cavalo.
Brasil de Pelotas: Eduardo Martini, Wender, Leandro Camilo, Teco e Marlon; Leandro Leite e Washington; Marcão (Felipe Garcia), Diogo Oliveira e Ramon (Gustavo Papa); Marcos Paraná (Nathan). Técnico: Rogério Zimmermann.
Placar: 1-0, min. 0, Roberto. 2-0, min. 41, Juninho. 3-0, min. 69, Nathan.
ÁRBITRO: Alexandre Vargas Tavares de Jesus (RJ), auxiliado por Patrícia Silveira de Paiva Retondário da Silva (RJ) e Alexandre Pruinelli Kleiniche. Cartões: João Afonso, Elvis, Alex Maranhão (CRI). Marlon, Marcos Paraná, Nathan, Wender e Ramon (BRA).
INCIDENCIAS: Partida válida pela 7º rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, disputada no Heriberto Hülse, em Criciúma.

Quatro jogos, quatro vitórias. Esse é o retrospecto do Criciúma em seus domínios na Série B do Campeonato Brasileiro. O mais recente triunfo carvoeiro no Heriberto Hülse veio na noite da última terça-feira: 3 a 0 sobre o Brasil de Pelotas. Os gols foram marcados por Roberto, Juninho e Nathan.

Passadas sete rodadas, o Tigre ocupa a quinta colocação da competição, com 13 pontos somados. Os comandados de Roberto Cavalo jogam por uma vaga no G-4 na próxima sexta-feira (10), quando encaram o Sampaio Corrêa a partir das 20h30 no Castelão.

Enquanto isso, o Xavante deixa o grupo dos quatro primeiros e cai para o oitavo lugar, estacionado nos 8 pontos. O time de Rogério Zimmermann tem a chance de se recuperar no sábado (11), dia em que recebe o Tupi, às 16h, no estádio Bento Freitas.

Criciúma abre placar no início e amplia no fim do primeiro tempo

Os torcedores ainda se acomodavam nas arquibancadas do Heriberto Hülse, mas Roberto não esperou. Após a cobrança rápida de falta, Elvis percebeu a movimentação do atacante e o acionou. Às costas de Teco, quase na risca da pequena área, o ponta bateu cruzado de primeira e abriu o placar.

O cronômetro marcava 19 minutos quando os gaúchos emplacaram a primeira chegada de perigo no campo de ataque. Foi quando Marcos Paraná caiu pelo lado esquerdo e serviu Diogo Oliveira. No interior da área, o camisa 10 armava o chute quando Juninho esticou o pé e tirou a bola do seu domínio. Na sequência, Washington levantou na segunda trave, mas Ezequiel mergulhou de cabeça e cedeu o escanteio.

Mas o Tigre não abdicou do ataque. Aos 26, Elvis arrematou de fora da área e Martini espalmou. Gustavo estava sedento pelo rebote, mas Leandro Camilo chegou antes e tirou parcialmente. O perigo só teve fim quando Teco cortou em definitivo o cruzamento de RobertoJuninho, no entanto, não deixou o ritmo cair. O camisa 11 ingressou na área e concluiu. No meio do caminho, a pelota resvalou em Teco e acertou o lado externo da rede.

Foto: Carlos Insaurriaga/G.E. Brasil
Foto: Carlos Insaurriaga/G.E. Brasil

O jogo era franco. Diogo Oliveira tentou na bola parada, mas a cobrança de falta teve como destino as mãos do goleiro Luiz. No lance subsequente, quem trabalhou foi Martini, que agarrou firme o chute de Niltinho do meio da rua. Por fim, Marcos Paraná completou sem força o cruzamento de Ramon e facilitou o trabalho do arqueiro adversário.

E foi exatamente dos pés de Marcos Paraná que se originou o segundo gol carvoeiro. Aos 41 minutos, o centroavante rubro-negro foi desamardo no ataque e o Criciúma prontamente iniciou o contragolpe. Gustavo saiu com a redonda dominada desde o campo de defesa, invadiu a área e bateu cruzado, mas Martini espalmou pra frente. Melhor para Juninho, que, na risca da pequena área, não desperdiçou: 2 a 0.

Tigre faz mais um e Brasil fica com um a menos em campo 

A conversa no vestiário surtiu efeito no Xavante. Aos cinco minutos, Diogo Oliveira se livrou da marcação e arrematou de longa distância: nas mãos de Luiz. Pouco depois, a oportunidade mais nítida. Marlon percebeu a movimentação de Ramon e o acionou às costas da defesa. O camisa 9 até passou pelo goleiro, mas pecou na hora da finalização e mandou no lado de fora da rede.

Em desvantagem no placar, o técnico Rogério Zimmermann já havia promovido duas alterações quando o relógio batia na marca de 15 minutos. No intervalo, Nathan ingressou na vaga de Marcos Paraná, enquanto Felipe Garcia substituiu Marcão. As mudanças implicaram no deslocamento de Ramon, que passou a atuar como referência no ataque.

Quem se aproximou do caminho das redes, contudo, foram os mandantes. Aos 17, a cobrança de falta foi fraca, na direção de Gustavo. Na entrada da área, o atacante dominou com certa dificuldade, girou sobre a marcação e soltou o pé, acertando em cheio a trave esquerda da meta pelotense. A resposta veio timidamente com Ramon, mas a conclusão do centroavante não gerou susto em Luiz.

Foto: Carlos Insaurriaga/G.E. Brasil
Foto: Carlos Insaurriaga/G.E. Brasil

O golpe de misericórdia veio pelo alto. Aos 25, Alex Maranhão cobrou o escanteio na primeira trave e Roberto deu uma casquinha para trás. Dentro da pequena área e com muita liberdade, Nathan só teve o trabalho de empurrar para o fundo do barbante e selar o triunfo catarinense.

O Brasil ensaiou uma reação com Diogo Oliveira, que teve a conclusão da entrada da área defendida em dois tempos por Luiz. Mas qualquer resquício de esperança se foi pelos ares quando Wender impediu a progressão de Douglas Moreira e foi para o chuveiro mais cedo. Após o lance, Ezequiel ainda tentou o quarto. No fim, o empate prevaleceu até o apito final de Alexandre Vargas Tavares de Jesus.